18 de jul. de 2016

Os looks do primeiro final de semana do Jazz Fest!

Olá!

Como eu contei há alguns dias atrás (aqui), eu e o marido fizemos uma viagem para New Orleans, onde o principal objetivo era ir em todos os dias do New Orleans Jazz & Heritage Festival (traduzindo: Festival de Jazz e da Herança de New Orleans), carinhosamente chamado de Jazz Fest.

O primeiro final de semana serviu para conhecermos o local e, lógico, curtir muitas ótimas atrações musicais! Entre um show e outro, circulávamos pelo Fair Grounds Race Course & Slots (que é o Jockey Club da cidade, conhecendo as atrações culturais como os crafts da região (sim!), exposições, entre outros.

Para não fazer um post gigante para cada dia de festival, rs, reuni aqui os looks que vesti no primeiro final de semana e a minha atração musical preferida em cada um deles.

Como a parte de crafts é linda (além de ser muito legal ter contato com ela através de um festival de música), teremos post só para mostrá-la!


Look do primeiro dia

No primeiro dia, usei meu quase inseparável macacão jeans, com camiseta estampada de galáxia e tênis. Uma variação de algo que já vesti e me senti bem! Eu sabia que a previsão era do tempo esquentar nos dias seguintes, então era a oportunidade de usar o macacão sem passar calor.

Macacão: jeans escuro comprado na Niazi Chohfi (25 de março), ferragens compradas e colocadas no Bazar Mimura (Santo Amaro). Molde: Turia Dungarees da Pauline Alice (Espanha). Post com mais detalhes do macacão aqui.
Tênis: Farm para Adidas

Melhor show do dia: Sharon Jones and the Dap Kings. Conheci o trabalho maravilhoso dela com o "renascimento" da soul music nos tempos de Amy Winehouse (saudades)! Ela já é maravilhosa e ao vivo então...

 
Não achei um vídeo em boa qualidade da Sharon Jones cantando em algum show essa música que eu amo. Ela tem uma energia contagiante que é demais, fora que todas as músicas são lindas!


Segundo dia

Para o segundo dia de festival, onde a atração mais esperada por nós era o Pearl Jam, fui temática com uma camiseta do The Who (por ser uma das bandas do coração de Eddie Vedder) e shorts jeans cortados.

Camiseta: comprei numa loja que fechou... :(
Shorts: Hering
Tênis: Adidas

Eu passei a gostar mais do Pearl Jam quando eles vieram tocar no Brasil pela primeira vez (foi em 2005). Entre algumas músicas, Eddie Vedder lia cartinhas lindas, super se esforçando para se fazer entender em português. E sempre que tem show da banda (e dele sozinho também) eu me encanto mais! Então, a diferença de ver um show nos EUA é a ausência das cartinhas, mas eles são incríveis em qualquer lugar!

 
Dois integrantes do Red Hot Chili Peppers - minha banda do coração - estavam tocando essa música com o Pearl Jam (que eu também adoro)!


Terceiro dia

O dia mais aguardado do primeiro fim de semana do festival (para mim, rs). Era dia do Red Hot Chili Peppers tocar e eu fui temática de novo: camiseta da banda que teve a gola cortada no quarto de hotel com uma tesourinha (veja o vídeo da customização de última hora abaixo), shorts de couro e tênis. Queria tanto prender a minha franja e acabei com um penteado a la Gene Simmons (do Kiss). Passei um pouco de calor por conta do shorts, mas gostei bastante do resultado!



Camiseta oficial do Red Hot Chilli Peppers: comprada no show de 2013 em São Paulo
Shorts de couro sintético: Alexandre Hertchcovitch para C&A
Tênis: Nike

Ver o RHCP em New Orleans teve um gostinho especial, pois a música deles é muito influenciada pelo funk americano dos anos 70, que tem raízes em NOLA. Mais para o fim do show, três integrantes do The Meters - uma das maiores inspirações para eles - tocaram com eles e eu quase caí de costas! Só não coloquei o vídeo que encontrei por ser meio longo, mas se você tiver curiosidade de conferir esse momento lindo, clica aqui.

 
Red Hot Chilli Peppers é a minha banda do coração. Há anos eles começam os shows com essa música, que é uma das minhas favoritas, para agitar a galera! 
Como o som do show está um pouco baixo, se você quiser ver o clipe dessa música (que é bem caprichado, aliás) clica aqui.


Curtindo um festival fora do Brasil

Preciso dizer algo sobre os shows de rock que assisti lá: agora eu entendo porque tantas bandas dizem amar tocar no Brasil (e em outros países da América Latina também). Gente, os caras estão pirando lá no palco e a galera tá toda sossegada, só balançando a cabeça ou no máximo batendo uma palminha. Aqui no Brasil o povo pula praticamente o show todo e grita várias músicas inteiras! Ou seja, eu e o Ricardo estávamos totalmente destoando dos locais, hihihi!

Dá para ver bem essa parte e também a variedade de atrações (musicais ou não) nos snaps do dia, onde também mostrei a customização da camiseta:


Cerca de metade da minha mala era recheada com peças que eu mesma fiz, fico muito feliz que as minhas costuras têm viajado comigo cada vez mais!

Terminado o primeiro final de semana do festival, tivemos alguns poucos dias para conhecer a cidade, com ótimas surpresas que também vou mostrar por aqui, aguarde!

Beijos!

15 de jul. de 2016

Eu fui: Mega Artesanal 2016 (e sobrevivi, rs)!

Olá!

Faz tempo que eu não visitava a Mega Artesanal. Creio que o intervalo de três anos sem ir se deve aos "contras" encontrados na última vez que fui em 2013 (post aqui) e também porque hoje em dia o meu foco está mais em fazer roupas e a feira não oferece muitas opções em relação a essa parte.

Mas minhas queridas amigas Vanessa e Erika me convenceram e reservei um dia inteiro para ver se "pegava mais amizade" pela feira. Da mesma forma que fiz em 2013, vou avaliar a feira pelos contras e pelos prós, vamos lá?



CONTRAS:
- O preço do estacionamento permanece salgado: R$ 40,00 a diária. Melhorias: pagamento com dinheiro ou cartão e também com Sem Parar (que não funcionou logo na minha vez).
- O ingresso de R$ 20,00 pode ser comprado pela internet, mas na noite de 4a feira já não tinha mais disponível para ontem (5a feira). Encaramos uma hora de fila para comprar nosso ingresso e finalmente entrar. Se uma cota maior de ingressos fosse vendida pela internet, certamente a fila diminuiria. A Vanessa tinha ido também no primeiro dia da feira - 4a feira - e levou 2 horas (!!!) para entrar.
- O nosso inverno está bem quentinho há semanas e o ar condicionado não funcionou ou não deu conta da enorme quantidade de pessoas, máquinas e ferros de passar ligados no espaço. Passamos muito, mas muito calor!
- Tem uma praça de alimentação grande, mas estava tudo bem caro também nesse aspecto (Yakissoba a R$ 30,00 e um combo de hot dog, bebida e batata frita a R$ 25,00).
- Se a sua intenção é fazer compras, leve um pouco de dinheiro para garantir. Não vimos caixas eletrônicos por lá.


PRÓS:
- O local permanece o mesmo, lá no começo da Rodovia dos Imigrantes. Mas, depois de uma reforma, mudou de Centro de Exposições Imigrantes para SP Expo. O estacionamento antes bem precário está bem melhor, com um edifício garagem ligado diretamente ao pavilhão de exposições.
- Paguei praticamente tudo com cartão de crédito, voltei com o dinheiro que havia levado para casa.
- Exposições: sei que elas estavam lá como de costume, mas não visitei nenhuma. Não faça como eu, rs, elas sempre valem a pena!
- Apesar de ter muita gente circulando, estava bem possível visitar os stands. O espaço permanece grande e os corredores largos ajudam. Pena que estava tão quente lá dentro!
- As meninas fizeram boas compras de ferragens para bolsas, itens bem específicos para costura como agulhas para costurar com linha metálica e também uma máquina de costura encontrou seu novo lar (que amor!).


Dicas:
1. Leve uma garrafinha para encher com água nos bebedores do local, por conta do preço e do calor. Os bebedouros são poucos e ficam na região dos banheiros, mas resolvem. Se não quiser gastar para comer na praça de alimentação, leve um lanchinho de casa.

2. Aproveite para comprar de fornecedores que não são da sua cidade. Lojas como Niazi Chohfi, no meu caso, eu posso visitar quando eu for na 25 de março, por exemplo.

3. Use roupas e calçados confortáveis!

4. Se quiser participar de alguma oficina (tem um tanto de opções, vale a pena conferir a programação dos seus fornecedores preferidos), chegue cedo. Normalmente a participação é por ordem de chegada e as vagas são limitadas.


Minha visita
Eu quase não fotografei na feira pois estava cheio e eu queria aproveitar a companhia das minhas amigas. Mas aqui vai um vídeo rapidinho registrado enquanto elas concluíam uma compra num dos stands da feira:

O vídeo está mais ou menos, mas dá para ver a muvuca controlada, rs!

Uma das melhores coisas deste tipo de evento é encontrar pessoas com as mesmas afinidades que as nossas. Mais algumas amigas de costuras da região onde eu moro estavam lá e foi ótimo revê-las!


   
Amigas queridas unidas pela costura!

O encontro rapidinho mas sagrado com a Lu Gastal (e Martinha e Sil Bueno, que não estão na foto):

Visita indispensável!


Minhas compras

Continuo firme no propósito de só comprar materiais que eu sei que serão usados em breve, em projetos já determinados. Trouxe para casa dois cortes de linho francês da Le Petit Atelier (de Florianópolis - SC) que serão usados num presente que já está sendo produzido. De outros stands (que eu não lembro quais foram), comprei um pacotinho de alfinetes longos e finos da Clover e mais um dedal fofo para a minha coleção.

Compras bem selecionadas.


Vale a pena visitar?
Sim! Precisa ter um pouco de paciência e, de preferência, ter companhia para dividir os momentos de fila e de calor! Sempre fui sozinha e desta vez foi bem melhor! Erika e Vanessa, contem comigo para irmos no ano que vem, viu?!

Beijos!

6 de jul. de 2016

Frutas e Legumes de Feltro!

Olá pessoal!

Estou colaborando com o bazar da escola da minha filha e, com isso, preciso me dedicar às artes manuais com afinco, para que as peças estejam prontinhas no dia do evento.

Por esse motivo teremos no futuro uma série de posts sobre cada oficina que fizermos, onde vou tentar trazer moldes e as peças que fizemos, para que vocês também possam tentar!

Semana passada foi dia dos pais se reunirem ao redor do feltro e das linhas, na produção de lindas frutas de feltro. Elas foram produzidas como brinquedos, mas eu já tive inúmeras ideias de uso para elas, por exemplo: usar como alfineteiros charmosos e ou como pesos de porta bem divertidos.

A ideia dessa oficina era produzir uma cesta com diversos tipos de vegetais de feltro que depois será vendida no bazar, para a criança brincar.


Inspirações 

Outra mãe lá da escola levou os moldes para fazermos, mas existem inúmeros tutoriais e moldes disponíveis na internet para quem quiser fazer suas próprias frutinhas.

 

 

 

 

 


Minha produção

Fiz uma banana, uma cenoura, alguns morangos (molde aqui) e trouxe para casa melancias e pêras para fazer, porque ficamos sem tempo e sem linha para terminá-las na oficina.
Essas são as minhas versões das frutas que trouxe para casa e pude fotografar.

 

 


Exercitando a criatividade

Achei uma graça fazer frutinhas e, fuçando na internet, descobri muitas outras comidas de feltro. Dá pra fazer um mercado completo para seus pequenos. A minha filha já está se divertindo!


Beijoca,
Ana

1 de jul. de 2016

Costuras de Junho!

Olá!

A primeira metade de 2016 já se foi, este ano está passando rápido, né?! O inverno chegou e eu já contei os meus planos para passar por ele bem quentinha e mais handmade aqui. Apesar de junho ser um mês bem movimentado, consegui concluir um bom tanto de projetos. Vamos conferir o resumo do último mês?


Costuras

Iniciei junho com a blusa Sencha começada. Após concluí-la, fiquei muito feliz com o resultado, valeu a pena tentar fazê-la de novo depois de tanto tempo!

Blusa pronta e que me deixou satisfeita!

Quem ganhou um agrado costurado por mim foi o meu filhote Luke. Fiz um lenço de flanela de algodão para ele, ficou uma graça!

Luke com lenço de flanela! Ai que amor!

Em duas tardes de sábado, fiz uma calça com a Francine Lacerda. A calça Anna era o que eu precisava para retomar a costura de calças!

Retomando a costura de calças em boa hora!

E, para iniciar o inverno oficialmente com uma roupa adequada (ou seja, quentinha), fiz um vestido de veludo com mangas compridas e já saí usando no mesmo dia em que terminei!

Inverno bem recebido com vestido de veludo!


Manualidades

Faltava realmente pouco para terminar a minha blusa de tricô, mas não sei porque não acertei os arremates finais dela. Minha querida professora Solange está me ajudando nesta parte e semana que vem estarei com a minha blusa prontinha, finalmente!

Já iniciei um outro projeto de tricô, mas que é secreto por se tratar de um presente. Como preciso acabar logo, em breve aparecerá por aqui!


Em breve teremos posts sobre cada uma destas peças, com mais detalhes e eu usando, rs!
E que o segundo semestre seja ótimo para todos nós!

Beijos!

29 de jun. de 2016

Minha máquina de overloque - Singer Ultralock 14SH754 - 2 anos depois

Olá!

Aqui estou eu para contar como foi o segundo ano de uso da minha máquina de overloque. Os posts sobre máquina de costura são sempre bastante acessados aqui no blog, então resolvi manter esta avaliação periódica!

Estou com a minha Encantada em uso há um pouco mais de dois anos (o post sobre os primeiros meses de uso é este e sobre o primeiro ano de uso é este), sendo que o nome oficial dela é Ultralock 14SH754, da Singer.

Aproveitei para dar uma olhada geral nos comentários destes primeiros posts sobre a overloque e também reunir algumas informações por aqui!

 Minha Singer Ultralock 14SH754


Manuseio

Neste segundo ano de uso, peguei o jeito de passar as linhas e acertar a tensão, que varia conforme os tecidos e também quantas camadas estão sendo passadas ao mesmo tempo. Nas fotos abaixo, o tricoline de algodão (azul claro florido) está duplo e a flanela de algodão (xadrez e vermelha) está com uma camada só. Continuo testando tudo com um retalho antes de passar a peça definitiva na máquina, para garantir e acertar algo quando preciso.

Eu diria que o maior "pulo do gato" deste segundo ano foi não usar mais fios de overloque e substituí-los por cones grandes de linha, já que consomem bastante. Os fios quebravam muito e, de vez em quando, eu tinha problemas para acertar a tensão deles quando passava tudo de novo.

Eu acredito que, para uso doméstico, os fios vêm em muita quantidade, aí eles acabam ficando velhos e sem resistência. No ano passado, eu já havia me queixado dos fios vermelhos que quebravam o tempo todo. E, para dar uma ideia, em praticamente dois anos de uso, eu nunca usei um cone de fio até o final. Imagina se estes fios que tenho em casa já não estão velhos?

Desde que passei a usar linha no lugar dos fios (que algumas amigas das costuras já faziam e me recomendaram, inclusive), tudo ficou mais fácil e sob controle!

Quando eu fazia aulas de corte e costura com a Lurdes, eu levava quatro retrózes pequenos de linha na cor do tecido para usar a overloque do ateliê, assim não corria o risco de não ter fios e linhas na cor correta. Quando você achar que a cor é muito específica, é algo que você pode fazer!

Já se é uma cor que você vai usar um pouco mais, você pode colocar dois cones grandes de linha nos lugares onde se passam os fios e dois retrózes pequenos de linha onde já se usam linhas.

Agora, para as cores bem básicas, como preto e branco, por exemplo, você pode colocar quatro cones grandes de linha!

Para o overloque em preto, até alguns dias atrás, eu estava usando dois cones grandes de linha no lugar dos fios e dois retrózes pequenos onde já usava linha. Mas isso foi até as linhas pretas que eu tinha acabarem, pois agora ficarão com quatro cones grandes.

Overloque em uso só com linhas.

Ficou mais fácil de deixar os pontos certinhos!

Aqui dá para ver a frente e o verso do tecido com acabamento apenas com linhas.

As dicas básicas de uso, passagem de linhas, limpeza e lubrificação da máquina que mencionei nos outros dois posts continuam valendo!


A Overloque Substitui uma Máquina Reta?

Esta pergunta já apareceu nos comentários e eu resolvi dar uma atenção para ela aqui. Existem três itens que respondem a esta questão:
1. Para costurar malhas, você pode unir partes diretamente com a overloque. Ou seja, a overloque vai costurar e arrematar ao mesmo tempo, mantendo a elasticidade da malha.
2. Para tecidos planos, o ideal é usar a overloque apenas para o acabamento das bordas. Então, neste caso, ela não substitui uma máquina reta. 
3. Para dar acabamento nas peças de malha, é necessário ter outra máquina para costurar as barras (uma galoneira, se o uso for industrial) ou uma reta/doméstica com agulha dupla.


Avaliação Geral

- A máquina é resistente, forte e muito estável, não apresentou nenhum problema desde que a comprei.
- É uma máquina mais barulhenta que as concorrentes, mas só me dei conta depois de usar uma outra overloque em aulas em outro ateliê. De qualquer forma, o barulho não interfere no desempenho da máquina.
- Tive problemas com o uso de fios, mas depois que passei a usar linhas, não tive mais problemas.
- Costurei malhas variadas neste período, com uma ou mais camadas e deu tudo certo!
- O ajuste de tensão das linhas continua sendo feito conforme cada projeto, não há uma regra ou tensão "padrão". Então o teste antes de passar a peça definitiva é fundamental. Se alguma das linhas não está certinha, o jeito é ir ajustando aos poucos, até o ponto ficar correto.
- Usei a máquina para fazer acabamentos de tecidos planos, normalmente passando uma camada só de tecido e deu tudo certo também. O tecido mais grosso que passei foi o jeans, mas também fiz acabamento em veludo, por exemplo.
- A manutenção e a limpeza têm sido fáceis e a máquina atende bem o que eu costumo costurar.


Espero que a minha Encantada continue cumprido bem a sua função aqui no ateliê!

Beijos e boas costuras!

27 de jun. de 2016

Eu fiz: Workshop de Tapeçaria Contemporânea (da Eglair Quicolli)

Olá!

Uma das coisas mais legais de levar uma vida craft é conhecer pessoas que compartilham deste mesmo modo de vida que a gente. Mais legal ainda é acompanhar a evolução do trabalho delas e, de alguma forma, poder participar e aprender com estas pessoas.

Conheci a Eglair Quicolli há um tempo em um desses bazares crafts maravilhosos que acontecem em SP. Tempos depois, uma de suas lindas e exclusivas bonecas veio morar aqui em casa (tenho bastante ciúme dela, aliás). A Glá tem feito mais recentemente um lindo trabalho que envolve tapeçaria e também está ensinando esta técnica.

Um belo dia eu consegui participar de um Workshop de Tapeçaria Contemporânea, voltado para iniciantes. Foi uma tarde ótima com pessoas interessantíssimas e um aprendizado totalmente novo para mim: usar um tear!


Iniciando os trabalhos

Fui super bem recebida numa das salas do House of Work, em Pinheiros. Para cada participante, um kit com um tear manual, fio para fazer o urdume, uma meada de lã natural e uma apostila. Em outra bancada, lãs e fios variados que estavam à disposição para escolhermos.

House of Work, espaço muito legal de co-working em Pinheiros!

Kit de cada participante.

A Eglair explicou os pontos básicos do uso de um tear manual e lá fomos nós explorar as possibilidades com os materiais disponíveis.


Uma tarde de tapeçaria

Eu cheguei lá sabendo que queria algo para enfeitar a parede cinza do meu quarto e, por isso, queria usar cores fortes e contrastantes. Eu adorei ter encontrado materiais com brilhos também! A ideia de ter as franjas longas surgiu na hora mesmo. E algo mais que eu tinha pensado e que também se concretizou foi o uso de texturas variadas.

 
Em ação, foto da Patricia Marcondes.

  
Snaps de uma tapeçaria em progresso.

Os participantes e suas peças ao final do workshop. Vejam como é legal a variedade nas criações, já que todos nós partimos de um mesmo ponto!

 
É muita beleza junta!
Foto da Eglair.

 
Eu, Eglair e minha peça (e um abraço muito feliz e apertado)! 


Tapeçaria na parede

Assim ficou a minha peça, com alguma variedade de pontos, materiais e texturas, já pendurada na parede do meu quarto, junto com mais alguns crafts que estão compondo um belo conjunto (logo menos vai ter post de tudo!):

 

 

É muito amor numa peça só!


Eu amei aprender mais uma técnica manual e adorei o resultado! Espero participar de outros workshops da Glá! E, para quem ficou com vontade de aprender também, fique de olho no Instagram, no site ou na página do Facebook da Eglair pois sempre tem novas datas (até fora de SP) sendo abertas por ela!

Bora trabalhar com as mãozinhas?


Beijos!

23 de jun. de 2016

Armário Handmade de Inverno!

Olá!

O inverno chegou oficialmente esta semana, apesar de já ter dado os primeiros sinais ainda em maio. Por aqui em SP não tem feito tanto frio nos últimos anos, então é hora de avaliar se o que temos no armário vai dar conta das temperaturas mais baixas que já chegaram.

Faz tempo que eu não faço um post como este, do armário handmade da estação, avaliando o que eu já fiz e que quero colocar em uso nos próximos meses, assim como contar quais são os meus planos de costura. Vamos ver o que eu reuni de peças e dicas?


O que já está no armário

Lá em maio, com o Me Made May rolando (fiz dois posts com as peças que usei, aqui e aqui), eu já comecei a pegar algumas peças mais quentinhas do fundo do armário e que vão continuar em uso.


Mangas compridas

Coloquei para uso as peças com mangas compridas, como minha amada blusa de crepe de seda, meus tops cropped de malha e minha camisa de crepe de seda. Essas peças podem ser usadas com casacos por cima e, se necessário, com uma segunda pele por baixo.


  
Post sobre a blusa aqui.

 
Post sobre o meu terceiro top cropped Astoria aqui.


Post sobre a camisa de seda aqui.




Saias com meia calça

Confesso que gosto mais de usar uma saia ou um vestido com meia calça mais grossinha e botas do que usar calças no frio. Esta mini saia foi usada nos últimos dias mais quentes e já está sendo bem útil agora no frio. Outras saias que tenho serão usadas da mesma forma.

 
A saia Mabel em breve vai ter um post para ela, mas já mostrei um pouco aqui.


Blusa de tricô - lã de merino

Finalmente usei a blusa que tricotei no ano passado aqui em SP! A lã é de merino, material natural e bem quentinho. A lã de merino também está sendo usada na próxima blusa de tricô, que está quase pronta.

Post sobre a blusa de tricô aqui.


Capa de lã

Uma peça que também saiu do fundo do armário esta semana foi a minha capa de lã, forrada com cetim, que fiz há uns dois anos atrás. Fico muito feliz de ter feito uma peça como esta, espero usá-la por muitos anos!

Post sobre a capa de lã aqui.


Planos para o armário handmade de inverno

Desde que começou a esfriar mesmo eu comecei a notar que tinha poucos vestidos de mangas compridas. Na verdade, só tenho dois: um chemisier de viscose (que não é quente) e um vestido de veludo cotelê forrado. O que acontece é que, como o frio por aqui não andava realmente frio, a gente se resolvia bem com mangas 3/4 (que eu adoro, aliás) e com casacos ou jaquetas mais finas.

Com essa reflexão, resolvi comprar alguns tecidos para priorizar a costura de três peças:

- Um vestido de veludo com mangas compridas (já está pronto, mostrarei em breve)!
- Um casaco curto de lã
- Uma saia calça para substituir uma saia antiga que já está meio sem graça

Fiz um vídeo mostrando os materiais acima e os planos para eles:

 

OBS: No final do vídeo eu pergunto sobre forros, pois quero aproveitar algo que já tenho em casa. Recebi uma ótima sugestão da Rachel Pinheiro (do blog House of Pinheiro): usar o algodão que eu escolher no corpo do casaco - devo ficar com um dos mais grossinhos - e algum tecido acetinado nas mangas, pois isso ajuda na hora de vestir, o algodão nas mangas pode "segurar" as blusas de mangas compridas!

Além disso, estou prestes a terminar a minha blusa de tricô iniciada em janeiro (sim, sou bem lenta para tricotar mas, em minha defesa, estou sempre fazendo mais alguma coisa junto, rs!).

Vou reformar a camiseta de couro que fiz há pouco tempo, trocando as mangas curtas de couro por mangas compridas de malha. Explico: a camiseta foi feita com um material que não ajuda a pele a respirar, então, mesmo com as mangas curtas, não dá para usá-la no calor (eu já tentei, rs). No frio, só consegui usar se vestisse algo de mangas compridas por cima, tirando um pouco da graça da peça. Então acabei usando poucas vezes a camiseta do jeito que está. Melhor modificar para poder usar mais, não é?!

Próximo projeto: modificar esta blusa de couro sintético!

Depois destas peças estarem prontas, vou retomar os estudos de modelagem de calças. Calças jeans não são quentes e, fora elas, tenho apenas uma calça de veludo cotelê que é mais quentinha.

Ah, entre um projeto e outro de costura, espero conseguir tricotar uma gola nova de lã, luvas e polainas! #oremos


Investimento a longo prazo

Se alguns desses planos não se concretizarem a tempo de usar neste inverno, ao menos estarei mais preparada para o inverno seguinte, então não será desperdício de tempo nem de material. Fazer peças versáteis e atemporais são ótimas opções para as roupas de inverno, que tendem a durar mais tempo por conta do nosso clima.

E você, quais são seus planos handmade para este inverno?


Beijos e boas costuras!

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