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30 de dez. de 2016

Um 2017 Brilhante para todos nós!

Olá!

Tenho pensado nessa mensagem para encerrar o ano há dias. E, como muita gente, eu estava com os ânimos alterados faz tempo. Eu ia encerrar o ano de 2016 com um "textão", cheio de questionamentos. Eu, que não sou fã de usar imperativos, (qualquer hora posso até escrever sobre este tema, mas não hoje) estava caminhando para este lado. Pois é. Foi um ano difícil, pesado, arrastado (alguém ouviu dizer aquele clássico "nossa, passou voando"? Eu não!).

Mas nesta última semana eu consegui desacelerar. Parte porque eu queria e parte por conta de um super-piriri-intoxicação-alimentar que eu e o marido tivemos (e já estamos bem, graças a Deus!). Com um tempinho a mais para pensar, vi que não era assim que eu queria encerrar o ano por aqui.

Nós dois estamos nos preparativos para a chegada de 2017 do melhor jeito: cuidando de cada detalhe para receber nossa família em casa e fazendo vários itens à mão. Está sendo muito gratificante! Os toques de prateado, branco e pitadas de outras cores estão chegando à nossa varanda, que finalmente vai receber o brilho merecido depois de tantos anos sendo preterida por outras áreas da casa.

Já estão brilhando as luzes novas da varanda que o marido preparou!

 
Vasinhos feitos em casa à espera das flores. 
Toalha de mesa prateada e branca. Vem 2017!

Foi aí que me deu este estalo: quero que 2017 seja um ano brilhante! De ideias, de amor, de paz. Por conta de tudo que andamos vivendo, desejo mais respeito entre as pessoas, desejo mais tolerância com o próximo e com as escolhas dele, desejo menos ganância.

Em um ano que várias pessoas brilhantes morreram (nem preciso dizer que algumas delas me fizeram chorar), que o nosso brilho faça a diferença. Que a gente seja brilhante com as nossas mãos inquietas e com as nossas mentes criativas.

 
Brilhe em 2017!

Eu acredito em trabalho de formiguinha, sou uma otimista. Quero fazer o meu melhor por este novo ano e espero que você tenha esta força, que você tenha este brilho também!

Feliz 2017!

Um beijo,
Katia

20 de dez. de 2016

37 anos

Olá!

No último domingo eu comemorei a chegada dos meus 37 anos. Pessoalmente, os 36 foram bons, mesmo tendo vivido este ciclo num ano tão estranho como 2016 (este que felizmente está chegando ao fim).

Aquela reflexão que as pessoas costumam fazer ao final do ano para mim costuma chegar um pouco antes, pois já me pego pensando um tempinho antes do meu aniversário. Acho que na verdade eu penso duplamente, rs! É pensar sobre o novo ciclo da minha vida e o novo ciclo determinado pelo calendário, já que são tão próximos, sabe?

Cheguei aos 37 anos com uma sensação controversa, pois muitas coisas boas me aconteceram ao passo que outras situações bem difíceis também. Mas de alguma forma, mesmo achando que não seria possível devido ao contexto dos dias atuais, tenho me sentido um tanto em paz.

Neste último ano, resolvi colocar o pé no freio. Fiquei muito tempo em casa, quietinha no meu canto. Aprendi a apreciar ainda mais o silêncio, aprendi a apreciar mais a minha própria companhia, aprendi a aceitar que almoços e cafés da tarde sucessivos estando sozinha não queriam dizer menos amor por parte de quem eu amo e de quem me ama também, só estamos vivendo em tempos diferentes.

Este foi um ano em que resolvi produzir menos e melhor. Priorizei utilizar os materiais que já tinha em casa para não acumular ainda mais coisas no ateliê. Resolvi colocar em prática algo que queria faz tempo, mas que demandava uma porção de mim que não estava disponível antes: a porção de publicitária. Fiquei bastante tempo no computador e menos tempo na máquina de costura. Aos 36 anos, depois de vários anos de formada e de alguns anos "fora do mercado", percebi que a publicitária nunca saiu de mim, mesmo que a costureira tenha se sobressaído nos últimos anos. A cada post do blog, está por trás a publicitária que ama escrever e que se encontrou nas costuras e nas manualidades. 

Enfim, chego aos 37 feliz, tranquila por algumas realizações e já ansiosa pelas próximas. Foi um ano de redescobertas e, por isso, muito intenso internamente, apesar de um certo silêncio exterior. Senti falta de comparecer aos inúmeros eventos e encontros craft que aconteceram ao longo do ano, mas o recolhimento valeu a pena.

Nem me cobrei tanto pelo meu auto-presente de aniversário, quase uma instituição desde que comecei a costurar. Ainda estou tricotando uma blusa, ou seja, não ficou pronta para o almoço em família do último domingo. E tudo bem, pois quando ficar pronta ficarei igualmente feliz em usá-la, independente da data.

 
Adivinha quem comprou tequila (inspirada por Grey's) e muitos limões pro aniversário, esqueceu e ficou só na cerveja?! Rs!


 
Aniversário com a família, com bolo, velinha e brigadeiro. 
Preciso de mais nada! 
(Foto da minha querida prima Fernanda!)

A blusa está sendo feita enquanto faço uma maratona de Grey's Anatomy na Netflix, minha série preferida da vida. Já chorei um monte, já ri, já pensei na vida, tudo isso enquanto tricoto. Deixei a ansiedade de ter que acompanhar todos os lançamentos na TV ou na Netflix e me rendi ao prazer de tricotar enquanto vários episódios antigos da minha série mais querida passam na tela. Vi que fazia parte do meu recolhimento, da minha ansiedade sendo controlada.

Minha companhia craft nos últimos tempos, junto com Grey's Anatomy. 
Falta pouco agora, mas ficará pronta no seu devido tempo.

Por isso que, ao passo que a blusa cresce e as temporadas seguem, estou meio ausente das redes sociais. Descobri recentemente que existe um negócio que chama Fear Of Missing Out  (FOMO, ou medo de ficar "por fora") e que eu vivi isso por um tempo.

Quando eu decidi não ficar no Snapchat ou no Instagram Stories durante as férias em novembro, tanto para postar quanto para assistir, não senti tanta falta. Tudo de lindo que vi foi registrado pela minha câmera e pouca coisa pelo celular. Quando voltei para a casa, permaneci acessando menos e, adivinha, não fiquei mal. Precisava de uma pausa na vida rotineira para perceber isso. Já o olho no olho tem sido especialmente importante! Tantos bons encontros têm acontecido ultimamente e eu nem lembrei de pegar o celular para fazer uma selfie, rs! Mas aos poucos vou retomar a vida digital nas redes que eu realmente gosto de estar presente, tá?!

Enfim, chego aos 37 renovada e eu acho que estava realmente precisando disso! As minhas resoluções para 2017 estão diretamente ligadas ao meu momento pessoal e o resultado eu vou mostrando por aqui, pode deixar!


"Slow down, you crazy child
Take the phone off the hook and disappear for a while
It's all right you can afford to lose a day or two"

Dedico esta linda música para você que está aqui comemorando comigo! (Letra e tradução aqui).


Beijos e obrigada pela companhia!
Katia

21 de jun. de 2016

Respondendo a Tag "Descobrindo Novos Blogs"!

Olá!

Em um pouco mais de três anos de blog, esta é uma novidade por aqui: responder uma Tag enviada por outra blogueira!

Quem me convidou para responder a Tag "Descobrindo Novos Blogs" foi a Lívia Costa do blog Costurando Sonhos DIY. O post com as perguntas que a Lívia respondeu está aqui.



Adorei o convite e aqui estão as minhas respostas!

1 - Como começou a costurar?
Comecei a costurar num momento muito difícil da minha vida, em 2011, em que beirei a depressão. Não saía de casa, não abria nem as janelas, até que um dia, navegando pela internet, fiquei sabendo de uma moça que estava dando aulas particulares de costura em Pinheiros. Depois de trocar alguns e-mails com ela (a Patricia Cardoso), lá estava eu dando os meus primeiros passos na costura. De início eu não tinha tanta expectativa, queria apenas distrair a cabeça, aprender algo diferente e ter um motivo para sair de casa. Não imaginava naquele momento que um dia estaria fazendo minhas próprias roupas, acessórios e coisas diversas para a casa.

2 - Qual é a parte mais legal de costurar?
Eu acho que é ver a peça tomando forma, como um vestido que vai ficando com cara de vestido, sabe? Adoro fazer os acabamentos finais também!

3 - Do que você não gosta tanto em costurar?
Não gosto muito de lidar com elásticos (sempre deixo escapar, é um transtorno, rs) e às vezes a parte de cortar os tecidos me aborrece um pouco...

4 - Melhores coisas para se fazer enquanto costura...
Apreciar o silêncio da minha casa e conseguir ouvir meus próprios pensamentos!

5 - Além de costurar, você tem outra habilidade? Qual?
O primeiro craft que aprendi foi o crochê, há quase 20 anos, adoro até hoje! Mais recentemente, há uns dois anos, comecei a tricotar e ando apaixonada pelas agulhas longas! Também gosto de bordado, apesar de não praticar tanto.

6 - Você utiliza alguns métodos para aperfeiçoar suas técnicas na costura? (cursos, livros, etc) Cite quais são.
Já fiz muitas aulas e cursos de costura ao longo desses 5 anos costurando. Aprendei a fazer acessórios, roupas e também fiz bastante Patchwork. Fiz um curso de modelagem faminina no Senac no ano passado e foi ótimo! Hoje em dia, costurando sozinha em casa na maioria do tempo, recorro a alguns bons livros que tenho, além de blogs e vídeos sobre costura. Ah, também conto com uma ajuda extra da minha mãe para tirar dúvidas, ajudar a provar as minhas peças e pedir dicas!

7 - Qual é a próxima técnica de costura que pretende aprender?
Adoraria um dia aprender Moulage e também Alfaiataria!

8 - Tem alguma coisa que você achava muito difícil, mas quando aprendeu, percebeu que era simples?
Sim, levei um certo tempo para superar o trauma do viés! Hoje em dia é um acabamento que eu adoro fazer!

9 - Quando está em um projeto de costura, você costuma dar algumas pausas? O que você geralmente faz nesses intervalos?
Costumo dar algumas pausas principalmente se é uma etapa da costura que faça com que eu fique muito tempo sentada ou em pé. Aproveito para ir beber uma água, fazer um lanchinho, dar um chamego no cachorro ou dar uma fuçada bem rápida no celular!

10 - Além da costura, que outros assuntos te interessam?
Adoro viagens e música, que acabam sendo assuntos que aparecem aqui no blog também.


Vamos continuar a brincadeira?

Para dar continuidade à brincadeira, convido as queridas Andrea Risério (do blog Arthé), Viviane Basile (do Ateliê Basile) e a Patricia Cardoso (do blog Patricia Cardoso)! As perguntas para elas são estas aqui:

1. Qual a sua formação (dentro e fora da costura)?

2. Tem algum craft que gostaria de aprender?

3. O que gosta de fazer quando não está costurando?

4. Tem algum projeto dos sonhos que você pretende fazer?

5. Conte uma experiência divertida com a costura!

6. Para não falarmos só de costura, você gosta de cozinhar? Qual é a sua especialidade?

7. E de maquiagem, você gosta? Qual seu item favorito? (Falou a viciada em batons coloridos, Rs)

8. Um dia perfeito para você precisa ter...

9. Gosta de música? O que tem ouvido ultimamente?

10. Indique um blog que você não perde um post (pode ser de costura ou não)!


Adorei participar!
Aproveito para te convidar a conhecer os blogs que estão neste post, são todos muito legais!

Beijos!

30 de mai. de 2016

Sobre me sentir viva (e de volta ao blog!)

Olá!

Este não será um post para pedir desculpas pelos sumiços daqui do blog (e esses sumiços são bem doloridos para mim, confesso). Este post é para contar para vocês que desde o final de março alguns acontecimentos meio que em seguida foram uma provação para mim, tanto física quanto psicologicamente.

Duas situações de doença na família e um acidente de carro comigo. Graças a Deus todo mundo está bem, mas foram dias muito difíceis.

E aí eu me vi comemorando que os dias voltaram a ser lindamente normais, era tudo o que eu precisava! Quando a vida voltou ao normal para nós todos, rolou uma certa correria para colocar assuntos pendentes em dia e faltou ânimo para eu escrever.

Só que quando isso acontece comigo fico realmente chateada, pois o blog é parte integrante da minha vida. Sinto que quando as coisas por aqui ficam paradas, é sinal de que preciso me esforçar mais. Felizmente, estou de volta e muito grata por estar bem.

O sentimento de estar viva e bem é algo muito presente em mim, tenho alguns momentos de paz mesmo em ocasiões super inusitadas ou que passariam batido para muita gente. Vou contar alguns exemplos recentes:

Sentindo o que é ser livre nesta cidade enorme e tão cheia de problemas ao pular carnaval com o marido no bloco que eu amo e que percorre o centro da cidade:

 
"Diga espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu!"

Ao percorrer estradas lindas numa viagem de sonho, me senti viva e ao mesmo tempo do tamanho de um grãozinho de areia ao fazer parte de todo aquele mundo enorme à nossa volta:

(Post sobre a viagem aqui)

Quando um show de rock te faz chorar de emoção, de alegria, de gratidão!

(Neil Young no Jazz Fest 2016 - Fonte)

E tem outras coisas que me dão esse "estalo": ouvir meu pai animado contar sobre a vida corriqueira, dar um abraço nas crianças da família, curtir um chamego do cachorro... E voltar a costurar, tricotar e escrever com toda vontade!

Queria contar que estou de volta, aliviada, feliz e muito grata por estar aqui!


Beijos e boa semana!

4 de abr. de 2016

Como foi o #desafioartesanal e o #desafiodacostura no Instagram!

Olá!

Hoje é um dia especial para mim. Através desses aplicativos que buscam posts publicados em outros anos na mesma data, vi que há 5 anos atrás eu fazia a minha primeira aula de costura com a Patricia Cardoso. Há exatos 5 anos, despretensiosamente eu comecei um novo ciclo, mas naquela data ainda não sabia que a costura iria ser parte tão importante na minha vida! E hoje, 5 anos depois, venho aqui contar como foi o #desafioartesanal e o #desafiodacostura, realizado em conjunto com a própria Patricia agora em março!

 


Preparação

Em fevereiro a Pat me convidou para fazer o desafio junto com ela e eu topei na hora! Mesmo com a Pat morando tão longe atualmente (longe mesmo, lá na Nova Zelândia!), nós mantemos bastante contato, o que me deixa muito feliz dado que foi com ela que comecei a minha trajetória na costura.

Enfim, em fevereiro fomos bolando os temas, a Pat preparou as imagens para cada dia e iniciamos o mês de março muito animadas!

Novas pessoas foram chegando a cada dia, mesmo com o desafio já rolando, o que para mim significou um grande interesse em participar, foi muito gratificante!

 

Desafio e coletividade

Apesar de chamar desafio, o intuito não era a competitividade e sim postar algo conforme o tema proposto para cada dia. O resultado diário era muito legal de ver, pois a interação entre os participantes foi muito boa! Não só as curtidas nas fotos (que estavam muito caprichadas) aconteceram, como também muitos comentários nos posts, com trocas de ideias e de dicas!

Alguns dos dias mais "bombados" foram os que a gente trocou dicas e truques, assim como quando compartilhamos os nossos tropeços pelo caminho. Olha, se eu disser que já aproveitei algumas dicas que aprendi por lá no meu projeto que está quase pronto, você acredita? É verdade!

Isso é muito legal, num momento desses é que eu recobro as esperanças nas redes sociais, onde atualmente vemos tanta discórdia entre as pessoas e um bocado de pessimismo. As redes sociais nasceram nesse nosso mundo digital para agregar as pessoas e não o contrário, na minha opinião. Por mais que a gente não goste ou não concorde com alguém, temos que ter bom senso ao lidar com o diferente ou com o novo.

Nesses dias de desafio, conheci um tanto de gente nova que faz coisas bem diferentes das minhas, outras realidades, pessoas que moram bem longe de mim (até participantes portugueses apareceram!). Trocamos muitas informações legais, compartilhamos sonhos, projetos futuros e dicas, foi mesmo muito rico!

 


Conclusão do desafio e planos para o futuro

Enquanto escrevo este post, vi que a hashtag #desafioartesanal foi mencionada mais de 3.200 vezes! Não é demais? Eu fiquei muito satisfeita, pois é uma novidade ter um desafio em português voltado ao mundo craft lá no Instagram e eu acho que foi super proveitoso!

O pessoal que participou ativamente curtiu tanto essa forma de reunir pessoas com as mesmas afinidades artesanais que criou uma nova hashtag: #craftandocomasamigas

A gente quer sim fazer novos desafios, já que este primeiro foi tão bem recebido com participações tão animadas! Se você quiser deixar uma sugestão de tema, conta nos comentários, eu e a Pat vamos adorar saber!

Quero agradecer imensamente o interesse e a participação de todo mundo e até o próximo desafio! Enquanto isso, os posts vão rolando normalmente aqui no blog, no meu Instagram, na página do blog no Facebook e no meu Snapchat (meu usuário lá é o katialinden)!

Acompanhe também a Pat, ela está arrasando no YouTube, no blog e em tudo mais que ela coloca as mãos de fada dela!


Beijos e boa semana!

18 de mar. de 2016

Documentário "The True Cost" e uma reflexão sobre o consumismo craft.

Olá!

Hoje eu quero falar sobre um documentário que assisti, o "The True Cost". 

 The True Cost (traduzido: O Custo Real)

Sinopse
"Esta é uma história sobre a roupa. É sobre as roupas que vestimos, as pessoas que as fazem e o impacto que a indústria tem em nosso mundo. O preço do vestuário tem diminuído ao longo das décadas, enquanto os custos humanos e ambientais têm crescido dramaticamente. The True Cost é um documentário inovador que abre as cortinas sobre a história não contada e nos convida a pensar: quem realmente paga o preço por nossa roupa?
Filmado em países de todo o mundo, desde as passarelas mais brilhantes até as favelas mais escuras, com entrevistas com pessoas influentes e líderes mundiais, incluindo Stella McCartney, Livia Firth e Vandana Shiva, The True Cost é um projeto sem precedentes, que nos convida a uma viagem para abrir os olhos de todo o mundo e para a vida de muitas pessoas e lugares atrás de nossas roupas."
(Extraído daqui. Traduzido e adaptado por mim) 




Quem paga o preço pelas nossas roupas?

O documentário é impactante, mostra a verdade por trás da produção de nossas roupas. Para colocar a gente para pensar mesmo. Porque é uma realidade dura, a qual não podemos fechar mais os olhos. Eu tinha ouvido falar bastante deste documentário, assisti em dezembro, mas por não conseguir organizar meus pensamentos decentemente para escrever este post (rs), assisti novamente essa semana.

De início, imaginei que o foco seria sobre o trabalho escravo em oficinas de costura em diversos países, mas o documentário é bem mais profundo e fala não só deste aspecto (que é muito relevante), mas também de todas as etapas do ciclo de vida de uma peça de roupa, desde a produção da fibra têxtil, passando pelas oficinas de costura e vai até o descarte de roupas já sem uso.

Reflexões voltadas ao mundo craft

Desde que assisti o documentário, penso com frequência que há muito a ser feito. Todo mundo que costura tem um estoque de tecidos em casa e sabe-se lá como eles foram feitos, o quanto poluíram o ambiente ou o quanto prejudicaram a saúde das pessoas que os produziram até chegarem em nossas mãos. Um dos fatos chocantes mostrados no documentário é que indústria têxtil é a segunda maior poluente do mundo, atrás apenas da petrolífera. Mesmo fazendo a nossa própria roupa em casa, de maneira individualizada, também fazemos parte desta cadeia produtiva gigantesca.

Junte a isso tudo a dificuldade na hora de escolher vestir materiais naturais (como o algodão, um dos meus preferidos) e vestir menos materiais sintéticos (normalmente provenientes do petróleo), já que nos materiais naturais existe uma quantidade enorme de químicos prejudiciais à saúde que são usados no cultivo e no tratamento da fibra. Já que estamos falando de algo que praticamente todas as pessoas usam, as roupas, dá aflição pensar que a grande maioria atualmente não tem para onde correr, sabe?

Eu tenho me esforçado para comprar novos materiais apenas quando forem necessários e buscar fontes mais sustentáveis. Fiquei feliz de ter encontrado malhas de algodão orgânico em viagens, mas nunca consegui comprar algo do tipo no Brasil. Quero fazer uma busca nesse sentido e compartilhar o que eu encontrar com vocês também.

Um outro pensamento que passou a me incomodar muito e que é muito difundido em nosso mundo craft é que está tudo bem sair para comprar um tecido só e voltar para casa com vários (porque é bonito, porque está barato e etc). Temos que lembrar que ficar com tecido parado em casa é sinal de que a compra pode não ter sido boa, além representar dinheiro parado também.

Lá no fundo, a gente sabe que ninguém vai perder nada na vida se deixar de comprar aquele tecido ou aquela roupa "que agora que eu sei que ela existe eu não posso mais viver sem ela". Lá no fundo a gente sabe que a gente não precisa tanto assim de várias coisas, a gente sabe que pode ser mais seletivo.

Isso aconteceu na viagem à Paris, quando acabei não visitando a loja que eu mais queria, contei no post sobre a feira que visitei lá. Já tinha feito boas compras na feira (e alguns tecidos já foram utilizados, conforme planejei), vi que elas me bastavam e me aquietei.

Uma outra coisa que passou a me incomodar: a gente, ao fazer a própria roupa, bolsa ou acessório, não está usando mão de obra em condições de escravidão, ok. Mas os nossos tecidos e aviamentos, de onde vieram? Em que condições foram feitos?

Com o câmbio favorável às importações nos últimos anos, a oferta de materiais nacionais para comprar diminuiu, o que me leva a crer que a nossa indústria têxtil deva ter encolhido muito com essa situação. Agora os materiais que usamos estão com os preços em alta, todo mundo deve estar notando. E se os nossos materiais continuam vindo de muito longe, ainda fica difícil saber mais sobre a origem dele em detalhe.

A cada peça nova de roupa que eu faço ou que compro, separo uma do meu armário que não estou mais usando. Normalmente destino para a igreja, que a vende em bazares ou dôo para alguém que se interessou por ela. Ainda assim, sei que em algum momento aquela peça virará lixo e como lidar com a geração de lixo é um assunto muito complicado em nosso mundo.

O descarte correto dos restos das nossas produções artesanais também precisa ser considerado. Quem de nós consegue produzir uma peça sem gerar nenhum retalho que vai para o lixo? E ele deve ir para o lixo mesmo? Os retalhos maiores de algodão eu separo para a minha colcha de hexágonos e o que eu não vou usar nela eu tenho doado para uma amiga professora que utiliza como material de educação artística em uma escola municipal do bairro. Mesmo assim, sei que tenho que melhorar esse aspecto também.

É um fato que o interesse econômico superou todos os limites humanos e naturais. E eu que achava que não era consumista vejo que ainda tenho um longo trabalho pela frente. Fico feliz que tenho este blog para passar essa mensagem adiante.

Convite

Enfim, esse post serve para convidar você para assistir o documentário (eu vi no Netflix e lá está legendado em Português), para pensarmos melhor sobre as nossas relações de consumo de roupas, tecidos e outros bens e também para buscar formas de melhorar tudo isso.

Beijos!

11 de mar. de 2016

3 anos de blog!

Olá!

Hoje é um dia muito especial para nós duas (Katia e Ana), pois estamos comemorando o aniversário de 3 anos do blog!


É pique, é pique!

Este blog nasceu numa 2a feira, dia universal para começar alguma coisa nova. Não é meu primeiro blog, mas é o único que perdurou tanto e tão bem, o único que virou parte importante do meu dia a dia.

E, assim como o blog começou numa 2a feira, dia de colocar a vida para acontecer, hoje, uma 6a feira (dia de comemorar de tudo um pouco), celebramos os 3 anos dele.

Fiquei pensando em como seria este post e vi que já fiz retrospectiva, já elegi projetos favoritos. Neste aniversário, escolhi falar sobre encontros. Os encontros deliciosos que a costura me proporcionou ao longo do tempo. São pessoas especiais e que fazem parte deste mesmo universo costurístico e craft, que alimentam a minha esperança por dias melhores, já que cada uma está fazendo seu trabalho de formiguinha para um bem coletivo maior.

Para comemorar esta data, preparamos cada uma um pequeno depoimento e posamos para lindas fotos juntas, com direito a cupcakes! Estão vendo? Sempre temos o blog como uma "boa desculpa" para um encontro especial!

Aliás, obrigada Jefferson e Julia pelas fotos e pela companhia!


Katia


Há 3 anos eu comecei este blog para que ele fosse um diário de bordo das minhas costuras e outras manualidades. Apesar de não ser a costureira mais experiente do mundo, queria compartilhar tudo isso que eu tenho vivido para quem mais se interessasse. Comecei fazendo o blog sozinha mas, de 2014 em diante, a Ana sempre esteve aqui presente com seus posts!

Eu sempre pensei sobre o quanto a costura e tudo mais que eu aprendi a fazer à mão me trouxe de bom. Eu acredito que o melhor, além do aprendizado, foi cada bom encontro, cada amizade iniciada. Tanta gente interessante, tanta troca, tanta energia boa!

Durante os anos anteriores, quando eu trabalhava em Marketing, eu fiz amizades sim, mas nada se compara aos presentes que ganhei na minha nova vida por ter estes novos amigos. Eu e a Ana nos conhecemos quando ainda estávamos aprendendo a costurar e a gente se deu bem de cara! A afinidade por manualidades já estava lá e apenas nos aproximou. Eu sempre digo que coincidências não existem e ter a Ana desde 2011 na minha vida só confirma isso! É sintonia mesmo!

Por isso, muito obrigada a minha querida amiga Ana por estar sempre por perto, no blog e fora dele! Muito obrigada também a você que sempre está por aqui conferindo nossas aventuras craft! Que venham muitos outros anos produtivos e felizes!


Ana

Eu e a Katia começamos nossa amizade fazendo aulas de costura juntas, que cá entre nós, eram as melhores do mundo!!! Foi pela costura que nos conhecemos, mas pouco a pouco fomos observando o quanto tínhamos em comum. E esse é o grande barato da costura. Além do resultado dos projetos, que claro, nos deixam eufóricas, a costura, assim como as outras artes manuais trazem um bocado de cor e de amor para nossas vidas. Nem consigo listar quantas pessoas incríveis eu conheci por me meter a costurar. E depois que aprendi, a vontade de passar adiante os meus conhecimentos me aproximou de pessoas incríveis, que hoje são parte essencial da minha vida.

Hoje é um dia muito especial, pois além de comemorar o aniversário do blog, nossa evolução na costura e nos projetos, que a cada dia ficam mais elaborados e refinados, o mais importante é celebrar a nossa amizade e a entrada de todas essas pessoas incríveis na nossa vida!!!

Digo e repito, escrever sobre costura nesse blog é para mim uma terapia, uma espécie de bálsamo que me aliviou o peso das questões cotidianas incontáveis vezes!

Sou grata a minha amada amiga Katia, por essa oportunidade e muito grata a vocês leitores, que nos permitem participar um tantinho da vida de vocês.

Feliz dia pro bloguinho querido e para todos nós!!!!



Beijos festivos!
Katia e Ana

11 de fev. de 2016

Depois do Carnaval...

...é que começa o ano de verdade para muita gente. Confere, produção?

Olha, eu não diria que comigo é assim, mas que em janeiro eu consegui tirar férias de verdade, isso eu consegui!

Desliguei as máquinas de costura, não peguei em nenhuma agulha de tricô ou crochê até a última semana de janeiro. Fiz uma força-tarefa em dezembro e o blog ficou programado para funcionar por vários dias enquanto eu viajava com o marido.

Enfim, esse início de ano está sendo muito bom para mim, para o descanso e também para colocar as ideias no lugar, ainda mais depois de um 2015 tão cheio e intenso.

Tenho bastante coisa para mostrar por aqui, estou super animada!
Enquanto preparo tudo para postar nos próximos dias, conto o que ando vendo e fazendo:

Lendo:
Estamparia
Sempre que posso procuro ler e aprender sobre técnicas que eu possa usar em conjunto com tecidos. Estou lendo um livro lindo sobre estamparia e depois daquela oficina que fiz com as meninas do Superziper, o assunto ficou parado, mas quero retomar!


Ouvindo:
David Bowie (saudades, mas dizer qualquer coisa a mais do que isso já renderia um post a parte) e Eagles of Death Metal (música animada, pois a vida continua, né?!).


Assistindo:
Vimos "Narcos" quase que em uma tacada só e amamos os episódios do "Hoje é dia de Música" da HBO, mostrando a criação do Samba no Rio (muito amor!) e também um episódio lindo sobre Luiz Gonzaga (e o baião, consequentemente).


Tricotando:
Antes de voltar a costurar, voltei aos trabalhos do tricô. Estou fazendo uma blusa bem básica, na cor natural (bem ao contrário da blusa cheia de tranças e lã colorida/mesclada do ano passado). Adorando fazer um pouquinho por dia!

 
#tricotakatiatricota

Costurando: 
Bem a passos de tartaruga, terminei ontem um vestido Wren, da Colette Patterns. Esse é o molde que comprei e que depois me levou a toda a reflexão sobre as costuras em tempos de aperto. Achei um belo tecido para ele nas férias! Sábado vou estreiá-lo e logo menos mostro aqui no blog!

Também retomei o quilt à mão e os acabamentos que preciso fazer para terminar a minha colcha de Patchwork.

 
Um novo vestido e minhas aventuras no Snapchat, rs!

 
Esta colcha precisa desencantar!

Pensando: em exatamente um mês, o blog completará 3 anos de existência! Uau, como passa rápido!

E vocês? Já estão no embalo de 2016?

Beijos!

20 de jan. de 2016

Enfim, Modelista!

Olá!

Um dia depois do meu aniversário, quase que como um presente, concluí uma etapa muito importante na minha jornada costurística: o curso de Modelagem no Senac.

 

Foram muitos sábados (de maio a dezembro do ano passado) intensos, agradáveis e produtivos. Hoje fico muito feliz em dizer que não sou "só" publicitária, mas modelista também.


Aprendi muito, conheci pessoas incríveis e apostei numa formação mais formal e completa que eu nunca tinha tido antes na área de costura/moda.

Quando comecei a costurar em 2011, eu não pensava nem um pouco em fazer roupas, porque achava que já tinha muita gente fazendo e fazendo bem (o que não deixa de ser verdade). Ainda mais morando em SP, que tem uma grande oferta, uma hora a gente acaba achando algo com a nossa cara.


Só que chegou uma hora que costurar acessórios e coisas para casa já não me bastavam mais. E as visitas às lojas de tecidos me deixavam cheia de ideias do que eu poderia fazer com eles se eu soubesse fazer as minhas próprias roupas.

 

Ao longo do tempo fiz aulas de corte e costura e também algumas oficinas que me deixaram bastante confiante para fazer minhas roupas sozinha em casa. Aprendi a tirar os moldes e adaptá-los às minhas medidas, aprendi a costurar e dar acabamento às peças.

Só que eu acabei direcionando todo este aprendizado para o meu gosto, para meu corpo e para o que eu queria vestir.

 

Quando recebi o convite para dar aulas de corte e costura no ano passado (contei aqui), vi que estava na hora de dar um passo adiante. Precisava saber fazer peças que ainda não tinha feito e entender mais a fundo a modelagem delas, já que cada pessoa tem seu estilo, gostos e vontades diferentes. Assim como o corpo de cada pessoa é diferente também.

Entrei no curso de modelagem de roupas femininas em tecido plano com a expectativa de preencher as lacunas que eu sabia que tinha no meu aprendizado e posso dizer agora que atingi meu objetivo.

Foram meses bem puxados, pois além de modelar e costurar na aula, eu repetia em casa, com as minhas medidas para treinar e poder ter como provar. No curso tudo era feito para o manequim 38, mas o método francês estudado permite aplicar para qualquer medida, o que é ótimo!

 
Camisa tamanho 38. Amei fazê-la!

Passei por modelagem de saias, de blusas e camisas, de vestidos e de calças. Foram muitas variações de todos os tipos de peças, todas modeladas e depois costuradas.



Peças que costurei após ter feito a modelagem com as minhas medidas.

Encerrei o curso com a sensação de missão cumprida, mas sei que preciso estudar continuamente, só assim aprimorarei meus conhecimentos. Assim como outros aspectos da minha vida, é uma jornada que parece estar só começando.

 
Obrigada mestra Angélica!

Cheguei ao fim de 2015 muito cansada, mas também muito satisfeita por ter feito o curso e por ter me jogado "de cabeça" na modelagem.

Que venham muitos outros aprendizados como este, tenho planos de continuar estudando!

Beijos!

31 de dez. de 2015

Para 2016

Olá!

Como é complicado pensar numa mensagem bacana de Ano Novo quando o ano que está no fim foi tão difícil! Tenho notado que 2015 não foi fácil para ninguém, todo mundo está cansado e nem todo mundo está otimista.

Eu pisei na bola com algumas pessoas por não dar conta de algumas coisas com as quais me comprometi e eu também levei uns canos. Foi complicado conciliar muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e aí chega uma hora que algo fica para depois. Termino este ano ainda lidando com a saudade por conta da perda do Astor, com um bocado de boas realizações (ufa!) e também com pendências a resolver.

Se tem uma coisa que eu aprendi em 2015 é que preciso aprender a estabelecer melhor as minhas prioridades e não deixar que outras urgências e coisas não planejadas (e às vezes menos importantes) me atrapalhem.

Por outro lado, é lógico que tenho planos lindos para 2016 e por isso mesmo desejo que este novo ano seja um período mais tranquilo para todo mundo, que seja possível respirar, que seja possível aproveitar e absorver tudo de bom! Que tenhamos muitos motivos para sorrir e comemorar!

Nada como um ano novinho em folha para renovar as nossas energias e nossos melhores sentimentos, não é?! Desejo a você que sempre que está por aqui tudo de bom nesse novo ciclo e que todos nós tenhamos um ano cheio de saúde, de paz e de lindas realizações, no mundo das costuras e também em todo o restante!

"O melhor ainda está por vir.
Feliz Ano Novo!"

Beijos e feliz 2016!
Katia

18 de dez. de 2015

Eu, pelas lentes da Sharon e a chegada aos 36 anos.

Olá!

Hoje inicio mais um ciclo da minha vida, chego aos 36 anos. Que ano longo, apesar de ter a mesma quantidade de dias que os demais! Este ano da minha vida, assim como 2015 inteiro, pode ser resumido em uma palavra: intenso.

Intenso tanto para o bem (viajar, abrir minha empresa, voltar a trabalhar, costurar bastante, tricotar, emagrecer, mudar o cabelo, etc) quanto para o mal (o Astor adoecer e falecer poucos meses depois, ter problemas de concentração e cansaço mental frequente).

O dia em que a Sharon veio me fotografar também foi muito intenso para mim, mas nesse dia em especial eu senti uma paz tão grande, uma tranquilidade incrível... Algo que só poderia sentir por estar bem comigo mesma, por estar vivendo harmoniosamente na minha própria pele, sabe? Eu acho que a minha jornada na casa dos 30 anos é esta e provavelmente não vai acabar.

Olhar no espelho e gostar do que vê é só o reflexo. Naquele dia eu estava me sentindo linda, mesmo com a pancinha, com a mancha na testa que alguns tratamentos dermatológicos não removeram, com o cabelo ainda muito amarelado do processo da descoloração total, com o habitual esmalte preto nas unhas meio detonado.

Tinha tudo isso acontecendo e ainda assim eu estava me sentindo linda. Porque eu via naquelas imagens prévias na câmera que ali estava eu mesma. E Sharon sabe como ninguém captar isso. Com ela eu não me preocupo com nada, nem mesmo com a minha pancinha (pronto, entreguei minha cisma das fotos de look do dia, hehehe).

Que bom que não esperei que os quilos que faltam perder já tivessem ido embora, que o cabelo estivesse na cor "ideal", que meu ateliê já estivesse totalmente arrumado e com cortina. E curti muito a preparação para estas horas deliciosas, fazendo um vestido novo, escolhendo vestir também um macacão que adoro, fazendo o bordado para a porta do ateliê.

Eu estava em paz, mesmo que esse ano para mim esteja sendo difícil, principalmente pela perda do meu Astor. Eu estava feliz, eu estava me sentindo linda e vi que meus defeitos também fazem parte do que eu sou. É só não deixá-los serem maiores que os meus valores (porque o que vale mesmo é o que vem de dentro, né?!).

Uma das coisas que eu tenho como uma "filosofia de vida" é não passar vontade, por isso mesmo mudei meu cabelo, me visto como bem entendo e tomo as minhas decisões sem pensar muito no que os outros vão achar.

O meu otimismo habitual se sobrepôs a tanta coisa difícil desde ano e também ao cansaço. Resolvi desacelerar esta semana e vou comemorar o meu aniversário como se deve: com a minha família e amigos por perto. Vendo o tanto que os 35 foram conturbados, eu quero apenas que os 36 sejam bons e calmos, só isso.

Agora vamos ao presentão que chegou aqui em casa esta semana, as fotos maravilhosas de Sharon que mostram a Katia costureira, tricoteira, que tem num ateliê pequeno mas cheio de amor, a mãe saudosa do Astor e mãe babona do Luke. A pessoa que vive de batom colorido e de vestido estampado com tênis. Em constante transformação, felizmente!
























Sha, obrigada por deixar o meu dia mais especial!

E beijos para todo mundo que passa sempre por aqui!

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