29 de abr de 2016

Desafio Me Made May 2016! (#MMMay16)

Olá!

Mais um mês de maio está chegando e, com ele, mais um Me Made May (em português seria "maio feito por mim"). Este é um desafio fotográfico do Instagram (eu participei no ano passado pela primeira vez, os posts que fiz para mostrar o que postei são esse, esse e esse) que sempre reúne muita gente legal e suas criações handmade.


Sobre o Me Made May

Este desafio, que já acontece há algum tempo, foi uma das inspirações para a Patricia e para mim ao criarmos o Desafio Artesanal e o Desafio da Costura, que aconteceu durante o último mês de março (posts aqui e aqui).

Ao ver o post que convida os crafters a participar desta edição (aqui), relembrei de um dos pontos mais importantes: este é um desafio pessoal e não uma competição, muito menos uma corrida para produzir mais e mais peças apenas para mostrá-las.

É uma oportunidade de incentivar uma vida mais handmade não só fazendo peças novas, mas também fazendo um bom uso do que já temos através de novas combinações. Vale também colocar para jogo peças recicladas ou customizadas de alguma forma! As postagens também servem de inspiração para possibilidades que ainda não tínhamos pensado, já que vemos pessoas com vários estilos e gostos!

No ano passado, eu aproveitei para pensar em novas combinações para peças que eu já tinha costurado. O desafio também me ajudou a ver o que eu precisava mudar no meu armário, que tipo de peça está faltando (existe um desequilíbrio "histórico" no meu armário entre muitas partes de baixo e poucas partes de cima, que estou procurando resolver até hoje), que cor diferente que eu poderia vestir, assim como voltar a usar peças que estavam meio esquecidas de uma forma nova.

A Zoe, autora do blog e do desafio, pede que os interessados coloquem nos comentários qual será o desafio pessoal de cada um, reforçando mais uma vez que não é uma competição, muito menos que tenha que ser algo obrigatório. O legal é poder postar todo dia, desde que isso faça sentido para você. Tem que ser prazeiroso e divertido, senão acaba não funcionando, concorda?

Meu desafio

Eu já postei o meu desafio pessoal lá no blog "So, Zo... What do You Know?" e aqui compartilho com você também: 

I, Katia Linden of costurakatiacostura.blogspot.com and @katialinden on Instagram, sign up as a participant of Me-Made-May '16. I endeavour to wear new combinations made with my handmade wardrobe and make some new garments each day for the duration of May 2016.

Eu, Katia Linden do costurakatiacostura.blogspot.com e @katialinden no Instagram, me inscrevo como participante do Me Made May de 2016. Eu me esforçarei para vestir novas combinações a partir do meu armário handmade e farei algumas peças novas, todos os dias durante o mês de maio de 2016.

Este é meu compromisso pessoal e quero muito atingí-lo. Ano passado o resultado foi muito positivo, por isso estou bem animada para este ano!

E, assim como foi o nosso #desafiosrtesanal e #desafiodacostura, esta também é uma ótima oportunidade de conhecer gente diferente, mas unidas pelas mesmas afinidades craft, através da hashtag #mmmay16. No ano passado eu passei a seguir muita gente legal no Instagram, de vários lugares do mundo, é muito gostoso e motivador!

Vou participar postando em inglês e também em português, assim mais pessoas poderão acompanhar (e quem sabe participar também!). Você poderá ver a minha participação no meu perfil do Instagram (@katialinden) ou pela hashtag #katiamademay16, além da hashtag #mmmay16!

#mmm16
Estou tomando parte!

Passa lá no Instagram a partir de maio e confira as hashtags, aposto que você vai gostar do que vai encontrar! Quem sabe não nos encontramos por lá? Participe também!

Beijos!

27 de abr de 2016

Um jogo americano simples e o começo de uma nova amizade com minha máquina industrial

Olá pessoal, como vão?

Faz tempo que eu estive aqui para contar que ganhei minha Ferrari, digo, minha Singer industrial do maridon, não é mesmo?

Pois bem, quando ganhei esse super presente de Natal (há dois anos atrás) pensei: meus problemas acabaram, vou poder fazer tudo que quiser, minhas costuras ficarão perfeitas para sempre mas aí... Acordei!

Acontece que uma máquina industrial é uma coisinha um pouco mais complicada de usar do que as máquinas caseiras e ser proficiente na arte de utilizá-la não é algo muito prosaico.

Logo no começo, fiz uma regata e ajudei minha mãe com uma encomenda grande, mas a maior parte do tempo ela é quem pilotava a bonitona. Resultado? Fiquei com medo da bichinha!

Isso mesmo, pode rir, gargalhar, duvidar: fiquei com medo de usar a minha tão sonhada máquina.
Passei então para outros projetos, desconversei, fiz tricô e crochê e fui me tapeando. Mas algo não estava certo e isso foi me deixando mal comigo mesma... Puxa vida, quis tanto ter uma máquina como essa pra agora simplesmente travar e não conseguir usar? Assim não pode, né?!

Resolvi então traçar uma estratégia para fazer amizade com ela: começar por projetos muito simples, apenas para treinar seu manuseio, ganhar confiança no pedal e conseguir controlar a velocidade, que para mim era o principal problema.

Para começar, pensei em um jogo americano, cujo tecido eu ganhei de presente da minha mãe, que também fez o favor de deixá-lo cortadinho, pronto para ser costurado! Vamos lá?

No começo fui bem devagar, testando a velocidade e o manejo da máquina para baixar e levantar a agulha do tecido. Tive alguns problemas com a bobina, reli o manual, estudei as figuras e consegui contorná-los.

Em menos de uma hora tinha terminado as seis peças do meu mais novo joguinho americano, que ficou com uma costura linda e eu venci o medo.


Pode parecer bobeira minha, afinal esse projeto é o mais simples possível, mas o que importa foi que fiquei orgulhosa da minha coragem e comecei, ainda que timidamente, uma nova amizade com a bonitona.

Sinto que em breve seremos íntimas!

Beijoca para vocês,
Ana

20 de abr de 2016

Look do Dia: Blusa de Cetim e Shorts Jeans Cortado!

Olá!

Ultimamente, tenho repetido a costura de alguns projetos que gostei muito. Na verdade, estou aproveitando para fazer novas versões em tamanhos menores que os primeiros e também para fazer ajustes na modelagem que antes eu não sabia fazer. Desta vez, resolvi fazer uma blusa Taffy em cetim.

Este modelo já apareceu muito por aqui em outras três versões de algodão, mas era uma vontade antiga minha fazer a blusa num tecido mais fluido. Quando achei esse tecido chamado Toque de Seda (que é um cetim de poliéster) com uma estampa fofa, resolvi que era a hora. Eu evito comprar tecidos sintéticos, mas a estampa me chamou a atenção e resolvi dar uma chance, rs!.



Um novo molde para um projeto já conhecido

Para esta nova blusa, tracei um molde novo da blusa Taffy (que veio do livro da Colette Patterns), menor que os anteriores (oba!). Retomei as faixas na parte de trás para amarrar e acinturar a blusa, pois havia omitido em duas blusas por não ter gostado da posição da primeira. Posicionei as faixas na altura certa da minha cintura, que fica acima da marcação original do molde.

Uma alteração importante que eu precisava fazer era tirar a sobra de tecido que sempre houve no decote, acabava ficando uma abertura/dobra esquisita, sabe? Mesmo com a blusa menor, era preciso modificar. Usei uma das blusas anteriores para medir qual teria que ser a abertura ideal do decote e alterei o molde neste aspecto.

Com tanta coisa nova acontecendo com este projeto tão "da casa", só uma peça piloto para responder se eu já tinha melhorado tudo o que eu precisava, né?!

Usei um tricoline que estava parado há um tempão aqui em casa e ficou bem legal! Tanto que eu vou fazer os acabamentos das barras todas para colocar em uso ou então para presentear alguém!

 Peça piloto aprovada!

Blusa nova

Esta blusa é cortada no viés e esta não é uma tarefa muito simples de se fazer em um cetim. Eu usei a própria estampa para me guiar se não estava distorcendo o tecido (o cuidado para não esticá-lo é maior!) e deu certo. As alterações no molde ficaram legais também neste tecido, fiquei bem satisfeita!

 

Os acabamentos foram feitos com um viés de cetim cinza comprado pronto, ele é bem estreito e um pouco mais duro que o tecido, mas não chegou a atrapalhar. As fitas para amarrar nas costas foram feitas do próprio tecido da blusa, para não ficarem destacadas.

 

 

 
Muito amor por essa manga!

Tive bem mais trabalho para fazer esta blusa se comparada com as primeiras versões em algodão. Por outro lado, superei o trauma de fazê-la em um tecido mais fluido (tentei pela primeira vez em um chiffon, que foi um dos primeiros "deu ruim" aqui do blog, rs). Alguns detalhes da nova peça eu fotografei e virarão posts com dicas de costura, aguarde! ;)


Look do Dia

Usei a blusa com um shorts jeans antigo que eu tinha, mas que não me deixava feliz por ter uma barra italiana que o deixava com uma aparência pesada. Desmanchei e cortei a barra, aí resolvi deixar desfiar sozinha (porque fui adolescente nos anos 90 e isso era uma das coisas que eu mais fazia: passar a tesoura sem dó nas roupas! Será que era um sinal? Rs!). O shorts ficou mais fino visualmente e eu achei que ficou bom com a blusa também levinha. Combinei tudo com minhas espadrilles clarinhas, adorei!

 

 

O que eu mais amo nessa blusa são essas mangas que parecem um godê. Além de tirar a blusa do básico, fica com um movimento tão legal!

  
Manga esvoaçante!

Blusa de Cetim: Tecido Toque de Seda - poliéster - da loja Mongard (Pinheiros), viés de cetim Zuza Armarinhos (Pinheiros). Molde da blusa Taffy do livro "The Colette Sewing Handbook".
Shorts Jeans: Hering
Espadrilles: Cervera

Neste dia, visitei o projeto Fora da Moda no Sesc Ipiranga. Mais um Sesc que eu adorei conhecer! O projeto vai até outubro, mas vale a pena visitar mais de uma vez já que as exposições, instalações e intervenções serão temporárias. Vou contar mais detalhes em um próximo post!

Gostou?
Eu adorei!

Beijos e bom feriado!

19 de abr de 2016

Um tecido de presente e uma camiseta "vapt-vupt"

Olá!

Esses dias recebi um pacotinho de presente da minha madrinha, que é uma exímia costureira! Sempre que esses pacotinhos chegam, fico dando pulinhos, igual criança que ganha presente, sabe?

Desde pequena isso acontece pois a minha madrinha é daquelas pessoas que te dão presentes incríveis! Não pelo valor em dinheiro, mas por ser exatamente aquilo que você quer! Não sei como é possível, mas ela sempre acerta na mosca e dessa vez não foi diferente.

Ela me mandou uma blusa, uma camiseta mais soltinha, do jeito que eu gosto e um tecido parecido com um bilhete:

Pode mais amor?? ("Madras" é a forma carinhosa que eu chamo minha madrinha!)

Além de me mandar uma blusinha linda de presente, me manda outro tecido para eu tentar tirar o molde e fazer outra! É demais! 

Resultado? Não sosseguei até chegar em casa, para começar esse projeto.

Sei que parece algo extremamente simples (e é!) mas eu nunca costuro malha e queria muito que desse certo, pois esse projeto é um coringa, que você pode repetir pro resto da vida e ter sempre uma blusinha bonitinha para sair!
Liguei para minha madrinha, para agradecer e pedir algumas instruções básicas. Comecei tirando o molde da blusa que ganhei em papel. Segundo minha Madras, no caso de blusas em malha, não precisa colocar margem de costura pois o tecido estica e dá certo... Então só precisa adicionar as margens da barra, da manga, da gola e pronto!

 

 

Uma vez que o projeto esteja cortado, a costura é a coisa mais simples do mundo né? Usei minha overloque para fechar ombros e laterais e também para finalizar as extremidades (Esse passo foi uma história a parte, para um outro post). 

Na máquina caseira, fiz as barras com ponto zig zag bem pequenininho, pois segundo minha mestra-madrinha fica mais elástico e não forma babados... Nada como ter especialistas na família!

Em menos de 15 minutos estava provando minha nova criação, feliz da vida com o mundão de possibilidades que ela me dá... Já deu até coceira de comprar mais malha para tentar!
 

Encontrei vários tutoriais de camiseta bem bacaninhas e simples de seguir, por isso não tenham medo: façam que é sucesso garantido! Um molde testado e aprovado pela Katia é a Plantain T-Shirt (posts aqui e aqui)!

Assim que aprontar mais venho contar para vocês!

Tentem em casa e depois me contem no que deu!

Beijoca,
Ana

15 de abr de 2016

Look do dia: Colete de Sarja (da Revista Burda)

Olá!

Eu tenho sido muito seletiva para escolher as novas peças a serem costuradas. Preciso investir em mais peças separadas, portanto preciso conter a tentação de não fazer novos vestidos e macacões. Quando vi esse colete na revista Burda de janeiro, decidi na hora que teria que fazê-lo.

Quase não tenho peças pretas e lisas no meu armário, além de não ter nenhum colete. Este modelo, usado fechado, pode ser vestido sem nada por baixo, cumprindo também a função de uma blusa.

O tecido escolhido foi uma sarja com elastano leve, conforme sugerido na revista. O charme da peça fica por conta do zíper metálico aparente (o que faz a colocação bem certinha dele ser imprescindível) e esse fechamento lateral que lembra as jaquetas biker de couro.

Além das instruções detalhadas da seção "Curso de Costura Ilustrado" da revista, acompanhei também o vídeo do programa Burda na TV, ajudou muito na montagem!


Detalhes

Para mim, o resultado final ficou muito especial!

 



Alguns detalhes me chamaram a atenção nessa peça, como ela ser toda pespontada, até nas pences:

 
O zíper metálico aparente e com fechamento lateral:
 



Look do dia

Usei o colete para ir a um show de rock, durante a semana. Acho engraçado quando me dou conta que tenho pique para este tipo de programa, ainda mais depois de um dia habitual de dona de casa, rs!

Eu queria usar o colete junto com uma saia de paetês que eu tenho, mas ela não está vestindo muito bem, então fui de calça jeans e botinha. Aproveitei que estava empolgada e caprichei na maquiagem e no cabelo com babyliss.



Colete: sarja leve com elastano comprada na Tecidos N.A. (Santo Amaro), molde da revista Burda de janeiro/2016
Calça jeans: Levi's
Bota: Schutz
Bracelete: L'Oiseau Vintage


Mais um show de rock

Preciso dizer que foi um dos melhores shows da minha vida! Era a segunda vez na mesma semana que assistia ao Eagles of Death Metal (a primeira foi no Lollapalooza, quando usei a capa dourada, contei aqui).

A abertura ficou por conta do Vintage Trouble, que também tocou no Lollapalooza, mas que eu não tinha visto lá no festival e ainda não conhecia. Foi uma surpresa maravilhosa e super animada, eu adorei!

Dancei e pulei tanto, faz tempo que eu não curtia tanto um show, sabe? Eu me diverti muito no show do EODM no Lolla e neste segundo eu curti mais ainda! Eu devia ter tirado pelo menos uma foto depois do show, estava acabada, rs! É um daqueles momentos da vida em que você se livra um pouco dos problemas e das preocupações, para mim a música cumpre muito este papel!

Ah, eu quero combinar este colete com outras peças que tenho no armário, espero em breve mostrar por aqui!

Gostou? Eu adorei!

Beijos!

14 de abr de 2016

Fashion Experience - uma instalação para pensar sobre a moda

Olá!

Já faz um tempo que esta instalação passou alguns dias montada na calçada da Fiesp, lá na avenida Paulista, mas creio que ainda está em tempo para falar sobre ela. O pessoal do Fashion Revolution Brasil (que eu conheci através do documentário The True Cost, contei sobre ele aqui) fez um trabalho muito legal, uma experiência rápida mas impactante sobre como a indústria da moda funciona para praticar preços tão baratos: o Fashion Experience.


Fashion Experience

Lá da calçada, uma vitrine bonita, bem iluminada e chamativa. Lógico que indica também "preços inacreditáveis". Poderia ser a vitrine de qualquer fast fashion que a gente conhece, certo?


Logo ao lado, uma entrada levava aos bastidores da bela vitrine: um local um tanto escuro, fechado e abafado; uma projeção mostrava uma mulher costurando incessantemente, em looping: para aquela vitrine existir, havia por trás um trabalho cansativo e sem fim. Não precisei ficar muito tempo lá dentro para entender que eu estava num ambiente que parecia uma oficina de costura chamada de sweatshop.

Ao sair desta parte, você chegava à parte final, com frases encorajadoras de uma revolução, com dados referentes ao trabalho brasileiro na indústria têxtil (com alguns dados positivos!) e era convidado a publicar uma foto em suas redes sociais questionando "quem fez as minhas roupas?".


Clique na imagem que ela aumenta, vale a leitura!

Eu não tinha feito o vestido que estava usando no dia, mas comprei de uma marca do Rio que adorei conhecer - a Biombo - no Mercado de Estilistas Independentes (contei aqui), que já é uma situação bem diferente da vivenciada ali naquele espaço.

Eu sugeri para eles terem também uma placa "eu fiz minha roupa"!

Uma das frases que mais chamou minha atenção!


Fashion Revolution Week - 16 a 24 de abril

Para quem se interessa por esse assunto, nos próximos dias o Fashion Revolution Brasil fará uma série de eventos em muitas cidades brasileiras para promover o Fashion Revolution Week, para promover a moda e o consumo conscientes.

O dia 24 de abril foi escolhido como a principal data da iniciativa por ser o dia em que o edifício Rana Plaza, que abrigava oficinas de costura em Bangladesh, desabou em 2013, deixando mais de 1.133 mortos e 2.500 feridos.

Por mais que a gente esteja num movimento diferente de muita gente, pois estamos aqui costurando e produzindo muitas peças artesanais, nós também fazemos parte desta indústria. Por isso mesmo eu vou participar, quero me informar mais para poder fazer mais!

A agenda dos eventos está na página do Facebook do Fashion Revolution Brasil, não deixe de conferir!

Beijos e boas costuras conscientes para você!

13 de abr de 2016

Loja de Lãs e Fios Naturais da Dona Henriquetta Achutti

Oi, gente!

Não sei se vocês sentem a mesma dificuldade que eu para encontrar materiais específicos para artesanato, de boa qualidade, aqui no Brasil.  Recentemente fiz um post sobre as lãs naturais que comprei durante minhas férias, no Uruguai e na Argentina (aqui), material que sempre tive dificuldade de encontrar por aqui.

Fuçando pela internet, encontro sempre os mesmos fornecedores e os mesmos fios, geralmente muito caros e, por mais que eu busque, não encontro nada muito bacana ou novo.

Esses dias, estava revisitando meu material de fazer bonecas Waldorf (post aqui) e me lembrei do Ateliê da Dona Henriquetta Achutti.

 

Essa senhora já falecida, mas cujos filhos continuam seu legado, dedicou sua vida à produção de materiais provenientes de lã natural de carneiro como os famosos recheios das bonecas Waldorf, mas também se dedicou a fiação e ao tingimento de lã.

Decidi que tinha que passar pela loja para conhecê-la (tenho uma grande amiga que morava muito perto da casa da Dona Henriqueta e já havia me levado lá, mas estava fechado, então eu sequer conhecia o lugar). Liguei para essa mesma amiga e, na mesma tarde lá fui eu conhecer o trabalho tão lindo dessa senhorinha famosa.

 
Julia na entrada da loja, encantada com as lãs tingidas secando.

Na loja da dona Henriqueta você encontra lã cardada para recheio das bonecas, lã em mechas, utilizadas principalmente nos trabalhos de feltragem, mas que também é usada para tricô e outros trabalhos manuais. Além disso, tem lã fiada em três ou quatro espessuras diferentes na coloração natural ou tingida.

Nesse dia em que estive havia pouca variedade de cores mas, a Michele - que nos atendeu, disse que em breve haverá mais novidades.

Que loja linda!

Escolhi 4 tons entre marrom e cinza para o novo projeto do xale e comprei uma meada imensa de lã em cor natural para aprontar algo para o meu marido (momento emocionante: é a primeira vez na vida de artesã que ele me faz uma encomenda, então o resultado terá que ser pra lá de caprichado!)


 

Saí de lá saltitante, morrendo de vontade de colocar a mão na massa e adivinha? Assim que o primeiro trabalho estiver pronto, venho mostrar para vocês!

Beijoca,
Ana

12 de abr de 2016

Livro do Mês: O Grande Livro da Costura - Seleções do Readers Digest (1979)

Olá!

Faz tempo que eu não mostro mais um dos meus livros aqui no blog, não é?! Explico: quando eu comecei a costurar, comprei muitos livros na empolgação de iniciante, mas alguns deles permanecem intocados até hoje aqui no meu ateliê. Muitos são lindos e inspiradores, mas não fiz nenhum projeto, por exemplo.

Os livros que eu tenho mais usado nos últimos tempos são aqueles em que eu posso consultar assuntos gerais de costura, modelagem, acabamentos. Sempre dou uma olhada no livro da Burda Portugal (A Costura Tornada Fácil - tem post sobre ele aqui), na minha apostila do Senac (Modelagem e Confecção Feminina - post sobre o curso aqui) e n'O Grande Livro da Costura.

Este último é um xodó que eu tenho, pois é uma raridade que eu garimpei pela internet e acabei ganhando de presente do marido há algum tempo. Sei que PDFs do livro digitalizado circulam pela internet e foi assim que eu fiquei sabendo da existência dele uns anos atrás.

O que complica em um PDF (só de imagem) de um volume tão grande é a dificuldade de consultar, sabe? Foi aí que eu resolvi procurar um volume impresso, com a vantagem de ter um índice muito detalhado, para ser uma das minhas principais fontes de pesquisa.


O que torna este livro tão especial? Ele realmente é grande, tem 515 páginas, rs! É um livro que aborda em detalhes, tanto no texto quanto nas ilustrações e imagens, muitos temas recorrentes na costura e na modelagem.


Equipamentos e Técnicas de Costura

Esta é a principal parte do livro, que inclui:

- Equipamento de costura (sobre cantinho de costura, ferramentas de medida, como funciona uma máquina)
- Moldes, tecidos, forros e entretelas (como tirar medidas, como reconhecer o formato do corpo, fibras e tecidos, forros e entretelas)
- Para que a roupa assente bem (técnicas de ajuste, alterações básicas e mais complexas)
- Como traçar seus próprios moldes (com a construção de bases de saia, vestido, blusa, gola, manga e calças)
- Preparação para costurar (preparação e corte da peça, marcações)
- Pontos básicos (pontos de costura à mão e à máquina)
- Costuras (como costurar uma peça de roupa à máquina, acabamentos, corte princesa)
- Pinças (que hoje conhecemos por pences) e pregas
- Pregueados e plissados
- Franzidos, casas de abelha e babados
- Decotes (acabamento com revel, com vivo e etc.)
- Golas (tipos de golas, golas deitadas, levantadas e altas)
- Linha da cintura, coses e cintos
- Mangas e punhos
- Bolsos (tipos de bolso, bolso chapado, embutido na costura, de avental, cortado)
- Bainhas e outros arremates para beiradas
- Zíperes (centrado, aplicação com transpasse e com carcela)
- Botões e outros tipos de fechamento (casas diversas, aselhas, colchetes)
- Estilo alfaiate (noções básicas, processo de construção básico)
- Confecção para a família (confecção para crianças, consertos, alterações, renovações)
- A costura na decoração (capas, almofadas, colchas e cortinas)

Por exemplo, consultei este livro quando estava fazendo minha primeira camisa sozinha (post aqui). Fiquei com dúvida na hora de montar a gola com pé e, no capítulo correspondente, encontrei a informação que eu precisava, com um passo-a-passo bem ilustrado.

 

Gola terminada com sucesso com auxílio do livro, só faltava pespontar.


Projetos com molde

Por fim, ao final o livro possui alguns projetos de costura, com moldes que precisam ser ampliados antes de usar.
Os projetos são de roupas para crianças, roupões, algumas peças de roupa feminina (duas saias, vestidos, camisolas e uma calça)

Também tem alguns projetos para casa e para presentear como brinquedos de tecido, colcha de retalhos, jogo americano, entre outros.


Valeu o investimento

Enfim, é um livro bem completo e que valeu a pena o garimpo e o investimento. Quando temos bons livros para consulta, a necessidade de comprar novos livros do mesmo gênero diminui consideravelmente!

Caso você tenha interesse em procurar um destes para você, deixarei aqui as informações da edição que eu tenho:

O Grande Livro da Costura - Seleções do Readers Digest
Portugal, 1979

(Comprei o meu exemplar num sebo do Rio, através do site Estante Virtual. Meu livro está em ótimo estado e a capa dura ajuda muito na conservação do livro)

Beijos!

8 de abr de 2016

Look do dia: Macacão, camiseta e lenço para o Lollapalooza!

Olá!

Depois da zoeira do primeiro dia de Lollapalooza, eu resolvi apostar em algo mais tranquilo para o segundo dia. Explico: eu descuidei do protetor solar no dia anterior e fiquei com os braços e o colo queimados de sol (erradíssimo, eu sei...), não estava calor e a chuva que não caiu no primeiro dia de festival acabou caindo no segundo, mesmo que no finalzinho.


Look do dia

Acabou que eu escolhi peças feitas por mim e que já apareceram aqui no blog, mas quis mostrar a combinação para vocês mesmo assim. Por conta dos óculos e do batom, ficou tudo bem colorido!

 
Note que a camiseta é irmã da usada no dia anterior, fiquei com o decote igual só que com mangas compridas para amenizar o efeito do vermelho do colo. #realidades

 Com o lenço!



Camiseta: malha de viscose e elastano - visco flamê - comprada na Mediterrâneo (Bom Retiro), molde gratuito da camiseta Plantain, da Deer and Doe (França)
Macacão: jeans escuro comprado na Niazi Chohfi (25 de março), ferragens compradas e colocadas no Bazar Mimura (Santo Amaro). Molde: Turia Dungarees da Pauline Alice (Espanha).
Lenço: kit com material e projeto La Droguerie (França)
Tênis: Farm para Adidas
Óculos: Ray Ban


Mulheres Inspiradoras

Dos shows que assisti neste segundo dia de festival, os que eu mais amei foram do Alabama Shakes (que assisti pela primeira vez no Lolla de 2013 e pirei) e de Florence + The Machine (que também já tinha assistido ao vivo antes). Ter visto outros shows das duas bandas só me deixaram com mais expectativa e, felizmente, não decepcionaram!


 
Mulheres maravilhosas E que tocam guitarra: amo!

  
Vamos nos abraçar, Florence?

Foram shows perfeitos, com músicas lindas e aquela energia super contagiante, sabe? E ter essas mulheres maravilhosas a frente destas bandas (sendo que Florence fechou o festival) é muito inspirador!

(Fora que aquele fundo brilhante do show da Florence era muito incrível!) 

E assim que mais um Lollapalooza terminou. Esperando desde já pelo próximo!

 


Gostou?
Espero que sim!

Beijos!

7 de abr de 2016

Look do Dia: Capa Dourada de Lamê para o Lollapalooza! (com tutorial)

Olá!

Mais um Lollapalooza aconteceu do lado de casa e lá estávamos eu e o marido para conferir dois dias de música e diversão. Eu amo ir a shows, mas festivais tem um gostinho diferente: um público mais variado e a possibilidade de ver vários artistas (às vezes alguns que são novos para nós) num evento só.

No ano passado, quando começaram a falar quem estaria na edição deste ano, fiquei muito feliz por saber que o Eagles of Death Metal estaria por aqui. Nós gostamos muito da banda e eu já me animei para ir no festival no dia em que eles tocassem.

Em novembro, os atentados em Paris me deixaram com uma séria dúvida se eles viriam mesmo (era a banda que tocava no Bataclan, onde aconteceu aquele atentado horrível). Contei mais sobre o que senti na época aqui. Passado um tempinho, vi que eles estavam retomando a agenda de shows, porque a vida continua, certo?

Aí, feliz da vida que eu assistiria a dois shows da banda em uma semana (sim!), resolvi costurar uma capa dourada, inspirada por esse vídeo:

Minha música preferida do EODM!
Aqui tem dancinha nada a ver, Josh Homme lindo e muita zoeira em Los Angeles!
(E pra quem não conhece a banda... não, não é metal, rs!)

Sim, porque aqui a gente gosta de zoeira! Tem hora para tudo, mas os momentos de zoeira também precisam ser valorizados, rs!


Fazendo a capa

Comprei um metro de lamê dourado, a quantidade foi definida "a olho", para fazer uma capa para ir no show. Em casa iria resolver como transformá-lo numa capa.

Pesquisei alguns moldes pela internet e vou deixar os links aqui caso alguém esteja com planos de fazer uma capa:


No fim das contas, minha capa foi feita assim:
1. Com o tecido dobrado ao meio (lembrando que ele tinha 1,5m de largura x 1m de altura), fiz uma abertura arredondada para o decote das costas, medindo 4cm de altura por 10cm de largura, assim a abertura final ficou com 20cm. Usei a medida do decote do meu primeiro quimono como referência.
2. Deixei 50cm reto na lateral e, a partir daí, fiz uma curva até chegar na parte de baixo. Lembrando que o centro (na região da dobra) também precisa sair reto, para não formar nenhum bico.


3. Cortei uma fita de viés com o que sobrou depois da capa cortada e apliquei no decote, deixando duas pontas para poder amarrar no pescoço.

 

4. Passei as bordas na overloque e fiz uma barrinha estreita para dar acabamento no restante da capa.

 

 
 Pronta!

Depois de ver os modelos que encontrei na internet, concluí que:
- Com o tanto de tecido que eu tinha, ficou bom!
- Com 1,5m, eu teria feito uma capa toda em godê.
- Com 2m ou mais, daria para fazer uma capa mais sofisticada, talvez até com uma touca.


Look do dia

Com a capa pronta, fui pensar no restante da roupa. O dia estava quente e tinha alguma chance de chuva. Queria vestir preto e cinza, como Jesse estava no vídeo. Ah, sim, tinha que usar óculos aviador (eu tenho!) e suspensório (opa, também tenho), porque Jesse sempre usa, rs!

Combinei a camiseta de setas que fiz há pouco tempo com uma saia preta velha de guerra. Usei um shorts por baixo para garantir o conforto para pular, dançar, sentar e levantar do chão. As botinhas de plástico garantiriam pés secos e sem barro se chovesse, mas não choveu.

 

 

 
E quando que a gente sai por aí trabalhada numa capa dourada? Rs!

 


Capa dourada: tecido de lamê comprado na N.A. Tecidos (Santo Amaro), modelagem feita por mim (acima).
Camiseta: Malha de viscose estampada da Aime Comme Marie para Motif Personnel (França), molde gratuito da camiseta Plantain, da Deer and Doe (França).
Saia: C&A
Botas: Melissa
Óculos: Ray Ban

Eu adorei como ficou o look todo, mas confesso que usei a capa durante o show do EODM e depois tirei porque, pode não parecer, mas era quente! Aí à noite esfriou um tanto e eu coloquei de novo para tampar um pouco o vento, pois esqueci de levar uma blusa...


Inspirações do festival

O Lollapalooza sempre tem uns cantinhos super gostosos para dar um tempo entre os shows, eu adoro! Queria fazer algo assim na varanda da minha casa!

 

 

 

E esses lambe-lambe estavam maravilhosos!

 

 

 

Ainda teremos mais um post sobre o segundo dia do Lolla, aguarde!

Beijos!

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