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20 de fev. de 2015

Mais do mesmo ou... minhas manias na hora de vestir

Olá!

Eu estava lendo o post "Mania da Repetição", da Ana Soares, sobre a quantidade de blusas pretas que ela tinha no armário e toda a reflexão sobre zonas de conforto e sobre a preguiça que todos nós temos em diferentes graus na hora de vestir. Super recomendo a leitura!

Preto usado de uma forma muito linda!

Lá no final ela lança a pergunta: "E você, tem alguma mania no guarda-roupa?"

Antes mesmo de chegar no fim do texto, eu me peguei pensando que desde que eu comecei a costurar eu compro muitos, mas muitos tecidos estampados... E que eu tenho peças estampadas lindas individualmente, mas que eu custo a usar por ter dificuldade de combinar, de tanta estampa que existe por aqui.

Quando eu estou em uma loja de tecidos, no meio de um monte de estampas lindas, é quase impossível eu pensar "nossa, que tecido preto liso incrível!". Eu sou assim, confesso! Só compro o tal tecido preto liso quando eu realmente preciso, como aconteceu recentemente no caso do forro da jaqueta bomber. Pois é, para usar em um forro ainda por cima.

Para garantir, preto no forro. Porque a parte de fora já é bem estampada, porque eu amo preto com azul. Minha zona de conforto total.

Eu também tenho mania de usar vestido direto há uns 6 anos. Quando eu era mais nova eu não tive muitos vestidos, mas os poucos que tive sempre me deixavam com a auto-estima lá em cima. Hoje em dia, que eu posso praticamente controlar o que eu visto - ou eu compro ou eu mesma faço - eu não passo vontade nenhuma. Aí tem vestido até não poder mais no meu armário.

Eu concluí que os vestidos viraram a minha "muleta". Se eu não sei o que vestir, pego um vestido que eu sei que fica bom em mim, coloco um calçado que combine (sem pensar muito, provavelmente repetindo pela milésima vez a mesma combinação) e vou embora resolver a vida. Ou seja, a "muleta" de muita gente que é o jeans ou a roupa preta, para mim é o vestido.

Por isso de tempos em tempos eu procuro fugir de comprar um vestido novo ou de costurar mais um. Mas numa ocasião mais especial, num dia mais festivo, é nele que eu penso, não tem jeito!

Outra zona de conforto que eu estou procurando sacudir é a das cores para as quais eu não dou muita bola. Essa coisa de quase não vestir preto é até tranquilo. Eu não costuro quase nada em preto já que dificilmente compro tecidos pretos, mas tenho algumas peças compradas no armário que acabam resolvendo. Enfim, eu resolvi que em 2015 vou usar uma cor que eu simplesmente não tenho nada: o amarelo.

Quando eu era loira eu usava amarelo numa boa, depois que fiquei ruiva eu não consegui mais, não sei por que. Até que um dia, tomando café em Berlin, passou uma moça ruiva com uma roupa de cor mostarda, com um jeitão bem anos 70, e eu amei muito. E me vi querendo usar a mesma cor. Não tenho vontade ainda de usar outras tonalidades do amarelo, só o mostarda. Isso se refletiu nas últimas compras de tecido, onde a cor apareceu um tiquinho (como em algumas folhas da malha de algodão que virou vestido e entre outras cores no lenço) ou apareceu como a cor principal em dois tecidos estampados e um liso. A muleta do tecido estampado ou do vestido está lá, mas com um desafio de ter uma cor nova.

 Fórmula "antiga" do vestido, com um toque novo da cor "diferente".


Olha a seda mostarda que veio pra casa e está esperando a vez de ver a tesoura para virar uma blusa!

 E este tecido mostarda com estampa de origami? Gostei tanto que trouxe até em preto! 
O tecido mostarda vai virar uma blusa e o preto vai virar uma saia!

 Tecido mostarda com pontinhos azul marinho, ficou muito fácil de amar à primeira vista! 
Quero fazer uma saia com ele.
E o lenço (na época da foto eu ainda não tinha feito) que combinou muito?

Aí veio lá do fundo da memória uma página da revista Elle com a cor mostarda como tema, combinada lindamente com azul marinho e com vinho, cores que eu amo. Pena que eu não achei a imagem para colocar aqui, mas são combinações que eu quero muito fazer. Para quem se interessar pelo tema "como combinar a cor mostarda", este post aqui, da Oficina de Estilo, tem dicas e imagens inspiradoras!

Ainda não costurei estas peças pois estou adiando um pouco a costura de roupas novas, mas estas  serão as primeiras da fila! O vestido em malha com as folhas coloridas e o lenço com toques de mostarda já estão prontos e em uso!

E eu amei!

E assim eu estou procurando não ficar nas minhas manias de sempre para me vestir (e consequentemente, para costurar também).

Eu termino este post repetindo a pergunta da Ana Soares: Quais são as suas manias? Já pensou a respeito delas?

Beijos!

4 de dez. de 2014

Meu Ateliê - Organização de tecidos

Olá!

Tem tempo que eu conto aqui no blog que comecei uma arrumação profunda em meu quartinho de costura. Vai levar tempo para que eu possa mostrá-lo inteiro e pronto, mas uma etapa importante foi concluída há alguns dias: a organização dos meus tecidos.

Este assunto vai puxar mais alguns outros posts e acho que é legal mostrar no blog antes mesmo que meu ateliê fique pronto.

Depois que eu arrumei coragem para organizar todos os meus tecidos, o processo foi muito bacana. Então lá vai:

1. Definir onde os tecidos ficarão guardados
Eu já guardava os meus tecidos em caixas plásticas (todas iguais) numa prateleira da minha mesa de corte faz tempo, mas eles nunca estiveram realmente organizados.
A primeira parte foi definir quais tecidos iriam em cada caixa. Dividi em quatro caixas: algodão nacional, algodão importado, malhas, diversos. Têm mais outras quatro caixas que dividem espaço com elas: patchwork, ajustes e consertos, retalhos, revistas. As caixas de tecido também foram numeradas de 1 a 4.



2. Catalogar os tecidos
Comecei a abrir cada caixa e medir quanto eu tenho de cada tecido. É chato no começo, mas depois é só incorporar a rotina a cada tecido novo que chega e tudo ficará mais rápido.
Recortei um quadradinho de cada tecido e colei num cartão que contêm:

* Número da caixa
* Descrição do tecido
* Altura
* Largura
* Espaço para grampear o tecido



OBS: Aproveitei também este momento de catalogar tudo para listar as revistas que tenho na caixa e fiz uma planilha no Excel para saber o que está lá dentro.

3. Definir uma quantidade mínima
Se o tecido tem menos de meio metro e é de algodão, mandei para a caixa de Patchwork. Na caixa de retalhos, encontrei tecidos com mais de meio metro de altura, então eles foram para as caixas correspondentes.

4. Guardar os tecidos e cartões com amostras
Aproveitei esta revisão toda para tirar etiquetas (a cola pode manchar o tecido) e cortar fiapos daqueles compridos. Depois de medidos e catalogados, os tecidos estão em suas respectivas caixas e os cartões de cada caixa também são guardados juntos. Quando eu tenho um novo projeto de costura, recorro aos cartões e assim já defino o tecido para usar. No fim do projeto, se sobrar tecido, eu atualizo o cartão com a metragem atual.



Foi trabalhoso, mas agora está muito mais fácil costurar, fora que nenhum tecido fica esquecido!
Que tal? Animou para deixar seus tecidos organizados?

Beijos!

23 de out. de 2014

Memórias Têxteis

Olá!

Comecei a escrever este post em um intervalo de almoço, num dia praticamente todo dedicado à arrumação do meu quartinho de costura (que um dia eu conseguirei chamar de ateliê).

Foi um dia de organizar meus tecidos, fazendo fichas de quanto eu tenho de cada um deles. Aí que eu cheguei em uma das caixas ainda intocadas, a mais cheia delas e também a que possui um bocado de histórias para contar.

Pois é, faz um tempo que eu não tenho uma roupa comprada pronta que conte muita história. Mas a caixa com cortes de 60 ou 70 centímetros de um tecido que um dia mediu 2 ou 3 metros conta. Aquele macacão feito com tecido florido Liberty comprado lá na "nave mãe" em Londres e que me acompanhou em muitos passeios em dias ensolarados aqui em SP, no Rio e em Berlin. Aquele tecido de floresta que virou um vestido que usei para ser madrinha de casamento. O popeline de paisley que virou um shorts e um vestido, uma das minhas estampas favoritas até hoje.

As peças estão todas lá no armário, sendo usadas tanto quanto possível. E a quantidade de tecido que restou de cada uma ainda poderá virar uma regatinha ou uma blusa simples para dias quentes futuros, prontas para contar novas histórias.

Lá têm também os tecidos que ainda não viram a tesoura, mas que estão vivinhos na minha cabeça pois lembro bem o que pensei em fazer com eles na hora que comprei. Lá na caixa estão as minhas cores, estampas e texturas favoritas. A pausa costurística de roupas determinada por mim mesma há alguns dias até que alguns quilos tenham partido é dolorida, mas a possibilidade do que poderá ser feito à partir do que está em minhas caixas de tecido, da minha caixa de revistas, da minha prateleira de livros e da minha pasta de moldes é muito, muito animadora.

Essas transições são difíceis, a arrumação geral às vezes é cansativa, mas mirar no futuro próximo e possível (no meu caso, mais magra e com um quartinho de costura transformado em um ateliê de verdade) é o que me faz seguir em frente. Aproveitar essa minha porção organizada e metódica neste momento só está ajudando, felizmente.

Meus tecidos estão me esperando para uma nova fase, onde novas roupas vão continuar a expressar quem eu sou. Isso é sempre uma delícia!

Tecidos organizados e me esperando!

E você? Quais são os planos para seus tecidos?

Beijos!

20 de out. de 2014

Costuras da Semana!

Olá!

Nesta semana que passou, como eu tinha pensado, terminei os porta copos na aula de Patchwork. Uma fofura só, inclusive para quem quase não costura coisas para casa com a cor rosa, como eu.




 E ainda combinou com o meu copinho florido!

A próxima peça é um cestinho oval, que terá um trabalho muito lindo por fora. Antecipo aqui um dos bloquinhos que estão a caminho:

Poesia com tecido, como diz a mestra Tati.

Em casa, mesmo com o calorão, retomei minha capa de lã. Quero terminá-la até o final do mês. Aliás, é tão difícil retomar projetos parados por muito tempo! Você tem que repassar o que falta fazer, o que já foi feito... Toma um tempo que não tomaria se tivesse sido feito direto, sabe?
Mas agora, o jeito é acabar, né?! 

Ajusta e termina, Katia! 
#terminakatiatermina

E, para encerrar a semana, fui no Bazar Fora de Série do Elo7. Foi muito legal conhecer novos expositores, novas ideias e também reencontrar gente querida!

Não tirei foto com ninguém pois estava parecendo uma cobrinha trocando de pele (rs) por conta de um peeling que fiz semana passada. Na próxima eu tiro, prometo!

As compras foram estas:


Uma almofada com estampa de flamingos da querida Má "Colacorelinha" Stump, que já está na sala.

Uma luminária do Star Wars escolhida à dedo pelo marido, da i-Pat.


Tecidinhos e projeto da máquina de costura em tecido da Lu Gastal.


Por enquanto é isso!
Beijos e boas costuras!

12 de set. de 2014

Desafio triplo de costura - dois tecidos, um modelo de vestido, com elástico na cintura

Olá!

Inspirada pelos posts da Ana de desafios costurísticos que ela superou (você pode ver o primeiro aqui e em breve vai ter mais), resolvi escrever sobre a minha experiência de fazer um mesmo modelo de vestido em dois tecidos diferentes, com o "plus" de terem a cintura marcada por elástico, uma das minhas maiores dificuldades costurísticas.

O modelo em questão é o Myrtle, da Colette Patterns (amor eterno), desenhado para ser feito tanto em malha quanto em tecido plano.

 O primeiro vestido foi feito em malha e o segundo em tecido plano.

Resolvi fazer das duas formas para notar a diferença e, no meu peso atual, um vestido (ou dois, rs) com elástico pode continuar a ser útil numa futura e desejada fase mais magra.

Uma coisa interessante é que o material dos meus dois vestidos é o mesmo: a viscose (tecido feito à base de celulose, "é a mais 'natural' de todas as fibras químicas" - fonte).

O vestido cereja é feito de jersey de viscose, uma malha pesada mas que não é grossa e também bastante fluida. Dá para notar isso pelo decote que ficou mais profundo e menos volumoso, assim como a saia.

O vestido estampado foi feito com o tecido plano de viscose que parece muito com um algodão fino (para mim, lembra tecido de algodão Liberty) e ficou bem diferente do primeiro.

 
 Meus dois vestidos, em jersey de viscose e em tecido plano de viscose.

 Detalhes da parte de cima para poder ver a diferença dos tecidos, cada um com sua beleza!

Como era a proposta, o vestido realmente é fácil de montar, em qualquer um dos dois tipos de tecidos. Para cada um existem "regrinhas" específicas, como fazer o acabamento das costas da peça de malha com agulha dupla enquanto com o tecido plano usa-se um viés interno. Dá para ver isso no acabamento dos decotes acima.

Eu já parti para a costura sabendo que em qualquer uma das duas peças eu teria que encarar um dos meus maiores pontos fracos na costura: a colocação de elástico. Essa é uma das partes em que eu sou mais desajeitada. Eu acabo conseguindo no final, mas nunca acontece de primeira.

Seguindo apenas o tutorial online (dessa vez nem segui o livreto que veio junto com o molde, para testar) consegui colocar o elástico no vestido de jersey na primeira tentativa, mas precisei dar uma desmanchada para ajeitar alguns trechos de tecido que embolaram.

 
(Fonte)

Já no vestido de tecido plano precisei desmanchar duas vezes, uma porque nem sei o que fiz de errado, só sei que não criou essa "canaleta" que dá para ver por fora. Na segunda foi porque embolou muito MESMO.

Eu estava doida para terminar esse vestido, pois o primeiro já estava pronto, eu já tinha usado e a-ma-do. Estava contando que com o segundo seria o mesmo sucesso.

Além de rever o tutorial no site, assisti novamente o vídeo com mais fotos dessa etapa (abaixo, é só acessar o link - e que deixo como dica para quem também tiver a mesma dificuldade que eu) e fiquei pensando como lidaria com o meu vestido, pois se desmanchasse a costura pela terceira vez eu receio que o tecido começaria a ceder.


No fim das contas, dividi o elástico em duas partes iguais, marcando com uma caneta. Distribuí então cada metade do elástico nas metades da cintura, que situei pelas costuras laterais. Procurei não alfinetar muito, pois achei que era isso que estava causando o problema de repuxar na hora de esticar tudo para costurar.

 Respira, estica tudo e costura!

Costurei à máquina conforme indicado e ainda assim precisei desmanchar algumas partes que tinham ficado franzidas ou repuxadas. Isso aconteceu nas duas peças. Nessa hora de refazer a costura, coloquei um alfinete para garantir que o elástico não sairia do lugar e costurei pelo direito, assim visualizaria melhor e evitaria repuxar o tecido de novo.

Como eu disse aí em cima, não foi de primeira, mas deu certo. E foi muito trabalhoso, mas ainda assim muito recompensador, já que eu adorei os dois vestidos! E porque, se a gente tem algum desafio para vencer na costura, a gente só vai chegar a algum resultado praticando, certo?!

Espero que os links tenham servido como dica nesse assunto de colocar elástico (mesmo que estejam em inglês, creio que o passo a passo seja fácil de entender só pelas imagens) e que a dica de escolher o tecido conforme o resultado pretendido também seja útil!

Saldo: mais dois vestidos no armário, já com cara de primavera, mais um pouco de treino com elástico!

Beijos!

10 de set. de 2014

As vantagens da reutilização de tecidos

Olá pessoal, como estão?

Uma das minhas atividades preferidas é visitar lojas de tecidos, passear pelos corredores buscando riquezas e inspiração para novos trabalhos. Toda costureira adora ficar admirando as estampas, utilizar o tato para conhecer sua maciez, seu peso, etc... Em pouco tempo você já elege suas lojas preferidas, conhece até os vendedores pelo nome.

Mas muitas vezes herdamos ou compramos tecidos e os utilizamos em projetos que não gostamos, que por algum motivo não deram certo e acabam encostados no cantinho da costura ou mesmo ocupando um lugar eterno em nossos armários, já que nunca são utilizados.

Aí é que entra o assunto do post de hoje: já pensou em pegar aquele projeto pela metade ou mesmo aquela cortina antiga e reutilizá-la para um novo projeto?

Tem muita gente que vê a reutilização de tecidos com um pouco de preconceito, mas eu acho a ideia genial por vários motivos:

1) A reutilização de tecidos é bastante econômica!

Ao reutilizar um velho lençol como forro para um vestido novinho ou transformar a velha e longa cortina da sala em uma pequena e enfeitada cortininha para a janela da cozinha você está poupando um bocado de dinheiro, que pode ser utilizado para projetos novos!

2) Tecidos “amaciados” podem ser muito interessantes para projetos infantis
Um tecido já utilizado em um projeto de costura certamente foi lavado várias vezes e isso o torna bastante macio, o que pode ser uma característica muito importante na construção de uma nova peça que vai ficar em contato direto com a pele ou em projetos para infantis como forro de uma colcha fofinha e macia que vai aconchegar um pequeno bebê! Além disso, você pode lavá-la e perfumá-la de um jeitinho todo personalizado. Você não vai se arrepender!

O forro do vestido da minha bailarina foi feito com um lençol de algodão velhinho e macio, afinal o tule é duro e pinica bastante. Quis deixá-la bem confortável para dar suas piruetas!

3) Peça piloto

Alguns projetos exigem habilidades mais avançadas de costura ou a modelagem da peça em um manequim ou no próprio corpo. Se este é o caso e você está planejando executá-lo com o tecido mais lindo que comprou, pode reutilizar um tecido antigo para preparar a peça piloto, onde irá fazer todos os ajustes até alcançar os resultados pretendidos. Aí é só repetí-los no tecido luxuoso que comprou para o projeto e o resultado é sucesso garantido!


Esse bolerinho que eu fiz para a Julia já foi uma bolsa de veludo lilás (pena não ter fotografado na época para mostrar a vocês). Com detalhes personalizados como o babado e a florzinha em feltro ficou do jeito que eu queria e pude fazer um outro com o tecido novinho, sem medo de errar!

4) Peças vintage sem custo!

Sabe aquela colcha que você herdou da sua tia e não usa porque não curte como cobertura da sua cama, mas a guarda com carinho por achar o tecido adorável? Já pensou em usá-lo em um novo projeto? Jogos americanos, talvez? Almofadas? Capa nova para sua máquina de costura? Com aviamentos especiais, você consegue criar uma nova peça ao melhor estilo vintage, que além de te satisfazer vai arrancar suspiros de suas visitas! E posso apostar que vai deixar sua tia pra lá de orgulhosa da costureira que você é!

5) Costura sustentável
Já parou para pensar no custo que um novo tecido tem para o planeta? É preciso matéria-prima, energia e água para sua fabricação. Quando você reutiliza um tecido está fazendo sua costura ser sustentável. Tem coisa mais eco-chic e mais na última moda que isso? Eu duvido! E posso garantir que o nosso planetinha agradece.

Acho que já temos razão suficientes para reutilizar tecidos concordam? Mas ainda quero falar de mais uma que é o exercício de sua criatividade. Ao comprar um tecido, eu pelo menos, quase sempre tenho uma idéia clara do que ele irá se transformar, mas reutilizar um tecido é uma espécie de quebra-cabeça, no qual você vai encaixar o tecido antigo perfeitamente em um projeto novo, assim você coloca seus neurônios para trabalhar e se diverte um monte!

Está sem idéia? Olha só o que encontrei em uma busca rápida no Google:

 
A velha camisa pode virar viés para uma colha de retalho, uma nova almofada ou um saquinho de tecido multi-uso, não é demais? (Fonte)

Projetos antigos transformados em uma linda toalha de retalhos. (Fonte)

Seu velho jeans transformado em um avental old style pro maridão fazer o churrasco de domingo... é muito amor!

O que não faltam são idéias! Então vamos resgatar antigos tecidos e transformar em novíssimas belezuras!

Beijoca!
Ana

19 de ago. de 2014

Beleza na costura para os pequenos

Olá!

Não é novidade que adoro arte, principalmente pintura. Ando pensando e lendo muito a respeito desse tema e, como não pode deixar de ser, sobre beleza.

Beleza é um conceito bem relativo, mas acho que a busca do belo, seja ele como for para mim ou para você, é algo quase inerente ao ser humano.

Como costureira faço isso o tempo todo: sempre tentando me aperfeiçoar, buscando os melhores e mais bonitos aviamentos... tecidos então, nem se fala!

Muitas peças não precisam nem de modelo requintado, só o tecido já diz tudo. Quando isso acontece, prefiro usar modelos clássicos para que o projeto não fique exagerado, mesmo quando se trata de trajes infantis. É claro que a roupa infantil te dá certa liberdade de brincar com os projetos e, portanto, com a beleza, mas eu gosto muito de clássicos, de cores sóbrias e quando o tecido sobressai não há necessidade de maiores rebuscamentos não é mesmo?



Quando mais é menos! Afinal, com estampas como essas precisa de mais alguma coisa?

Mas acho que onde mais busco a beleza são nos detalhes. Sou fascinada por golas, decotes, bordados e mangas diferenciadas, com acabamento perfeito, que para mim é onde está a beleza!

Já contei para vocês aqui que tinha medo do viés e que, após bastante treino, costura e descostura, consegui alcançar um acabamento fino e delicado... muita riqueza!

As golas também são um detalhe muito versátil, muito rico, onde você pode deixar sua criatividade solta para embelezar sua peça. A clássica gola Peter Pan (ainda não sei porque tem esse nome!) deixa qualquer vestido de arrasar. Além dela, golas duplas ou laçarotes tornam seu trabalho ainda mais especial.

 
A golinha Peter Pan clássica no modelinho de aniversário, um marinheiro moderninho com uma gola recortada e por último um verdinho com um grande laçarote: beleza pura!

Babados também são um assunto obrigatório quando se fala em embelezamento. Eles conferem um charme todo especial, dão leveza e movimento as peças. Para meninas, eu acho indispensável!!!! Podem aparecer na barra do vestido ou top, nas manguinhas ou compor a peça todo, caso você procure um look mais extrovertido!

 Babados para todos os gostos: no decote, nas mangas e um top todinho "embabadado"!!!

As aplicações sejam de rendas, bordados ou até mesmo outros tecidos enriquecem seu projeto deixando muito mais bonito e exclusivo, alem de ser uma delícia de criar e fazer!

 
Bordados nas manguinhas e bolsos, bordado do au au do coração e bolsos de passarinhos, aplicados em outros tecidos nas saias das primas, não é muita lindeza??

Enfim, a beleza é um assunto interminável para nossa felicidade e, quanto mais você usar a criatividade, mais beleza vai colocar na sua costura.

Espero ter inspirado um tantinho vocês!
Beijoca!
Ana

18 de ago. de 2014

Costuras da Semana!

Olá!

Semana passada rolou mais um sumiço, né?!
Pois bem, eu justifico esse sumiço com uma palavra só: introspecção.
Fiquei um tempinho quieta no meu canto em casa, aproveitando a vontade de me recolher um pouco, junto com a desculpa do frio que tinha voltado, para tocar algumas coisas.

A inspiração habitual para escrever não estava aquelas maravilhas, então resolvi colocar a mão na massa e aproveitar o silêncio da minha casinha. Já que teve pouco post semana passada, pelo menos hoje tenho algumas coisas pra mostrar!

Na aula de Patchwork, continuamos com as lixeirinhas. A peça que tem o alfineteiro, para ficar ao lado da máquina, já está pronta e em uso!


Não é uma graça?

A lixeira de mesa está a caminho, semana que vem eu mostro!

Terminei a bolsa com alças de acrílico para carregar meus tricôs futuros. Fiz 6 blocos de listras e ficou assim:



Para a foto deixei as agulhas deitadas no fundo e meu cachecol pronto para dar ideia de volume. Cabe mais coisa ainda, rs!

Falando em cachecol... sim, dei um gás no tricô e terminei meu cachecol, ufa!



Olha a selfie nada produzida para mostrar a estréia, rs!

Como contei há alguns dias, estou seguindo o Sewalong para montar o vestido Myrtle, da Colette.
Essa semana ele começará a ser costurado e eu vou fazer em dose dupla. Os tecidos eleitos foram uma viscose com estampa PB para a versão em tecido plano e um jersey de viscose cereja para a versão em malha. Pelo cronograma, no começo da semana que vem eles ficarão prontos!

Outro projeto que estava me esperando e eu dei uma atenção foi a produção de cobertores para os animais abrigados na UIPA - União Internacional Protetora dos Animais. Ano passado eu fiz 40 cobertores de soft e este ano eu conseguirei fazer um pouco mais.

É muito bom contribuir com um projeto que a gente acredita e que sabe que vai ser útil. Ano que vem quero repetir e aumentar mais um pouco a quantidade, além de começar a fazer mais cedo.

Por último, aproveitei também para começar uma boa (e definitiva) organização dos meus tecidos. Quando eu terminar, espero que seja logo, vou dedicar um post especial, para contar o processo todo.

#organizakatiaorganiza

Boa semana e boas costuras para você!
Beijos!

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