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19 de fev. de 2014

Aulas de Costura - Lurdes Alcaide


Olá!

Finalmente chegou a hora de contar sobre as minhas aulas de Corte e Costura!
Comecei o blog mais ou menos na mesma época que comecei a ter aulas com a Lurdes. Como já cheguei lá sabendo o básico de costura, fui desenvolvendo com ela peças que tinha vontade de costurar, para ter mais conhecimento nesta parte e para ter mais confiança para costurar minhas próprias roupas. As tentativas "solo" não tinham sido boas porque não sabia como lidar com os moldes, as roupas acabavam não servindo ou precisavam de tantos ajustes que acabavam ficando sem terminar por desânimo...

A Lurdes não tem um método "quadradinho", ela vai ensinando conforme o conhecimento que a pessoa tem e o que se quer aprender, mas percebo que o forte dela são as roupas. O ponto de partida é construir uma base de corpo, onde se pode notar as particularidades de cada silhueta e também fazer variações com ela.

Outra coisa legal é que ela ensina a tirar moldes de revista e adaptar para suas medidas e contornos do corpo. Ou seja, as aulas dela são de Corte e Costura. Lá no ateliê também têm aulas de modelagem com outra pessoa, mas nunca frequentei.

Depois de frequentar as aulas por 10 meses, posso dizer que a Lurdes é uma pessoa muito querida para mim, espero poder frequentar suas aulas por muito tempo. Acho que neste post não conseguirei demonstrar quanto carinho tenho por ela e nem o quanto frequentar suas aulas me faz bem, além de eu estar muito satisfeita com o que eu tenho produzido sob a sua batuta. É uma delícia ver cada peça pronta e também cada coisa que passei a conseguir fazer sozinha em casa. É realmente terapêutico e muito gratificante!

Como eu moro longe, eu não iria dirigir 3 horas (entre ida e volta) para ter 4 horas de aula se fosse em outro lugar, mas com a Lurdes o trânsito se tornou apenas uma coisa menor e chatinha dentro de um dia incrível de costura. Vale super a pena!

Lá vão as informações:

Local: Ateliê e Escola de Costura Lurdes Alcaide
Tipo de aula: Curso de corte e costura. Nas aulas você aprende como tirar moldes e adaptar às suas medidas, bem como construir algumas peças a partir das suas medidas. Também é feita uma base de corpo, para desenvolvimento das próprias peças. A Lurdes ensina como cortar os tecidos, montar e dar acabamento às peças.
Precisa saber costurar para fazer? Não. Se você não souber costurar, os passos de como usar uma máquina e como unir tecidos, por exemplo, são explicados. À medida que forem necessários fechamentos e acabamentos nas peças, estes também são ensinados.
Tem algum material incluso? Não. Por ser um curso livre, não há apostila. Não precisa trazer os materiais maiores como réguas e curvas, assim como máquina de costura.
O que precisa levar? Alfinetes, giz para tecido, lápis, borracha, carbono para tecido, tesoura para tecido e para papel, tesoura de tecelão "mosca branca" e desmanchador de costura. Os materiais para as peças, como tecidos e aviamentos também devem ser trazidos.

Horas por aula: Eu faço uma aula de 4 horas por semana, mas a frequência pode ser combinada com a Lurdes, conforme disponibilidade.
Participantes por turma: até 4.
Que mais? São até 4 participantes por turma e as aulas são dadas pela Lurdes, conhecedora incrível de corte e costura, ajustes finos, acabamentos e modelagens. As aulas podem ser ministradas de manhã, à tarde ou à noite e também aos sábados, conforme disponibilidade.
Lurdes é uma graça de pessoa e torna o ambiente super agradável! Ela tem a costura como algo terapêutico (o que eu concordo totalmente!) e procura aliar o ensino da costura dentre os diferentes projetos que os participantes estejam tocando ao mesmo tempo. 
O ateliê dispõe de 4 máquinas domésticas da Janome, máquinas indústriais e de overloque, além de mesas espaçosas para manipular os moldes e cortar os tecidos. Ela também dispõe de bons livros para consulta de corte e costura, patchwork, modelagem, acessórios, assim como muitas revistas de moldes.

Sem falar que o chazinho do intervalo é sempre uma delícia!

Serviço:
Ateliê e Escola de Costura Lurdes Alcaide 
Av. Dr. Arnaldo, 2217, Sumaré
(perto da estação Sumaré do metrô - linha 2 - Verde)
Telefones: 11 3673-5376 / 11 3063-3730 / 11 98486-3231 (Celular)
Site: http://www.cursodecostura.art.br/index.php

Beijos e boas costuras!

(OBS: A Lurdes não mora mais em São Paulo desde julho de 2015. Desde esta época não tive mais aulas com ela, por conta disso os contatos acima não são os atuais. Este post permanece no blog para referência da profissional e da pessoa maravilhosa que a Lurdes é, um presente que ganhei na minha vida através da costura.)

5 de jul. de 2013

Mega Artesanal 2013 - Eu sobrevivi!

Olá!

Eu visitei a Mega Artesanal ontem. Sim, é uma feira muito legal e, como o próprio nome diz, é Mega mesmo. Vou contar os contras (pra deixar o que não é legal de lado de uma vez), os prós, o que eu acabei trazendo pra casa e o que eu desisti de trazer.

Lá vai:
CONTRAS:
- Fui de carro, cheguei fácil mas... Paguei R$ 30,00 de estacionamento! É mais que o dobro do valor do ingresso (R$ 14,00)! Meu carro ficou no fundão do pátio, perto da entrada da feira, mas numa parte em que o asfalto estava todo quebrado e parte era terra. Sorte que não choveu. Na volta, tive que percorrer todo o pavilhão por fora para chegar no carro. Então, pense duas vezes antes de ir de carro. Dá pra ir de metrô até o Jabaquara e de lá pegar uma van que leva para o local. Eu fiz isso ano passado.
- Filas. Mais cedo, perto da hora de começar, tinha uma mega fila para entrar, acredito eu que das pessoas que vêm em caravanas e excursões e chegam cedo para participar de todos os cursos e demonstrações oferecidos. Eu cheguei às 13h e entrei rapidinho, foi só o tempo de comprar o ingresso mesmo. Lá dentro, filas para visitar a Casa da Mega e em muitas das lojas que vendem à pronta entrega. Eu sinceramente só peguei a fila da Casa da Mega porque era curtinha e queria ver como a casa tinha ficado nessa edição. Já o espaço do Peter Paiva com seus sabonetes incríveis e as lojas com filas do lado de fora eu pulei.
- Calor. Sim, estamos no inverno, hoje fez sol em SP e lá dentro estava calor.
- Não tinha mapa impresso na entrada, então tinha que memorizar onde queria ir depois de olhar as placas que estavam pelos corredores da feira.

OBS:
1. O ingresso e o estacionamento só podem ser pagos em dinheiro, já as compras eu fiz todas no cartão, só pra você se prevenir.
2. Como eu não queria correr o risco de pegar filas nem para comer (mesmo sabendo que a área de alimentação é bem grande), levei na bolsa um Club Social, uma barrinha de frutas, um achocolatado de caixinha e uma garrafinha d'àgua e ganhei um tempo. Mas esta sou eu em feiras grandes, rs!

PRÓS:
- Espaço. Tem muita gente, mesmo. Só que as pessoas acabam se espalhando bem. Nos stands mais concorridos era complicado circular. De forma geral, com um tiquinho de paciência com algumas pessoas meio desorientadas, dá pra andar.
- Cartão. Em todos os lugares que comprei aceitava cartão de crédito.
- Variedade. Tem de tudo, para todos os gostos artesanais. Eu passei reto por artesanato em biscuit e afins, bem como pela parte de Scrapbook, mas aproveitei bem o passeio na parte da indústria, do comércio e do Patchwork.
- Exposições. Na entrada tem uma exposição de Patchwork bem legal e na saída uma outra com as peças feitas em papel. Gostei das duas.




Esse foi o meu favorito!

 Detalhe do quilt e das flores em crochê, bem pequenas!

- Ver novidades e tendências. Feira, além de ser um lugar para fazer compras, é um ótimo local para ver o que está rolando de novidades em materiais, técnicas e ferramentas, além de poder notar as tendências do setor. Algo que me despertou a curiosidade, até por eu estar fazendo a minha colcha loucamente, foi ver os usos dos hexágonos no Patchwork.
- Como eu não fiz nenhum curso nem assisti a nenhuma demonstração e pulei algumas áreas que não me interessavam, minha visita durou um pouco mais de 2 horas.

O que eu pulei:
- Lojas que tinham fila do lado de fora do stand, principalmente as que eram de São Paulo e que eu posso visitar em outro momento: Renata Blanco, Ateliê Ana Cosentino (de Jundiaí), Casa da Madeira, Casa da Arte.

O que eu trouxe:
Mais uma visita praticamente sagrada para Lu Gastal. Desta vez, tudo estava organizado como uma lanchonete, uma graça!

Lu, eu e o Patch Suco!


O que eram esses alfinetes? E estes cupcakes?

Trouxe um "rocambole" com 5 retalhos fofos em azul, marrom e creme.
O alfineteiro de cupcake já vinha com alguns alfinetinhos decorados e mais um pacotinho com outros alfinetes decorados.


Fui no stand da Singer e, além de pedir para passar adiante o fato do manual da minha máquina ser bem fraquinho, tirei algumas dúvidas e comprei um pé para quilt reto.


Na African, comprei uma caixinha para bobinas. Faz tempo que queria uma. 


Na Mac-Len comprei um conjunto de réguas em forma de hexágono (eeehhh!) e uma tesourinha fofa de bordado. Bem útil para quem tem um projeto tão grande para fazer à mão.


E, por último mas não menos importantes, tecidos lindos da Cris Mazzer que vão direto para o próximo projeto do curso de Patchwork!


Quem mais fez posts legais sobre a Mega deste ano foram a Má Cola e as meninas do Superziper.

Alguns últimos cliques "aleatórios" de coisas lindas que eu vi por lá, espero que goste!







A feira vai até domingo, então ainda dá tempo de ir.

Aproveitei para ficar com os pézinhos pra cima enquanto preparava este post ontem à noite. Depois desta visita eu ainda tinha um outro compromisso então cheguei em casa bem quebrada, rs! Vá de tênis, viu?!

Beijos!

3 de jul. de 2013

Pontos da Máquina de Costura

Olá!

Nos últimos posts acabei me revelando uma apaixonada por costuras à mão. Logo agora que eu tenho uma máquina de costura novinha em folha. Engraçado, né?!

Na verdade, eu ainda não explorei tudo o que a máquina tem a oferecer, já que até agora só usei o ponto reto e o ziguezague para dar acabamento a algumas peças.

Mas a Novinha tem 22 Pontos, sendo: Básicos (reto/ziguezague), Essenciais (3 pontinhos/bainha invisível), Flexíveis (para costurar malhas) e Decorativos, além de fazer casa de botão em 1 passo. Se quiser relembrar quais foram as máquinas que eu pesquisei antes de comprar a minha, é só ver este post aqui.

Um tempo atrás resolvi testar os pontos costurando em um pedaço de tecido, pois no manual não explica todos eles em detalhe (o que é uma pena e este post acaba sendo uma espécie de desabafo e de crítica à Singer, pois eu não deveria precisar garimpar tanto por esse tipo de informação). Tive dificuldade para fazer os ajustes de comprimento e largura dos pontos já que eu ainda não os conhecia "pessoalmente". O que eu achei que ficou legal eu anotei em uma tabela. Ainda assim, não sabia para que todos eles serviam. A vantagem foi poder ver os pontos costurados, não só ilustrados no seletor da máquina ou no manual de instruções.



Consultando os meus livros de costura alguns pontos aparecem, então resolvi retomar a pesquisa agora nas férias. Além do que eu tenho em casa para consultar, peguei emprestado o DVD que acompanha a máquina Elgin da minha mãe (continuo achando isso muito legal, ponto para a Elgin) e baixei alguns manuais da Singer que acabaram servindo de complemento para o meu.

Deixo aqui então um apanhado do que eu consegui.

Primeiro, um vídeo que não é exatamente do mesmo modelo da minha máquina, mas que ajuda a visualizar um tanto de coisas. Creio que mesmo que a máquina seja de outra marca, não deve ser muito diferente (só deve mudar mesmo como ajustar em seletores manuais ou digitais, mas os princípios dos pontos devem ser os mesmos).



 

Pontos da Singer Facilita Pro 4423
Na parte de cima: Seletor para casa de botão, depois os pontos regulares.
Na parte de baixo, os pontos flexíveis.

Pontos regulares:

Pontos Flexíveis:


* Para pregar botões, seguir as instruções do fabricante e usar a sapatilha específica.
** Este ponto serve para dar acabamento semelhante ao overloque, mas sem cortar o tecido como acontece nas máquinas especiais para acabamento em overloque.

Pelo fato do manual da minha máquina ser bem incompleto nesse sentido, esta tabela tem o que eu encontrei nos manuais da Elgin Genius, Singer Tradition e Singer Brilliance, além de dois livros e um DVD da Elgin (lá embaixo tem todas as informações!). Nem todos os itens têm preenchidas as informações de largura e comprimento dos pontos, mas como isso pode variar de acordo com o trabalho a ser feito, eu considero secundário.

Considerações:
- Se você não tem uma máquina ainda ou está pensando em comprar outra, além de outros aspectos a serem considerados, vale a pena dar uma olhada no manual de instruções. Os sites dos fabricantes, pelo menos da Elgin e da Singer, disponibilizam as versões eletrônicas de cada modelo.
- O "problema" do meu manual não é só na versão brasileira. Buscando o manual americano e o inglês, eles eram todos idênticos (ou seja, é uma derrapada mundial da Singer).
- Ao fazer contato com a Singer pela página do Facebook, indicaram fazer uma aula de manuseio. Tempos atrás eu pensei em fazer, mas além de ser paga (R$ 100, ui!) os locais são distantes para mim. Hoje eu penso que não preciso fazer essa aula já que sei usar bem a minha máquina, sem grandes dificuldades. O que eu precisava era exatamente uma tabela como essa que acabei fazendo sozinha.

Curiosidade:
- Você sabia que uma máquina Singer no Reino Unido tem 25 anos de garantia? E que nos Estados Unidos a garantia é de 15 anos? Aqui no Brasil, a garantia oferecida é de 1 ano apenas.

Enfim, agora creio que poderei sair do uso mais básico da máquina nova e passarei a tirar mais proveito dela. Acho que a primeira novidade vai ser explorar as possibilidades de acabamento e chuleio e não mais me restringir ao ziguezague.

Se você tiver dicas sobre esse assunto e quiser compartilhar nos comentários, ficarei super feliz em aprender e colocarei como complemento deste post, ok?

Um beijo!

Materiais consultados:
* Manual de Instruções - Máquina de Costura Doméstica Singer - Modelos (Facilita Pro) 4411 e 4423. Versão em PDF aqui.

* Manual de Instruções - Máquina de Costura Doméstica Singer - Modelos (Brilliance) 6160 e 6180. Versão em PDF aqui.
* Manual de Instruções - Máquina de Costura Doméstica Singer - Modelos (Tradition) 2250, 2259, 2263 e 2273. Versão em PDF aqui.
* Manual de Instruções - Máquina de Costura Doméstica Elgin - Modelo Genius JX-4000. Versão em PDF aqui.
* Curso de Manejo de Costura Elgin JX-4000 (em DVD, acompanha a máquina de costura)
* O Grande Livro da Costura - Seleções do Reader's Digest - 1979

* Coleção Manequim - Guia Completo da Costura - Volume 3: Costuras e Acabamentos. Editora Abril - 2012.

5 de jun. de 2013

Passo a passo - pontos invisíveis à mão

Olá!

Como contei no ultimo post, hoje estou inaugurando a sessão de "passo a passo" aqui do blog!
Não terá uma periodicidade definida, mas quando algo legal puder ser transformado em "passo a passo", pode deixar que eu vou fazer!

Eu aproveitei que tinha a barra do meu vestido verde para fazer na semana passada, também o solzinho bom que iluminava o meu quartinho e fotografei em alguns passos como fazer pontos invisíveis à mão.

Eu sei que a gente fica muito animada com máquinas cheias de pontos e recursos, mas tem coisas que a costura à mão continua resolvendo muito bem. Como diria a minha mestra do Patchwork, Tati, "a costura à mão tem seu valor!"

Este ponto é muito bem vindo para dar um acabamento fino em barras de calças, saias e vestidos.
Quanto mais parecida com a cor do tecido for a linha que você usar e quanto mais imperceptíveis forem os pontos, melhor ficará o resultado!

Vamos lá?


Procure usar uma agulha que não seja grossa, pois pode marcar o tecido.
A linha é simples e não esqueça de dar um nó na pontinha dela para prendê-la ao tecido.
A barra precisa ser presa com alfinetes ou alinhavada, para facilitar o trabalho.


Com a barra dobrada virada para você, esconda o nó da linha passando a agulha por dentro da barra e saindo na borda de cima dela, como está aqui acima.
Comece o ponto passando a agulha pelo tecido de fora, procurando fazê-lo o menor possível. Isso é que vai garantir o bom resultado no final. Ainda não passe toda a agulha e linha, você só vai fazer isso quanto terminar o ponto.


Coloque agora a ponta da agulha na barra, logo abaixo do ponto que você fez no tecido de baixo.
Aqui a pontinha da agulha está aparecendo só para mostrar o movimento, mas você vai passar a agulha por dentro da barra, como se ela fosse uma "canaleta", igual a foto a seguir:


Aí sim, você pode puxar a agulha e a linha e terminar o ponto!


A parte de fora fica assim, com alguns pontinhos que tendem a sumir depois de passar a peça.
Como a linha que usei era idêntica a cor do tecido do vestido, ela não aparece!

Tchãraaaaan!!!


Relembrando:
1. Passar a agulha pelo tecido de fora fazendo o menor ponto possível;
2. Descer paralelamente com a agulha e entrar com ela na barra dobrada;
3. Deslizar pela barra como se ela fosse uma canaleta e sair um pouco a frente (0,5cm, mas pode variar conforme a espessura do seu tecido).

Além de dar um acabamento ótimo em barras de roupas, você também pode aproveitar este ponto para, por exemplo, fazer o acabamento daquela bolsa ou necessaire que você costurou e teve que deixar um "buraquinho" no forro para desvirar a peça e terminá-la! Fica ótimo e não é difícil de fazer!

Gostou?
Espero que sim!

Beijos!

3 de jun. de 2013

Costuras da Semana!

Olá!

Na semana que passou eu não consegui costurar muito, mas tem coisa nova pra mostrar sim!

Fiz um organizador de bolsa em tons de azul para presentear uma amiga do trabalho do marido.
Eu aprendi a fazê-lo há quase dois anos, numa oficina com a Patricia Cardoso e, a partir de então, virou a costura para presentear que eu mais fiz.

Como eu já tinha presenteado bastante com esta peça, resolvi parar de fazê-la, tanto que não tinha feito nenhuma neste ano. Mas atendendo ao pedido do marido, lá fui eu retomar o organizador.

Pude perceber como um pouco mais de experiência em costura e também uma máquina mais potente contribuíram para o resultado ficar ótimo e ter conseguido fazer em menos tempo. Eu, que amo azul, adorei a combinação e a presenteada também gostou!

Organizador de bolsa voltou pras costuras!

Agora que está fazendo mais frio, enquanto vejo uma televisãozinha à noite, trabalho mais um pouco nos hexágonos que vão formar a minha colcha de retalhos. Saldo de "rosetas" estampadas formadas até agora: 6 (de 146. #oremos).

No curso de Patchwork (sim, o feriado não conteve as costureiras aqui do bairro!), comecei a montar os jogos americanos usando aqueles blocos lindos que terminei na semana anterior. Ambos estão com as bordas e o bolsinho para talheres. Na próxima aula eu acredito que já ficarão prontos!


Jogos americanos tomando forma!

E, para terminar, entre 6a feira e sábado, eu fiz os acertos finais no meu vestido verde. Estou muito feliz por terminá-lo! Vou mostrá-lo para a professora amanhã e, se estiver aprovado, depois coloco foto vestida com ele aqui!

Vestido pronto e o primeiro "passo a passo" do blog!

Na hora de fazer a barra à mão, com pontos invisíveis, aproveitei a luz do sol que batia na janela e o tempo disponível para fotografar um "passo a passo" deste tipo de costura aqui para o blog. Estou editando as imagens e ainda esta semana estará no ar. Espero que goste!

Boa semana com muitas costuras!
Beijo!

28 de mai. de 2013

Minha colcha de retalhos - Patchwork Hexagonal

Olá!

Ontem eu contei que comecei a fazer minha colcha de retalhos na semana passada. Fiquei encantada por um projeto do livro da Liberty e não sosseguei até que eu o começasse. Sei que vai levar tempo para ficar pronta, mas quem sabe não consigo tê-la prontinha na minha cama nas minhas Bodas de Prata (em 2032)!? Brincadeira...

Uma das coisas mais interessantes do Patchwork para mim é que existem técnicas tão antigas em uso, mas com aplicações diferentes e contemporâneas. Este tipo de coisa atrai muito a minha atenção.

Lendo um pouco, esta técnica de unir hexágonos manualmente usando uma base de papel é uma tradição inglesa que parece ter mais de 200 anos (!!!). 

Fazendo uma busca no Pinterest (segue lá, /katialinden), eu encontrei muitos projetos pequenos usando a técnica, como clutches, almofadas, descansos de copo e bolsas. Mas também tem bastante imagem de colchas prontas, então pelo jeito eu não sou a única doida do mundo a querer ter e fazer uma lindeza dessas, rs! Dá pra ver o quanto os hexágonos são tradicionais mesmo, pois eles sempre aparecem nos projetos vindos da terra da rainha. 

Eu tive o "estalo" a respeito de fazer uma colcha quando assisti o filme "Colcha de Retalhos", lembra? Mas consegui decidir como queria que ela fosse quando folheava o livro "Costure!" da Cath Kidston. Lá tem um projeto de colcha com outra técnica, de aplicação de flores e corações em blocos grandes.

No caso do livro da Cath Kidston os hexágonos foram usados para fazer uma bolsa para levar materiais de tricô, feita com os tecidos combinando. Aí depois vem uma página dupla com o zoom de uma colcha vintage de retalhos de padrões aleatórios, com tecidos que parecem ser de várias peças de roupas, linda!

Colcha de retalhos "old school" - imagem do Livro "Costure!"

No livro da Liberty também tem outra proposta de colcha, com cara bem contemporânea e feita de retângulos dispostos como uma parede de tijolos em tons de azul. Bem lindo e certamente mais fácil para fazer uma colcha grande. 

No livro "130 Blocos de Patchwork", esta técnica é usada no "Jardim da Vovó" e no livro da Liberty chamam este trabalho assim também. A proposta do primeiro livro é de montar "rosetas" com os hexágonos e depois aplicar as figuras formadas em um quadrado de tecido, formando o bloco. Ficou uma graça, imagino poder aproveitar para fazer as capas de travesseiro, por exemplo. 

Lógico que optei pelo mais difícil para fazer a minha colcha, rs! Pela comodidade do meu livro da Cath Kidston estar em português, foi de lá que eu peguei as instruções para montar os hexágonos, mas a composição da colcha e o tamanho do hexágono veio do meu livro da Liberty, com rosetas em tecido estampado e entremeios de hexágonos de tecido liso.


"Jardim da Vovó" na colcha. 
Imagens do livro "The Liberty Book of Home Sewing"

Lá as medidas e quantidades estão colocadas para uma colcha de berço de 83 x 126cm (dá 1,30m2), então tive que calcular para aumentar e rezei pra não desanimar, rs!

Vamos aos números para você ter uma ideia de como o projeto é realmente grande:
Para uma colcha queen size (2,40 x 2,65m - ou 6,36m2), eu calculei:
- 1022 hexágonos estampados (que vão virar 146 rosetas)
- 821 hexágonos brancos (que serão os entremeios da colcha)
- Total: 1843 pecinhas para cortar e unir, ufa!

O que eu achei mais legal é que vou procurar gastar o mínimo possível comprando tecidos para a colcha. Estou usando meus retalhos mais bonitos e que se coordenem de alguma forma, só se não forem suficientes que eu vou comprar tecido para completar.

É provável que eu compre o tecido do forro, pois terá que ser bem grande, a manta e o tecido liso do entremeio, mas como o foco agora é montar os hexágonos estampados, vou deixar para pensar nisso mais adiante.
Como está lá na dica do livro da Cath Kidston, "Na época em que o parchwork apareceu, materiais novos eram caros e de difícil acesso. Mantenha a tradição - e sua credencial verde - guardando todas as sobras de tecido e peças de roupa velhas de sua família, para fazer seus hexágonos".
Estou usando para a base os retalhos de papel craft que tenho guardado. Geralmente guardo os pedaços não muito pequenos pois são úteis para moldes menores, para fazer emendas em moldes grandes e também para embalar presentes, como contei aqui. Os livros sugerem também usar envelopes velhos de papel para fazer a base!

Falando de aproveitamento de papel, no livro da Cath Kidston ela não costura o papel ao tecido, como vi nos outros livros. Então, ao terminar, os papéis podem ser retirados inteiros e reaproveitados para outro projeto com hexágonos. Eu estou fazendo assim.

Neste momento, os materiais ainda são poucos e estou guardando tudo numa caixa plástica com tampa. Assim levo pra sala e faço enquanto vejo televisão sem que o Luke, meu cachorro mais novo, abocanhe algo (ele é fascinado pelo alfineteiro, tenho que cuidar pra ele não usar como brinquedo, que perigo!).

Para não me perder nas contas dos hexágonos estampados, vou contar pelas rosetas formadas, de quebra não corro o risco de desanimar com os números grandes, hehehe!

Por enquanto, eu só fiz a mesma composição que coloquei no post de ontem, quando começar a mexer com outros retalhos eu vou fazendo novos posts para mostrar.

 Relembrando: centro com retalho de tecido que usei para uma blusa e bordas com retalhos de tecido que usei para um vestido.

No momento, a minha colcha se resume a isto aqui (tem um pouquinho de cada etapa, inclusive):

Papéis e tecidos cortados, "sanduíches" de papel e tecidos alfinetados, hexágonos costurados, hexágonos unidos. 
E virão muitos outros!

E, pra encerrar, esse projeto não tem a desculpa de não ser feito por falta de máquina de costura, né?! Que tal adotar a técnica para começar com pequenas peças?

Beijos!

Livros consultados:
The Liberty Book of Home Sewing (em inglês)
Lucinda Ganderton (fotos por Kristin Perers e ilustrações por Richard Merritt)
Quadrille Publishing Ltd.

Costure! - Designs Exclusivos de Cath Kidston para fazer mais de 40 projetos simples de costura
Cath Kidston (fotos por Pia Tryde)

130 Blocos de Patchwork - Requintados blocos de Patchwork e aplicações para enfeitar sua casa e criar lindos acessórios.
Susan Briscoe

22 de mai. de 2013

Moldes Colette Patterns

Olá!

Aproveitando o assunto do vestido que fiz usando um molde da Colette Patterns, esse post iria entrar no ar depois que o "livro do mês" da mesma editora entrasse no ar. Mas como um projeto ficou pronto antes do outro, vou começar por aqui mesmo...

No site da Colette Patterns estão à venda alguns moldes em versão PDF (assim você pode imprimir em casa logo em seguida da compra) ou na versão impressa, que eles mandam por correio.

Você pode filtrar por projetos para iniciantes, intermediários ou avançados ou por tipo de peça (Vestidos, Lingeries, Masculinos, etc).

Eu e a Ana compramos esses dois moldes aqui, o vestido Crepe (transpassado e com um laço atrás, que eu fiz recentemente) e o vestido Laurel (mais retinho e básico, que acompanha um suplemento com sugestões de variações do modelo. Este vestido ainda não fizemos), ambos em PDF para impressão.

Vestido Laurel
Dificuldade: Iniciante
Preço: US$ 18 para envio do molde impresso por correio ou US$ 14 para receber um PDF e imprimir em casa.

Vestido Crepe
Dificuldade: Iniciante
Preço: US$ 18 para envio do molde impresso por correio ou US$ 14 para receber um PDF e imprimir em casa.


Na barra à esquerda do site tem um item "free downloads". Eu já baixei todos os disponíveis, quem sabe um dia eu não me animo em fazer a calcinha vitoriana "Madeleine" ou a regata 60's "Sorbetto"?


A vantagem de comprar moldes assim é que a gente não fica naquela ansiedade esperando o correio passar e deixar um envelope lindo na caixinha. Por outro lado, a gente tem que imprimir todas as folhas (no meu caso, a impressão é feita em gráfica rápida, já que faz tempo que não tenho impressora em casa) e depois uní-las, o que dá um certo trabalho e quase vira um tapete para a sua sala (brincadeira):

Antes: Molde do vestido Crepe, enfeitando o chão da minha sala.

Para facilitar na hora de guardar, eu separei todas as partes do molde (resumindo: corta, cola, corta, cola, corta, cola, admira o molde montadinho no chão da sala, corta, corta, corta, dobra, guarda).
Mas acontece que eu comprei o molde em janeiro, imprimi logo na gráfica rápida e emendei tudo no dia seguinte. E fui mexer no tal vestido em maio. Ou seja, já que eu não fiz logo em seguida, eu poderia ter comprado a versão impressa e o correio com certeza já teria entregue de lá pra cá. Bom ponto para pensar, né?

Os modelos das peças são muito bonitos, e os moldes acompanham instruções bem explicadas.
Por exemplo, o molde do Crepe veio em um PDF com 83 páginas, tamanho A4, sendo que da página 21 em diante são as "pecinhas do quebra-cabeça" do molde a ser montado.
Nas 20 páginas iniciais, estão:
- Apresentação do modelo com fotos,
- Versões que você pode montar do vestido (são duas opções de decote e aplicação de um tecido diferente na faixa da cintura)
- Materiais e ferramentas necessários para executar o projeto
- Tabela com medidas para você encontrar o seu tamanho entre os 10 disponíveis
- Tabela para calcular quanto de tecido você vai precisar (para as larguras de 1,15m e 1,40m),
- Tabela para demonstrar qual o tamanho da peça terminada para cada tamanho da grade,
- Tecidos recomendados,
- Instruções de montagem do molde,
- Como encontrar e tirar o seu tamanho de molde,
- Plano de corte para as duas larguras de tecido e versões da peça,
- Instruções de montagem do vestido, com ilustrações,
- Glossário com os termos usados para costurar esta peça.

Minhas considerações:
1. As explicações realmente são muito boas, bastante detalhadas, mas é importante você conhecer um pouco de "costurês" em inglês para entender os termos (e ao que eles correspondem em português).

2. Sobre a escolha do tamanho, foi indicado considerar as medidas de quadril, cintura e busto.
No meu caso, o quadril seria tamanho 18 (o maior de todos os disponíveis), a cintura seria tamanho 14 e o busto tamanho 12. Depois de tomadas as medidas e encontrar as correspondências, é sugerido fazer o maior deles e ajustar o que for necessário. Como o meu quadril é muito largo, isso sempre acontecia comigo, de fazer o maior tamanho de todos já que é sempre melhor sobrar tecido do que faltar, mas os ajustes acabavam sendo tantos na parte de cintura e busto que eu desanimava e até desistia de terminar a peça.
Para mim o que funcionou mesmo foi usar o método da Burda - detalhado neste livro - que indica ter a medida do busto como base para fazer vestidos, blusas e casacos. Neste caso, eu fui de tamanho 12 e aumentei o molde na região da cintura para esta parte fosse do tamanho 14. Como a saia era mais rodada, não aumentei nada nesta parte. Vi que o 12 ainda ficaria grande na parte do busto, então criei um tamanho 11, intermediário, e fiz o mesmo para a região da cintura, criando um ajuste para tamanho 13. Com isso, os ajustes foram poucos. Na verdade, só precisei diminuir os ombros em 1,5cm na frente e 1,5cm nas costas, totalizando 3cm de redução.

3. As margens de costura são de 1,5cm e já estão inclusas nos moldes.

4. Precisei tirar 9,5cm de tecido da saia antes de fazer a barra, para deixar o vestido na altura dos joelhos após finalizar com uma barra lenço. Então creio que ele pode ser de bom comprimento para pessoas mais altas (Eu tenho 1,68m de altura).

5. Se você tem alguma prática para costurar curvas, tudo bem. Caso não tenha, sugiro praticar um pouco antes de iniciar este modelo ou ir com paciência, para não correr o risco de não conseguir deixar o decote bonito ou as mangas iguaizinhas.

6. Gostei muito das dicas dadas no meio das instruções de montagem da peça como, por exemplo, algumas sugestões para unir a saia com a parte de cima. Eu usei a costura francesa e, de fato, ficou ótimo e muito bem acabado.

7. Como o projeto é americano, está tudo em polegadas e jardas, é necessário um pouco de paciência e uma calculadora por perto para fazer estas conversões antes de iniciar.

Depois: vestido Crepe pronto, esperando um dia quente para ser usado!

Quando comprada a versão PDF para impressão, tem que atentar para não usar a opção de ajuste automático de página, pois pode distorcer o molde. Para isso, existe um quadradinho de controle em uma das páginas. Você pode imprimir esta página do quadrado de controle primeiro, fazer o controle medindo o quadrado e conferindo se a medida dele bate com o indicado. Aí sim, depois imprimir o restante.

Deixo a dica pois uma vez eu mandei por email um molde para o meu irmão imprimir na casa dos meus pais e ele não viu esse detalhe. O molde era tamanho carta e o papel que tinha na casa dos meus pais era A4. Quando fui pegar com ele fui direto na página do quadrado de controle e a medida não batia (tinha virado um retângulo). Como o molde ficou distorcido, precisamos imprimir de novo e perdemos várias folhas e um tanto de tinta. Por sorte, era uma peça simples então não perdemos folhas demais, fora que eu aproveitei a parte de instruções.

Veredito final: Faria outros projetos Colette? Sim, com certeza! Apesar do preço não ser dos mais convidativos, o detalhamento das instruções e os modelos disponíveis me agradam muito!

Beijos!

16 de mai. de 2013

Patchwork, um novo amor costurístico

No início deste ano eu me propus a aprender de tudo um pouco que usasse tecido, desta forma eu teria depois de um tempo condições de saber o que realmente me agrada fazer...

Na parte de costura, tenho o objetivo de fazer mais roupas, aprender a fazer ajustes e fazer patchwork. Adoro fazer acessórios, mas acho que sei o suficiente para me virar bem sozinha. Tanto é que a bolsa que fiz no curso de Patchwork ficou perfeita e as capas para as minhas máquinas de costura foram feitas "do zero" sem tutoriais, apenas com as medidas delas como base. Outras coisas podem ser desenvolvidas facilmente depois de uma busca na internet ou em livros (como a capa do iPad daqui de casa que eu aprendi a fazer em um tutorial que está no blog da Liberty). Ou mesmo comprando projetos como o da xícara da Lu Gastal que eu fiz e deu certinho!





Fora a costura, lá fui eu conhecer cartonagem e encadernação. Entre estas duas técnicas, gostei mais da encadernação, ainda mais com a experiência deliciosa de ter aprendido meus primeiros cadernos (e únicos, por enquanto) lá no Ateliê Basile. E tem alguma costura sim, mesmo que à mão, para unir os cadernos internos e a capa. Vai ver por isso gostei mais do que a cartonagem.

Mas, até agora, eu continuo gostando mesmo é da máquina de costura. Comprei uma nova e estou procurando aproveitá-la bem. Se eu continuar a costurar roupas, é bem provável que eu compre uma máquina de overloque para melhorar e agilizar os acabamentos. Enquanto isso não acontece, vamos indo de ziguezague mesmo.

Enfim, tudo isso pra contar que eu estou adorando as descobertas em torno do Patchwork. O curso começou mês passado aqui perto de casa, alguns livros foram comprados (lógico, rs!) e, pros bloquinhos de tecido tomarem conta de casa só faltava ter a base de corte e a régua, pois eu só tinha o cortador circular.

E isso foi resolvido ontem quando fui conhecer a Kikikits. Uma loja linda, no primeiro andar de prédio comercial grudadinho com o shopping Iguatemi. Muitos tecidos lindamente arrumados e coordenados, acessórios e linhas, muitas publicações sobre o tema e um canto bem ajeitado para aulas, além de ter passado a impressão de ser um ambiente bem calmo. Adorei tudo e espero voltar logo lá para comprar os materiais que eu ainda não tiver para o meu projeto dos sonhos: uma colcha de retalhos "à moda antiga" para a minha cama.



Já posso me mudar pra lá? rs!

Depois que revi o filme com o mesmo nome, aí é que me deu mais vontade ainda! Eu sei que ainda estou bem no básico desta técnica, mas quando a gente gosta, normalmente esse amor vem logo de cara, né?!

Que venham então muitos blocos!
Beijos!

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