23 de ago. de 2013

Livro do Mês - Vista Quem Você É


Olá!

O livro deste mês é um tanto diferente dos que eu postei nos meses anteriores.
Achei que cabe bem no propósito aqui do blog, por isso vou compartilhar.

Acabei de ler ontem o livro “Vista quem você é - Descubra e Aperfeiçoe seu Estilo Pessoal” das lindas Fê Resende e Cris Zanetti, da Oficina de Estilo. Amei o processo todo de leitura, por não ser nada passiva: você tem que pensar numa série de questões e fazer exercícios para poder se apropriar deste conteúdo lindo e de fácil compreensão para a vida.



"DESCUBRA SEU ESTILO PESSOAL E SUBSTITUA CONSUMO POR AUTOESTIMA.
Isso de certo e errado não existe, especialmente em moda. O que importa é se sentir bem, se reconhecer em frente ao espelho. E a gente pode se sentir exatamente como quer a partir do que escolhe vestir, usando o autoconhecimento como ferramenta – com referências que vêm mais de dentro do que de fora.
Este livro convida você a embarcar nesta jornada da autodescoberta. Não tem direção mais certeira para escolher o que ter no guarda-roupa: entender quem a gente é e o momento em que vive, para então se vestir de acordo com isso tudo. O que dá satisfação gera confiança, e isso nos leva a ter uma postura diferente na vida.
Com propostas de reflexão e exercícios-do-olhar a cada capítulo, você vai construir o seu estilo pessoal de maneira divertida e autêntica – com direito a plano de ação para colocar em prática todos os dias em frente ao espelho. A hora é agora: respire fundo, arregace as mangas e ao trabalho!"
Eu acho que tem tudo a ver com o blog já que eu estou sempre contando as minhas aventuras costurísticas. Ao pensar em fazer uma peça de roupa, por exemplo, a gente coloca o nosso gosto pessoal, o que a gente gosta de vestir, o tipo de tecido e estampa que agrada os nossos olhos e, por fim, a imagem que a gente quer passar de nós mesmas para os outros, concorda?

Tudo isso é abordado sob a ótica de substituir o consumo pela autoestima (incrível isso, né?!) e que a vida é muito mais que roupa que gente usa, é a vida que a gente leva estando dentro de nossas roupas (incrível também, certo?). 

Foto: site Oficina de Estilo.
Vale a pena ver o texto "Do que a gente precisa?" de onde veio esta imagem!

As dicas são ótimas e já estão influenciando as escolhas dos meus projetos de costura, como por exemplo, o acabamento do meu vestido Laurel (a faixa vertical que coloquei no centro, além de dar um "tchan" a mais na peça, a linha vertical ajuda a alongar a silhueta!) e os materiais escolhidos para as próximas costuras.

Sou fã da dupla faz tempo, o site e o instagram da Oficina de Estilo tem um conteúdo que realmente arrasa! Já aproveitei várias dicas e combinações legais de roupas e acessórios. O resultado fica sempre muito bom. O bacana do trabalho da Oficina como um todo é não ter regra de "pode" ou "não pode" muito rígida, você vai sempre encontrar dicas que tem a ver com o que tem a sua cara ou não, sabe?!

O texto é de leitura leve, as reflexões e exercícios são bem bacanas, as fotos são lindas!
Além disso inclui um círculo de cores destacável para ajudar nas escolhas que tem a ver com cada um de nós.

O conteúdo do livro é este aqui:
  • Convite ao olhar com carinho para si mesma
  • Autoestima e autoconhecimento
  • Estilo pessoal x estilo de vida
  • Silhuetas: equilíbrio e harmonia
  • Cores: combinações e mensagens
  • Construção e administração de guardarroupa
  • Compras: planejamento e consciência
  • Montagem de looks
  • Acabamentos
  • Definição de identidade pessoal + plano de ação
  • Glossário
Terminei de ler ontem e agora vou repassar tudo, para colocar em prática com o guardarroupa e também para as peças que estão surgindo, estou bem animada!

Espero que gostem também!

Beijos!

Serviço:
Livro: Vista Quem Você É - Descubra e Aperfeiçoe seu Estilo Pessoal
Autoras: Fê Resende e Cris Zanetti - da Oficina de Estilo
Editora: Casa da Palavra
Ano: 2013
Site

21 de ago. de 2013

A costura é a minha auto-ajuda

Olá!

Dia desses a Ana, minha grande amiga das costuras, compartilhou essa imagem no facebook dela:

"Nunca subestime o poder de uma mulher com uma máquina de costura."

Eu compartilhei logo que vi porque achei a minha cara. E me ocorreu que hoje em dia, na minha timeline, tem tanta gente postando fotos bonitas, geralmente acompanhadas de frases mega positivas ou de conselhos para uma boa vida. Mas será que não tem sido papo demais e ação de menos para uma parte dessas pessoas? Dizem por aí que a vida no facebook é mais bonita que a realidade... deve ter mesmo mais papo que ação, na minha opinião, infelizmente.

Lógico que é importante cuidar da gente mesma, ter algum objetivo para perseguir, ter atitude positiva diante da vida e tudo mais, mas pra mim já faz tempo que procurar fazer mais e filosofar menos tem sido mais importante. Ser um pouco mais "faca na bota" não faz mal a ninguém, sabe? Isso não significa ser agressiva, grossa, mas ter atitude, eu acho!

Quando eu deixei de fazer cupcakes três anos atrás, eu tive que lidar com o fracasso de ter que encerrar algo que um dia eu tanto quis ter. Primeiro eu me isolei de tudo, passei uma primavera inteira trancada em casa, vendo televisão, chorando e agarrando meu cachorro.

Também "descontei" um tanto em mim mesma, antes mesmo de parar com os cupcakes de vez. Fiquei ruiva, cortei uma franja a la Betty Page, passei a usar vestidos rodados e salto alto o tempo todo. Porque lá dentro estava tudo péssimo, mas a "casca" estava cada vez melhor. Descobri a Julia Petit e seus vídeos incríveis, aprendi a me divertir arrumando meu cabelo e fazendo minha maquiagem sozinha. Foi um aprendizado incrível, pro resto da vida. Só que isso ainda não resolveria todo o problema. 

Um belo dia eu resolvi que aprenderia algo novo, só pra ocupar a cabeça, para ter algo mais para fazer. E cheguei na costura. A mesma costura que hoje eu sei que mudou muita coisa nos últimos dois anos. Não foi por acaso. Porque eu acredito que coincidências realmente não existem e eu encontrei através da costura algumas pessoas muito importantes que entraram na minha vida.

Eu tinha passado por algo parecido nos tempos de Fia do Céu! quando algumas clientes viraram grandes amigas, que espero ter por perto pelo resto da vida. Então, eu sei que vivi aquele ciclo por algum motivo, provavelmente para aprender muitas coisas novas e para chegar até essas pessoas especiais.

E hoje, digo mais uma vez, eu não poderia ser mais eu mesma, interna e externamente. Estou cercada de pessoas especiais sempre, isso tudo é fundamental pra mim e me deixa realmente feliz e tranquila. Posso botar boa parte da "culpa" na costura? Acho que sim, né?!

E tem mais! Quem eu conheço por conta da costura ou de crafts diversos tem toda essa atitude positiva junto da ação propriamente dita. São pessoas que fazem acontecer de verdade, então o que elas externam em seus posts ou nos papos que temos é muito verdadeiro para mim.

Por isso tudo que a imagem do começo do post faz tanto sentido. "Nunca subestime o poder de uma mulher com uma máquina de costura". Eu acho que ficaria ainda melhor se fosse assim: "Nunca subestime o poder de uma mulher com uma máquina de costura. E com um belo batom vermelho". Essa é a minha auto-ajuda.

Beijos!

19 de ago. de 2013

Costuras da Semana!

Olá!

Aproveitando que os dias andam mais frios aqui em SP, aproveitei para fazer mais hexágonos com os tecidos que sobraram das últimas produções e para continuar formando novas rosetas. A forma de cupcakes que mostrei na semana passada já está com espaços vagos, oba! Saldo de rosetas estampadas até o momento: 37 (de 146).

Na 3a feira, eu e uma amiga querida participamos de uma Ciranda Criativa, do Coletivo Cirandeiras.
As Cirandas têm acontecido no Otto Bistrot (um daqueles sobrados lindos que dá vontade de morar. Até toca-discos tem lá!) e esta foi a terceira realizada.

No início do blog eu disse que neste ano o que der pra eu fazer usando tecido, eu estou topando!
Desta vez, fizemos um colar que tem círculos encapados de tecido e decorados com linhas de bordar. Eu adorei o projeto e já estou inscrita para a próxima Ciranda. Quem quiser ver como foi, tem fotos aqui.

Eu e a Ju (no meio) em ação. 
Delícia fazer coisas assim com amigas!
Foto: Coletivo Cirandeiras

Meu colar praticamente pronto!

Naqueles dias em que estava doente, fiquei pensando num jeito de resolver as minhas costuras que estão paradas e os pequenos consertos e ajustes a serem feitos em algumas peças. Porque sempre é uma delícia começar um projeto novo, mas temos que dar um espacinho para essas outras costuras também, né?
A conclusão foi adotar este método/sequência:
- Fazer um projeto novo
- Fazer um conserto/ajuste
- Retomar projeto parado
- Fazer um conserto/ajuste
- Fazer um projeto novo
- Fazer um conserto/ajuste
E por aí vai... Assim eu consigo dar um jeito nas costuras que foram ficando pra trás, só tenho que controlar um tiquinho a ansiedade, hehehehe!

Sendo assim, consertei a barra de um vestido que estava descosturada. Não levou nem 5 minutos e ele já está pronto para usar de novo. Acabei aproveitando o embalo e consertando um furinho que meu cachorro fez em um vestido, também foi rapidinho. Duas peças de volta ao guardarroupas sem muito esforço!

Depois, retomei o projeto daquele top peplum para fazer conjunto com a saia lápis vermelha, que já está pronta. Ele ficou parado pois tinha uns probleminhas de encaixe da parte do corpo com o babado do peplum (felizmente está maior do que deveria, então estou conseguindo consertar) e eu devo ter ficado com preguiça, rs!

Estudei a situação da peça toda, fiz os ajustes da parte de cima com a de baixo (uma trabalheira só, rs) e fiz o acabamento do decote. Coloquei o zíper invisível, sem traumas desta vez, ufa! Falta terminar o acabamento das cavas, fechar as laterais e fazer a barra. Acho que na semana que vem vou conseguir mostrar o conjunto pronto!

Zíper invisível e eu fazendo as pazes!

Voltando ao tema "topo tudo que vai tecido", nas férias comprei um projeto de boneca Tilda. Nesta semana abri o pacote e dei uma estudada nas instruções. Já tirei os moldes, mas parei por aí. Quando a boneca passar a ter cara de boneca de fato, mostro também.

Kit da Tilda aberto, mãos à obra!

E vamos nessa, pra mostrar costuras terminadas na semana que vem!

Beijos e boas costuras!

15 de ago. de 2013

Ferramentas de Costura - Alfinetes

Olá!

Dia desses, organizando meus alfineteiros (sim, isso está virando uma pequena coleção, rs) eu percebi que tinha alguns tipos diferentes de alfinetes e por isso resolvi preparar este post.

No início a gente nem sempre diferencia muito essas coisas tão pequenas, mas com o tempo a gente vai notando a diferença e ter alfinetes para finalidades específicas acaba ajudando muito. Quando comecei a costurar, lembro bem de ter comprado alfinetes muito grossos e que deixavam o tecido marcado por não saber nada a respeito. Na época minha mãe me "salvou" mandando aqui pra casa um potinho com alfinetes bem melhores, de cabeça simples, rs!

Lá vão os que eu tenho por aqui:


1. Alfinetes de cabeça para confecção (da marca Bohin) - 0,60mm de espessura x 30mm de altura:
Eu tenho tanto destes alfinetes que provavelmente alguém da minha família vai herdá-los, pois certamente não darei cabo deles todos até o fim da vida, rs!
Comprei uma caixa de meio quilo (!!!) em uma viagem e uso estes alfinetes quase que o tempo todo. São pequenos, resistentes e deslizam fácil, sem deixar marcas na maioria dos tecidos. Desempenham o mesmo papel dos alfinetes com cabeça de vidro, mas por não terem nada maior na extremidade, são menos arriscados de emperrar na máquina de costura.

2. Alfinete com cabeça de vidro (da marca Corrente Milward) - 30mm de altura:
Como o próprio fabricante indica, é ideal para marcação em costuras em geral. Eu gosto de usar em tecidos estampados, principalmente, pois ficam mais "aparecidos". O bom de ter a cabeça de vidro é que não corre o risco de derreter a cabeça se for preciso usar ferro de passar.

3. Alfinetes para Patchwork (da marca Sew Mate) - 0,60mm de espessura x 48mm de altura:

Estes alfinetes são mais longos e têm florezinhas achatadas na ponta. Para trabalhos mais volumosos, como no Patchwork, esses alfinetes mais longos são os ideais, assim fica mais fácil prender todas as camadas do trabalho e com isso não forma uma "barriguinha" de volume para costurar. A cabeça achatada ajuda na hora de costurar à máquina. O fabricante indica que pode ser usado na hora de passar (mas tem que tomar cuidado para não passar a cabeça, por ser de plástico).

4. Alfinetes para Patchwork e Tecidos Finos (da marca Clover) - 0,45mm de espessura x 50mm de altura:
Estes foram o que comprei mais recentemente. São os mais finos e pontiagudos que tenho. Já usei para costurar roupas e o resultado é ótimo, pois não deixa marca nenhuma no tecido. São indicados para uso em tecidos finos. Por serem bem afiadinhos, imagino que sejam bons para Patchwork também, pois muitas camadas às vezes dificultam a hora de espetar. Como a cabeça é de plástico, o fabricante indica não usar ferro de passar diretamente nelas.

Eu costumo deixar os alfinetes em suas respectivas embalagens para não misturar. Aquela quantidade que está sempre em uso de cada eu deixo nos alfineteiros, também separados.

Beijos!

12 de ago. de 2013

Costuras da Semana!

Olá!

Agora que estou de volta e devidamente instalada na minha rotina e no meu quartinho de costura, vamos ao resumo da semana!

Retomei o meu vestido Laurel que tinha deixado sem terminar antes das férias. Apesar de ter rolado um estranhamento entre a minha máquina e eu na hora de colocar o zíper invisível, deu tudo certo no final.
O meu segredo nessas situações é largar a costura um pouquinho, aproveitar para limpar e lubrificar a máquina, deixá-la quietinha por uns trinta minutos e na volta está tudo bem, rs!

O zíper não ficou perfeito pois tive que lutar com o pé calcador algumas vezes e, quando eu consegui colocar o zíper, achei melhor não tentar mais uma vez pois estava com receio de danificar o vestido de tanto costura-desmancha-costura. Paciência...

Aí faltava pouca coisa, marcar a barra, colocar o detalhe na frente, fazer o acabamento do decote e a barra com pontos invisíveis à mão (sou fã). Ontem só faltava colocar o ganchinho para fechar na parte de cima e... pronto!

Disfarça a cara de pastel, já tava meio tarde, rs!
Ah, o Astor resolveu participar também!


Disfarça também o treino para fazer um coque banana, hihihi!

Eu amei tudo! Adoro combinar azul com verde e essa rendinha nos detalhes ficou delicada! Eu não estou acostumada a usar roupa mais larguinha, mas como é mais curto eu fico com a impressão que uma coisa compensa a outra. Espero usar bastante!



E o treinamento intensivo de pontos da máquina deixou o acabamento deste vestido ainda melhor. 
Está ficando mais parecido com o overloque. 

E não é que, assistindo uma "maratona" de Mad Men, teve um episódio que a Joan (pra mim, a ruiva mais linda do mundo!) usava um vestido em tons de azul e verde, com as mangas com o detalhe parecido com este que eu fiz? Eu adorei encontrar esta referência no meio do processo todo. Pra quem adora a moda dos anos 60, têm dicas de produção de moda da série aqui.

Mad Men, temporada 6, episódio 4.

Mad Men, temporada 6, episódio 4.

Como eu contei aqui, eu comprei hexágonos novos na Liberty e comecei a costurá-los. Mas aproveitei que já tinha um bom tanto pronto para começar a combinar as estampas entre si e preparar a montagem de novas rosetas.

Já tenho mais de 20 rosetas novas me esperando para serem costuradas e eu fiquei pensando numa forma de organizar esses conjuntinhos. Peguei uma forma de assar cupcakes lá na cozinha e, em cada buraquinho, coloquei material para duas rosetas. Ficou bem arrumado e ainda serve de enfeite para o meu quartinho, rs! Saldo de rosetas estampadas até o momento: 31 (de 146).


Fornada de rosetas em progresso!

As aulas de costura retornaram esta semana e eu resolvi começar a fazer projetos que são realmente novos para mim, como roupas com gancho. Então, um tecido lindo que estava meio que sem projeto aqui em casa está se transformando em shorts. Tenho muita lição de casa para fazer (ajustes de todos os tipos) então nem dá pra mostrar ainda, rs!

O molde veio de uma revista Burda da minha professora, mas achei aqui uma foto e o molde online para mostrar o modelo:

Pleated Shorts - Burda

Ah, o blog completou 5 meses ontem, estou muito feliz!
Obrigada pela visita e pelo carinho!

E lá vou eu, pensando no que mais vou costurar, que delícia!

Beijos e boas costuras!

9 de ago. de 2013

Fazendo compras "oportunas" de tecidos e aviamentos

Olá!

Nos últimos tempos eu concluí alguns projetos de costura usando tecidos e aviamentos que estavam guardados há algum tempo. Alguns foram comprados em viagens, outros em feiras (como a Brazil Patchwork Show e Mega Artesanal) por serem lindos ou por serem diferentes do que estou acostumada a encontrar, então geralmente vão parar em casa sem um projeto certo esperando por eles.

Em situações como estas, a dúvida acaba sendo: "quanto comprar?"
Pela minha observação em relação às compras deste tipo, e por alguns erros de percurso do passado, tem sido razoável para mim o seguinte:

- Para tecidos que eu acho que usarei em vestidos, compro 3 metros.
- Para usar em peças menores, como blusas ou saias cortadas no fio, costuma ser suficiente 1,5 metro.
- Para estas peças menores, só que cortadas no viés, 2 metros costumam ser suficientes. Esta também é uma metragem suficiente para um vestido mais reto e sem volume.
- Aviamentos (como viés) para dar acabamento em cavas e decotes simples: 2 a 3 metros.
- Para acabamentos em áreas maiores ou para usar em mais de um projeto: 5 metros.
- Para projetos/blocos de Patchwork, meio metro ou até menos, (tipo 30 centímetros) se venderem, está bom.

Uma coisa importante é sempre checar a largura dos tecidos antes de comprar.
Aqui no Brasil é praticamente padrão o tecido ter entre 1,40 e 1,50 metro de largura.
Já tecidos americanos costumam ter 1,15 metro de largura e isso faz muita diferença na hora de calcular a metragem a ser comprada.

Por exemplo, usando como referência o meu tamanho de base para o molde do vestido Crepe da Colette, enquanto uma das versões pede 4,50 metros de tecido com 1,15 metro de largura, a mesma versão feita com tecido de 1,50 metro de largura consome 3,80 metros de tecido. Ou seja, são 18% a mais de tecido para pedir para cortar na loja se a largura for esta menor. Não sei se esta quantidade a mais é padrão, mas pode dar uma ideia, né?!

Essa parte de largura não me pareceu interferir muito para projetos de Patchwork, no sentido de tornar um projeto possível ou não, pois acabamos usando muitos cortes pequenos. O que influencia mais é quando a conta é para o tecido de baixo do "sanduíche", para o forro do projeto, sabe? Se o projeto for grande, a largura principalmente do tecido do forro precisará ser considerada.

Eu tenho tecidos lindos comprados em viagens que estão parados porque eu não me atentei à largura deles na hora de comprar. Então, aqueles 2 metros que seriam suficientes para um vestido mais retinho acabam não dando (como tenho o quadril bem largo, preciso usar bem o tecido em relação à largura).
Se isso acontecer, o negócio é respirar fundo e buscar alternativas para usar o tecido lindo, como aquele o conjuntinho de top peplum e saia que eu planejei fazer com um tecido só, mas que está sendo feito com o tecido lindo estampado no top e combinado com outro tecido liso na saia.

Um outro caso parecido, de um tecido que eu achei que viraria vestido mas que é muito estreito, eu agora penso em transformar em blusa ou shorts, aí um tanto vai para a minha colcha de retalhos e, se sobrar algo, uso em algum dos projetos de Patchwork.

Falando em Patchwork, uma coisa que tenho feito é comprar esses pacotinhos lindos com Fat Quarters de tecidos variados. Acabam sendo úteis para projetos pequenos, para os projetos de Patchwork e posso também aproveitar na minha colcha. Assim você tem um bom sortimento de tecidos à mão e sem ter muita sobra depois.

Aproveitando que o assunto tem a ver com compras feitas em viagens, eu gosto também de procurar coisas legais que eu nunca fiz por aqui. Por exemplo, quando estive em Berlin, comprei um projeto de anjo vintage da Tilda, bonequinha de origem norueguesa, mas que ganhou o coração de muitas costureiras mundo afora (né, Lu Gastal?). OK, a boneca não é alemã, mas tinha uma parte da loja que eu fui que era recheada de produtos Tilda e eu não resisti, rs! Veio tudo no pacote, só precisarei comprar o enchimento da boneca, o que é fácil de resolver por aqui mesmo.

Status: abastecida e meio falida, rs!

Tenho que confessar que comecei a escrever este post antes de sair de férias e ter pensado a respeito antes de fazer as compras costurísticas da viagem acabou me ajudando muito! No fim das contas, planejando bem a compra e pensando em alguns detalhes em relação ao que você gosta de costurar, dá certo. E se algo sair do planejado, tudo pode se ajeitar. Ufa! Porque deixar tecido lindo "mofando" não dá, né?!

Beijos!

7 de ago. de 2013

Minha colcha de retalhos - Pesquisa "in loco" na Liberty

Olá!

Nas minhas férias, eu tive a alegria de voltar à Liberty, yay!!! Não vou ficar escrevendo de novo sobre meu amor eterno (rs) e vou direto ao assunto deste post, sobre o que eu encontrei para a minha colcha de retalhos.

Lá na loja estavam à venda conjuntos de retalhos variados Liberty com os papéis para fazer o mesmo processo que estou fazendo aqui em casa. Legal, né?!

Comprei um pacotinho com 50 retalhos e papéis, feliz da vida, rs!


Estava num tipo de cantinho do Patchwork/Quilting, uma mesa cheia de produtos para fazer projetos à mão e à máquina, inclusive com livros à venda. O mais legal deste cantinho era ter uma amostra dos hexágonos montadinhos, uma graça!

Hexágonos variados, ainda com o alinhavo à mão que prende o tecido ao papel.

 O avesso da amostra, com os papéis ainda presos.

Chegando em casa, a primeira constatação que os retalhos são bem bonitos e diferentes do que eu já tenho, o que é ótimo!



A segunda constatação é que tanto o tecido quanto o papel são um pouco maiores do que eu já estou fazendo aqui em casa:

À esquerda, um hexágono de tecido que eu cortei. 
À direita, um hexágono de tecido do kit e meu molde em cima, para dar ideia da diferença de tamanho.

À esquerda, um hexágono de papel do kit e meu molde de papelão em cima, para dar ideia da diferença de tamanho.
À esquerda, um hexágono de papel craft que eu cortei. 

Mas não tem problema, eu vou guardar os papéis para outro projeto (que use no máximo 50 hexágonos) e vou usar os tecidos lindos com os papéis que eu já tenho.

Foi uma delícia voltar à Liberty e ver esse cantinho. Já comecei a usar esses retalhos, serão aproveitados como os "miolos" das minhas rosetas!

Beijos!

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