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29 de jun. de 2016

Minha máquina de overloque - Singer Ultralock 14SH754 - 2 anos depois

Olá!

Aqui estou eu para contar como foi o segundo ano de uso da minha máquina de overloque. Os posts sobre máquina de costura são sempre bastante acessados aqui no blog, então resolvi manter esta avaliação periódica!

Estou com a minha Encantada em uso há um pouco mais de dois anos (o post sobre os primeiros meses de uso é este e sobre o primeiro ano de uso é este), sendo que o nome oficial dela é Ultralock 14SH754, da Singer.

Aproveitei para dar uma olhada geral nos comentários destes primeiros posts sobre a overloque e também reunir algumas informações por aqui!

 Minha Singer Ultralock 14SH754


Manuseio

Neste segundo ano de uso, peguei o jeito de passar as linhas e acertar a tensão, que varia conforme os tecidos e também quantas camadas estão sendo passadas ao mesmo tempo. Nas fotos abaixo, o tricoline de algodão (azul claro florido) está duplo e a flanela de algodão (xadrez e vermelha) está com uma camada só. Continuo testando tudo com um retalho antes de passar a peça definitiva na máquina, para garantir e acertar algo quando preciso.

Eu diria que o maior "pulo do gato" deste segundo ano foi não usar mais fios de overloque e substituí-los por cones grandes de linha, já que consomem bastante. Os fios quebravam muito e, de vez em quando, eu tinha problemas para acertar a tensão deles quando passava tudo de novo.

Eu acredito que, para uso doméstico, os fios vêm em muita quantidade, aí eles acabam ficando velhos e sem resistência. No ano passado, eu já havia me queixado dos fios vermelhos que quebravam o tempo todo. E, para dar uma ideia, em praticamente dois anos de uso, eu nunca usei um cone de fio até o final. Imagina se estes fios que tenho em casa já não estão velhos?

Desde que passei a usar linha no lugar dos fios (que algumas amigas das costuras já faziam e me recomendaram, inclusive), tudo ficou mais fácil e sob controle!

Quando eu fazia aulas de corte e costura com a Lurdes, eu levava quatro retrózes pequenos de linha na cor do tecido para usar a overloque do ateliê, assim não corria o risco de não ter fios e linhas na cor correta. Quando você achar que a cor é muito específica, é algo que você pode fazer!

Já se é uma cor que você vai usar um pouco mais, você pode colocar dois cones grandes de linha nos lugares onde se passam os fios e dois retrózes pequenos de linha onde já se usam linhas.

Agora, para as cores bem básicas, como preto e branco, por exemplo, você pode colocar quatro cones grandes de linha!

Para o overloque em preto, até alguns dias atrás, eu estava usando dois cones grandes de linha no lugar dos fios e dois retrózes pequenos onde já usava linha. Mas isso foi até as linhas pretas que eu tinha acabarem, pois agora ficarão com quatro cones grandes.

Overloque em uso só com linhas.

Ficou mais fácil de deixar os pontos certinhos!

Aqui dá para ver a frente e o verso do tecido com acabamento apenas com linhas.

As dicas básicas de uso, passagem de linhas, limpeza e lubrificação da máquina que mencionei nos outros dois posts continuam valendo!


A Overloque Substitui uma Máquina Reta?

Esta pergunta já apareceu nos comentários e eu resolvi dar uma atenção para ela aqui. Existem três itens que respondem a esta questão:
1. Para costurar malhas, você pode unir partes diretamente com a overloque. Ou seja, a overloque vai costurar e arrematar ao mesmo tempo, mantendo a elasticidade da malha.
2. Para tecidos planos, o ideal é usar a overloque apenas para o acabamento das bordas. Então, neste caso, ela não substitui uma máquina reta. 
3. Para dar acabamento nas peças de malha, é necessário ter outra máquina para costurar as barras (uma galoneira, se o uso for industrial) ou uma reta/doméstica com agulha dupla.


Avaliação Geral

- A máquina é resistente, forte e muito estável, não apresentou nenhum problema desde que a comprei.
- É uma máquina mais barulhenta que as concorrentes, mas só me dei conta depois de usar uma outra overloque em aulas em outro ateliê. De qualquer forma, o barulho não interfere no desempenho da máquina.
- Tive problemas com o uso de fios, mas depois que passei a usar linhas, não tive mais problemas.
- Costurei malhas variadas neste período, com uma ou mais camadas e deu tudo certo!
- O ajuste de tensão das linhas continua sendo feito conforme cada projeto, não há uma regra ou tensão "padrão". Então o teste antes de passar a peça definitiva é fundamental. Se alguma das linhas não está certinha, o jeito é ir ajustando aos poucos, até o ponto ficar correto.
- Usei a máquina para fazer acabamentos de tecidos planos, normalmente passando uma camada só de tecido e deu tudo certo também. O tecido mais grosso que passei foi o jeans, mas também fiz acabamento em veludo, por exemplo.
- A manutenção e a limpeza têm sido fáceis e a máquina atende bem o que eu costumo costurar.


Espero que a minha Encantada continue cumprido bem a sua função aqui no ateliê!

Beijos e boas costuras!

27 de abr. de 2016

Um jogo americano simples e o começo de uma nova amizade com minha máquina industrial

Olá pessoal, como vão?

Faz tempo que eu estive aqui para contar que ganhei minha Ferrari, digo, minha Singer industrial do maridon, não é mesmo?

Pois bem, quando ganhei esse super presente de Natal (há dois anos atrás) pensei: meus problemas acabaram, vou poder fazer tudo que quiser, minhas costuras ficarão perfeitas para sempre mas aí... Acordei!

Acontece que uma máquina industrial é uma coisinha um pouco mais complicada de usar do que as máquinas caseiras e ser proficiente na arte de utilizá-la não é algo muito prosaico.

Logo no começo, fiz uma regata e ajudei minha mãe com uma encomenda grande, mas a maior parte do tempo ela é quem pilotava a bonitona. Resultado? Fiquei com medo da bichinha!

Isso mesmo, pode rir, gargalhar, duvidar: fiquei com medo de usar a minha tão sonhada máquina.
Passei então para outros projetos, desconversei, fiz tricô e crochê e fui me tapeando. Mas algo não estava certo e isso foi me deixando mal comigo mesma... Puxa vida, quis tanto ter uma máquina como essa pra agora simplesmente travar e não conseguir usar? Assim não pode, né?!

Resolvi então traçar uma estratégia para fazer amizade com ela: começar por projetos muito simples, apenas para treinar seu manuseio, ganhar confiança no pedal e conseguir controlar a velocidade, que para mim era o principal problema.

Para começar, pensei em um jogo americano, cujo tecido eu ganhei de presente da minha mãe, que também fez o favor de deixá-lo cortadinho, pronto para ser costurado! Vamos lá?

No começo fui bem devagar, testando a velocidade e o manejo da máquina para baixar e levantar a agulha do tecido. Tive alguns problemas com a bobina, reli o manual, estudei as figuras e consegui contorná-los.

Em menos de uma hora tinha terminado as seis peças do meu mais novo joguinho americano, que ficou com uma costura linda e eu venci o medo.


Pode parecer bobeira minha, afinal esse projeto é o mais simples possível, mas o que importa foi que fiquei orgulhosa da minha coragem e comecei, ainda que timidamente, uma nova amizade com a bonitona.

Sinto que em breve seremos íntimas!

Beijoca para vocês,
Ana

28 de mar. de 2016

Minha máquina de costura - Singer Facilita Pró 4423 - 3 anos depois

Olá!

O tempo passa, o tempo voa... E a minha Novinha (que agora já não tão novinha assim, rs) completou três anos de uso agora em março. Então, é chegada a hora de fazer aquele apanhado anual sobre a máquina!

(Para quem quiser ver, estes são os posts sobre o primeiro e sobre o segundo ano de uso dela)!

 

Quem acompanha o blog já deve ter percebido que a minha máquina Singer Facilita Pró 4423 costurou de tudo um pouco neste último ano e, felizmente, não apresentou problemas! Ao longo do tempo foram feitas limpezas e lubrificações regulares, além de trocar a agulha conforme o uso.

Em 2015 a Singer substituiu este modelo de máquina por um mais novo: Singer Facilita Pró 5523. As máquinas são bastante parecidas e eu fiz um post comparativo, está aqui.

Para não me prolongar muito, o manuseio da máquina permaneceu igual e sem dificuldades. Estou bastante habituada a usar a máquina depois de 3 anos e procuro mantê-la sempre com agulhas em bom estado, assim como mantenho uma rotina de limpeza e lubrificação. Não houve nada que fizesse que eu a levasse em uma assistência técnica.

Os projetos no último ano foram bastante variados, desde a costura de peças com tecidos bem delicados como a seda até tecidos mais pesados como o jeans. Também costurei malhas variadas, couro sintético e fiz alguns trabalhos de Patchwork.


Eu e minha Novinha: muito amor!

Portanto, continuo recomendando a máquina, já que ela tem dado conta do recado e não me dá dor de cabeça. Só recomendaria buscar outro tipo de máquina se for essencial ter caseado (que ela não tem e costuma ser muito utilizado em aplicações) e mais opções de pontos decorativos (a máquina possui, mas são poucos). Para mim, continua atendendo perfeitamente as necessidades de costura!

Beijos!

11 de dez. de 2015

Comparativo entre as máquinas Singer - Facilita Pró 4423 e 5523

Olá!

Desde que comprei minha máquina de costura, a Singer Facilita Pró 4423, publico aqui no blog posts periódicos sobre ela. Contei aqui como a escolhi, quais os pontos que ela tem, como foram o primeiro e o segundo ano de uso. Por enquanto, só tenho elogios à minha Novinha querida!

Recentemente a Singer lançou o modelo 5523 da Facilita Pró e, desde então, surgiram dúvidas nos comentários sobre as diferenças entre ela e a 4423.

Uma leitora do blog já tinha deixado uma mensagem como essa nos comentários (obrigada!), mas resolvi fazer o comparativo disponível no próprio site da Singer e também perguntar no atendimento online para preparar este post e deixar todas as informações reunidas num lugar só.

Lá na ferramenta de comparação do site da Singer, não existe nenhuma diferença entre as máquinas nas características comparadas:







E o SAC da Singer me respondeu rapidinho, olha só:

"Agradecemos seu contato e seu interesse em nossos produtos.
Os modelos 4423 e 5523 são iguais, mudando apenas as cores externas das tampas.
O modelo 4423 pode vir com Led ou com lâmpada.
As máquinas 5523 só tem com Led.
Essa é a diferença entre os modelos 4423/5523

Continuamos a disposição.
Atendimento Singer."

Sobre a lâmpada, a minha máquina veio com a lâmpada comum, a que não é de LED. Ela nunca queimou em quase três anos, mas esquenta um pouco e creio que deva ser menos econômica que a de LED.

Enfim, a diferença entre as máquinas é mínima mesmo. Vale a pena pesquisar preços na hora de comprar, pode ser que aí é que esteja a maior diferença entre elas!

Beijos e boas costuras!

26 de mai. de 2015

Minha máquina de overloque - Singer Ultralock 14SH754 - 1 ano depois

Olá! 

Já tem um pouco mais de um ano que comprei minha máquina de overloque, carinhosamente chamada de Encantada, rs!

Assim como já fiz com a minha máquina de costura (aqui e aqui), estou aqui hoje para contar como foi o primeiro ano de uso da overloque. Acredito que seja legal para quem está pensando em adquirir uma máquina como essa ter a informação de como ela se comporta ao longo do tempo!

O primeiro post que fiz sobre a overloque, com poucos meses de uso, está aqui. Vale a pena dar uma olhada pois lá eu conto como escolhi esta máquina e também tem um vídeo muito útil na hora de passar as linhas e fios. A Ana também tem uma máquina destas e recentemente deixou as primeiras impressões dela a respeito da máquina neste post.

Bom, vou seguir os mesmos pontos que usei para avaliar a máquina de costura, acredito que assim eu não esqueça nada!

 
Minha Singer Ultralock 14SH754.

Instalação:
- A instalação foi bem simples e não tive nenhum problema nessa parte. No meu quartinho de costura eu deixei uma tomada exclusiva para a máquina.

Manuseio:
- O manuseio inicial não foi muito simples, mesmo que eu já tivesse usado uma overloque antes. Deixei para fazer isso depois de dar uma boa olhada no manual de instruções e no vídeo da Singer que está no outro post com link indicado acima. Atualmente já está sendo mais fácil esta parte, fui pegando o jeito.
- Os ajustes de tensão das linhas e fios eu faço conforme necessário em cada projeto, testando sempre em um retalho. Se vou unir dois ou mais tecidos com a máquina, testo desta forma. A máquina veio com um retalho escuro costurado na borda com linha branca. Ele é minha referência para ver se os pontos estão corretos ou não.
- Tenho problemas toda vez que preciso usar os fios vermelhos que eu tenho em casa. Acredito que eles não sejam de boa qualidade ou mesmo que estejam velhos. Eles quebram muito, ao contrário do que acontece com os fios de outras cores que eu usei por aqui. Para não ter fios de overloque em uma infinidade de cores (até porque precisa ter dois cones de cada cor), eu só tenho aqui em preto, natural e vermelho. Com os fios da cor natural e da cor preta eu nunca tive problemas.

Acessórios:
- A pinça que vem com a máquina é essencial para a passagem de fios e linhas, uso sempre.
- A chave de fenda bem pequena que veio junto é necessária para a troca de agulhas, que já fiz e foi bem simples.
- A única ferramenta que não usei é uma peça que serve para isolar um dos loopers (laçadores, que ficam na parte de dentro da máquina e usam fios apropriados), pois sempre deixo os dois em uso com seus respectivos fios.

Manutenção e problemas:
- Neste primeiro ano eu não tive nenhum problema com a máquina a ponto de ter que levá-la para uma assistência técnica, o que é ótimo.
- Segui o que estava no manual a respeito de limpeza e lubrificação da máquina. O processo é bem simples. Eu uso o mesmo lubrificante para todas as máquinas de casa e o pincel pequeno que veio com a Novinha eu uso para limpar a overloque também.
- Semana passada a máquina estava fazendo uns barulhos pontuais e aí uma das linhas quebrava. Depois de parar tudo para limpar e lubrificar a máquina, aproveitei para trocar as agulhas dela, o que eu nunca tinha feito. A máquina voltou a funcionar perfeitamente.
- A lâmpada nunca queimou, mas no manual explica como trocar.

Dúvidas:
- Eu tive muita dificuldade para acertar a passagem dos fios e das linhas, assim como acertar a tensão de cada um. O manual possui um bom tanto de informações, mas o vídeo da Singer e o retalho com o exemplo do ponto perfeito é que mais me ajudou. Hoje em dia está sendo mais fácil o manuseio.

 
Três camadas de moletom fino sendo costurados com a overloque. 
Usei dois fios e duas linhas.

Avaliação geral:
- A máquina é resistente, forte e muito estável, não apresentou nenhum problema. 
- Não é das mais práticas para levar de um lugar a outro por ser um pouco pesada, mas possui uma alça para transporte. 
- O ponto fraco inicialmente foi a passagem de fios e linhas, assim como o ajuste das tensões, mas hoje em dia não tenho mais problemas.
- Neste período costurei principalmente malhas com esta máquina, o resultado é sempre muito bom, tanto sendo malha mais fina ou mais grossa. Cheguei a costurar três camadas de malha com ela e deu tudo certo!
- Usei a máquina para fazer acabamentos de tecidos planos, normalmente passando uma camada só de tecido e deu tudo certo também. Para tecidos muito delicados, preferi usar um ziguezague fininho, mas hoje em dia eu tentaria fazer o acabamento na overloque também.
- O uso de uma máquina como esta não é tão simples quando o uso de uma máquina de costura, mas está cada vez mais fácil. A manutenção e a limpeza têm sido fáceis e a máquina atende bem o que eu procurava.

 
Top de moletom produzido com a overloque. 
Apenas os acabamento dos punhos e do decote foram feitos em outra máquina.

Espero que seja útil!
Beijos!

6 de mai. de 2015

Minhas máquinas novas - Singer Industrial 191D-70 e Singer Ultralock 14SH754

Olá, pessoal!

Como fui uma menina muito bem comportada em 2014 o Papai Noel (lê-se o maridão) foi mais que generoso e me fez uma surpresa incrível.

Estava eu fazendo o curso "Costuras e fofuras para bebês" da EduK e quase me afogando na baba pela máquina que as meninas estavam usando durante o curso. Acho que el maridon se cansou de tantas blasfêmias e decidiu me presentear com nada mais, nada menos que uma Singer Industrial 191D-70!

Singer Industrial 191D-70

Se eu ia bem na costura com meu fusquinha (que aliás, continua na melhor forma, post aqui) imagina agora com uma Ferrari?

Fiquei igual criancinha no dia do Natal, mas tive que esperar até entregarem a máquina. Como é industrial, ela vem com uma mesa e achamos que seria melhor que o técnico instalasse para não haver problemas.

Mas é claro que Murphy resolveu agir e minha máquina foi entregue justamente no único dia em que eu não estava em casa e, portanto, não consegui pegar as manhas dela, pois sequer vi o tal técnico.

Tentei várias vezes passar a linha (as instruções não são didáticas como as caseiras; eles partem do princípio que você já tem treinamento no equipamento) e nada de conseguir fazer funcionar. Procurei tutoriais na internet, fucei tudo quanto foi fórum e nada! Tristeza e frustração total. Na parte de cima o ponto ficava perfeito, na parte de baixo, apareciam todos os problemas imagináveis (bolo de linha, ponto frouxo, linha que arrebenta, um horror!)

Como isso aconteceu após o Natal e logo depois vieram as férias, não consegui agendar uma visita técnica para aprender a manejar minha linda Ferrari e ela acabou ficando parada um tempão.

Dias atrás, minha mãe veio nos ver. Resolveu tentar mexer na máquina e záz! Não é que a bonita está funcionando que é uma beleza?

É muita emoção! O que posso dizer? Estou apaixonada! Ela é linda, super robusta, tem os pontos mais bonitos que eu já vi, costura até 6 camadas de tecido, inclusive jeans (não é muito amor?) e produz os meus tão sonhados acabamentos perfeitos. Não posso querer mais!

Quer dizer, posso sim: preciso agora domar a minha queridinha. Como toda máquina industrial, ela é super veloz e preciso pegar o jeito para não fazer besteira.

Comecei o treino por uma regatinha que já estava cortada. Fiz as costuras retas nela mas a costura dos acabamentos acabei fazendo com o fusquinha, que devagar vai ao longe!

Regata costurada na industrial e com acabamentos feitos na overloque.

Além dessa linda novidade, queria contar para vocês que finalmente fiz as pazes com minha overloque e ela está funcionando lindamente. A minha é uma Singer Ultralock 14SH754 (igual a da Katia, post aqui).

Desde que comprei a overloque, não conseguia ajustar o ponto de jeito nenhum, isso também me deixou frustrada, já que queria usar a maquininha principalmente para meus acabamentos.

Nesses dias de teste com a industrial, estava fazendo um vestido que tem a saia godê para a sobrinha e decidi me arriscar a fazer o acabamento das barras (a saia é dupla) na overloque. E qual não foi minha surpresa: ficou ótimo! Não vou dizer que é o ponto de overloque mais certinho que eu já vi, mas como acabamento ficou muito bom e me poupou um trabalhão!

Vestido com acabamento na overloque.

Fiquei bem animada e acabei terminando as costuras da regatinha que fiz na industrial, também na overloque e deu super certo!

Aos poucos vou me acostumando com a Ferrari e venho de novo mostrar os resultados para vocês.

Beijoca!
Ana

26 de mar. de 2015

Minha máquina de costura - Singer Facilita Pró 4423 - 2 anos depois

Olá!

Há alguns dias atrás, a minha Novinha (chamada oficialmente de Singer Facilita Pró 4423) completou dois anos de uso aqui em casa. Como passou rápido e quantas coisas legais eu produzi com ela! Assim como eu fiz uma avaliação dela após o primeiro ano de uso (post aqui), estou agora aqui contando como foi o segundo ano.

Aproveitei para ver os comentários nos posts sobre máquinas de costura daqui do blog para ver se tem algo que eu possa complementar. Parte das coisas que dão errado na hora de costurar eu resolvo repassando todas as linhas na máquina, testando depois num retalho do mesmo tecido a ser costurado se o ponto está certo (tanto de ele está bem feito quanto se escolhi o ponto certo para fazer o que eu queria), além de limpar e lubrificar a máquina periodicamente.


Minha Novinha, dois anos depois, com os mesmos bilhetinhos da primeira semana, rs!

Vou usar os mesmos critérios do ano passado, para poder comparar, ok?

Instalação:
Eu mudei a máquina de lugar na bancada ao longo do ano, depois que eu comprei a overloque. A instalação continuou simples.

Manuseio:
- Sobre encher bobinas e fazer a passagem das linhas na máquina, continua tudo ok. A única coisa é que a máquina tem aquele passador automático de linha na agulha e (não sei como) eu entortei um ferrinho bem fininho. Agora o passador não funciona mais, pois o ferrinho que entortou é exatamente o que entra no buraquinho da agulha levando a linha através dele... Já tentei desentortar mas não consegui. Como eu não quis levar numa assistência só por conta disso, eu comprei numa viagem no ano passado um passador avulso de linha adequado para usar em máquina de costura, da Bohin. Ele tem resolvido bem, ou vai no jeito tradicional mesmo (ou seja, passando a linha "na mão").

 Passador automático entortou e não encaixa mais na agulha, snif!

 Mas veio este passador francês avulso e resolveu o problema!

- Sobre o uso dos seletores: todos permanecem funcionando normalmente e eu continuo usando a minha cola sobre os pontos quando necessário (post aqui).
- Quanto a posição da agulha, já tive dificuldades de chegar à medida de margem de costura de 0,75cm usada normalmente em Patchwork. Fiz alguns testes e cheguei a esta medida de "pé de máquina" com 0,75cm deixando o seletor de posição de agulha no centro e a largura do ponto em "0". Quando eu não estou montando blocos de Patchwork, a largura do ponto reto fica entre "2" e "3".


"Ajuste fino" para chegar à margem de costura ideal para projetos de Patchwork. 
Seletor de posição da agulha no centro, seletor de largura do ponto no "0".

- Sobre o uso de linhas, permanece quase tudo igual. Para cones grandes eu deixo atrás da máquina e passo a linha em um ganchinho preso em uma prateleira logo acima da máquina (truque neste post). O pino inclinado que fica no centro da parte de cima da máquina eu uso apenas em conjunto com o cone grande ou com o pino removível (quando é um retrós pequeno de linha) quando uso agulha dupla, já que aí é preciso passar duas linhas por cima.


Duas linhas para costura com agulha dupla.

- Continuo a usar bobinas plásticas e também de metal, desde que sejam das bobinas mais altas. Não vejo diferença entre elas.
- A troca de agulhas e sapatilhas continua acontecendo normalmente, sempre que necessário.

Acessórios:
- Ainda não usei a sapatilha para bainha invisível. Eu até tentei, mas não consegui acertar como usar. Também nunca usei a sapatilha para pregar botões.
- Usei a guia de costura para quiltar alguns projetos (como a jaqueta bomber), mas só consigo usá-la em conjunto com a sapatilha de uso geral, ambos vieram com a máquina. Caso eu troque o pé calcador pelo pé para quilt reto (comprado separadamente), a guia fica frouxa e não dá para ser usada. Por conta disso, praticamente não tenho usado o pé para quilt reto.
- Sobre a sapatilha para costura na vala que eu comprei, no ano passado eu contei que não tinha me acertado com ela. Mas hoje em dia tem se mostrado muito útil. A última vez que usei foi para quiltar os jogos americanos feitos com a técnica de Foundation (post aqui). Era uma questão de adaptação minha mesmo.

Manutenção e problemas:
Como contei acima, não tive nenhum grande problema que tenha feito a máquina parar de funcionar, a ponto de ter que levar para uma assistência técnica. Só o passador de linha que está torto e eu substituí por outro avulso.
Continuo a limpar e lubrificar periodicamente, conforme eu mostrei neste post.
Sempre que a máquina não está em uso eu a deixo coberta com uma capa, para proteger do pó.
A máquina nunca fez nenhum barulho realmente estranho.

A respeito de barulho, duas coisas que eu diria para quem tem qualquer máquina de costura:
1. Lógico que quando costuramos tecidos mais grossos ou várias camadas, o barulho da máquina é um pouco diferente de quando costuramos um tecido bem fino, basicamente porque a máquina está sendo mais exigida, mas se a qualidade da costura permanece a mesma, não considero preocupante.
2. Se alguma coisa está errada com a passagem das linhas, pode ocasionar algum barulho diferente do habitual. O jeito é repassar tudo e ver se não tem nenhum restinho de linha enroscada onde não deve.

Dúvidas:
Depois de dois anos de uso eu considero não ter mais dúvidas em relação ao uso da máquina. No primeiro ano de uso eu solucionei o que surgiu, como a regulagem e utilidade dos pontos e também como limpar e lubrificar corretamente.

Avaliação Geral:
A minha avaliação geral permanece muito boa, a máquina não me deixou na mão nenhuma vez até agora, considerando que os projetos de costura aqui são um tanto variados: vão desde uma blusa levinha de seda, passando por camadas a serem costuradas e quiltadas no Patchwork e chegando a roupas com tecidos mais pesados como a lã (com forro, ainda por cima). Ano passado também passei a costurar malhas com esta máquina e deu tudo certo. Se não fosse o passador automático de linha ter entortado, não teria nenhum ponto "contra" sobre a máquina, mas considero isso algo pouco importante, já que não impede de usar a máquina. É só uma comodidade que não tenho no momento.

Honestamente, com base no uso que eu tenho feito nesse período, eu imagino ficar com essa máquina por um bom tempo, já que até o momento ela funciona super bem e não tive limitações com ela. Continuo recomendando!

OBS: Recentemente eu vi no site da Singer novas versões desta máquina e da 4411. Quanto às funções dos modelos mais novos eu não notei diferença nenhuma, me pareceu apenas uma mudança no visual da máquina, que agora está branquinha. Estou dando essa dica caso interesse comprar uma máquina como esta aprofundar a comparação e ver se reflete no preço também!

Ufa! Espero que este post seja útil e estou feliz que a máquina está funcionando super bem!

Beijos e boas costuras!

11 de jul. de 2014

Minha Máquina de Overloque - Para odiar (de vez em quando) e para amar (sempre)

Olá!

Eu lembro bem quando usei uma máquina de overloque pela primeira vez lá na Lurdes. Era uma terça-feira calma, em que só eu estava fazendo aula. As bordas do vestido de crepe verde esmeralda entravam esfiapadas e saíam lindas e arrematadas. A Lurdes tinha colocado Frank Sinatra para ouvirmos (e naquele dia eu disse pra ela o quanto eu gosto destes clássicos).

Naquele dia eu concluí que fazer o overloque tinha algo de terapêutico. Sim, a Lurdes passou as linhas para mim, ajustou as tensões e testou para ver se o ponto estava bom. Eu só tive que acelerar e cuidar de conduzir o tecido direitinho na máquina.

O primeiro overloque terapêutico a gente nunca esquece!

Mais ou menos um ano depois, com uma bela produção de roupas no período, resolvi comprar uma máquina dessas para mim. E pra escolher? Assim como a escolha de uma máquina de costura é bem pessoal, escolher a overloque também teve seu trabalho.

Fiquei entre as opções domésticas da Singer e da Brother. Optei pela Singer Ultralock pela facilidade de assistência técnica, pelos bons vídeos da empresa quanto ao manuseio, pelo preço bom que encontrei na internet e pelo suporte de linhas que é todo de metal (dei uma atenção a isso quando vi que uma das máquinas da Lurdes - da Brother - tem o suporte de plástico e com o tempo quebrou, o que pode ser bem chato quando se trata de uma máquina que usa até quatro linhas).

Singer Ultralock

Depois de muita dor de cabeça com o atendimento do Magazine Luiza para receber meu pedido (não recomendo comprar lá, o barato acabou saindo caro, contei um pouco do que passei neste post), a Encantada chegou em minha casa, ufa!

O nome dela é este porque eu pensava a cada dia de atraso da entrega "mas essa minha máquina está Encantada mesmo, quanto trabalho para recebê-la!", e porque sim, coisa encantada essa do tecido entrar todo grosseiro de um lado e sair arrematado e até costurado do outro!

Então, parece que o meu conjunto de máquinas está completo. Por um bom tempo, não devo precisar de mais nada do tipo.

Chegada a máquina em casa, procurei dar uma lida no manual para entender a diferença de pontos que ela oferece. Mas devo confessar que o que eu usei mesmo até agora são o ponto que usa dois fios de overloque e duas linhas de costura (com duas agulhas) e o ponto que usa dois fios de overloque e uma linha de costura (com uma agulha). Usei a máquina para costurar malhas apenas, ainda não usei em tecidos planos.


 Peças que eu fiz na minha máquina de overloque:  

A passagem das linhas é meio chatinha, mas acho que deve ser assim em todas as máquinas do tipo. Apenas usando as cores que indicam a passagem na máquina ou mesmo vendo o manual eu não conseguia. Sempre que alguma coisa dá errado eu vejo este vídeo da Singer:

Vídeo muito útil!

O vídeo não é longo, mas mostra bem como é a máquina, como é o suporte de metal para os fios e linhas e os pontos que ela faz. Para mim, o principal é quando mostra como passar as linhas e fios.

Resolvida a passagem de linhas, tive que aprender como regular a tensão de cada uma. Isso eu consegui resolver olhando o manual. Aí eu comparo o retalho que estou testando com um outro que veio junto com a máquina e que tem os pontos perfeitinhos.

Coisas que eu acho importantes, já que estamos tratando de uma máquina que faz acabamentos e que também corta um pouco do tecido:
- Não usar alfinetes ou deixá-los bem longe da área que vai ser passada a costura de acabamento. Na máquina de costura normal não tem a faca, então o risco de acidentes é menor.
- Cuidar na hora de fazer curvas para não perder o traçado original. Eu quase perdi uma parte de um macacão por não atentar em fazer a curva do gancho direitinho (tem que olhar lá pertinho da faca). Sorte que deu pra salvar, rs!
- Se for usar a máquina para unir tecidos ao mesmo tempo que faz o acabamento, testar em um retalho dobrado ao meio para ver se a tensão de fios e linhas está ok. Eu já testei os pontos com um retalho simples e na hora de costurar mais de uma camada eu quase fiz um estrago, rs!

Instalar, limpar e lubrificar foram partes bem simples até agora. Das ferramentas que vieram eu só usei a pinça, sem ela eu não consigo fazer a passagem dos fios e linhas direitinho. 
Depois, quando eu usar para fazer acabamento em tecidos planos, eu conto como foi!

Beijos e boas costuras!

18 de jun. de 2014

Minha máquina de costura - Brother CE-4000

Oi gente!

Nest post vou falar sobre a minha amada maquininha de costura, uma breve avaliação tentando mostrar para vocês os prós e contras deste equipamento, o que é sempre útil para as pessoas que ainda estão em dúvida quanto a qual equipamento comprar... vamos lá?

Minha máquina de costura – Brother CE – 4000

Comprei minha máquina em julho de 2010, portanto já já ela completará 4 anos aqui em casa. Na época da compra fiz uma pesquisa baseada apenas em marca e preço e o motivo é simples: eu não sabia quase nada sobre o assunto, a não ser de ouvir minha mãe e madrinha falar a respeito e porque eu pensava que, como seria algo para começar (não tinha certeza se gostaria, se iria continuar usando, etc.) não estava disposta a fazer um grande investimento.

Como as máquinas caseiras, no modelo mais simples são todas muito parecidas (nunca confirmei, mas creio que são todas feitas na China, do mesmo modo e pelos mesmos fabricantes e depois personalizadas e distribuídas pelas diferentes marcas), optei pelo modelo básico da Brother, que é uma marca conhecida na minha família. Comprei no revendedor autorizado aqui em São Paulo, o que acho uma vantagem porque você ganha uma aula grátis de manuseio do equipamento e alguns brindes (no meu caso preferi que fossem carretéis de linha).

Vou aproveitar os quesitos utilizados pela Katia na avaliação da máquina dela (aqui), para que vocês possam comparar os equipamentos.

Instalação:
- A instalação da máquina de costura não requer nada especial, apenas ligar na tomada e pronto! Aqui em casa, como a corrente elétrica oscila muito, a minha está permanentemente ligada em um estabilizador de corrente, mas não acho que seja sempre necessário.

Manuseio:
- Todo o manuseio da máquina eu praticamente aprendi lendo o manual da máquina que é muito bom, bem explicado e com esquemas ilustrando cada passo que você deve seguir para, por exemplo, passar a linha. Na minha máquina existe um passador de linha automático. No começo eu não entendia como funcionava esse mecanismo e tive um pouco de dificuldade até que resolvi prestar atenção e, uma vez entendido, não tive mais problemas com isso. A passagem de linha é indicada com números em cada ponto por onde ela deve passar, o que facilita bastante e o enchimento das bobinas (também indicado por um esquema desenhado na máquina) são igualmente simples.

- Minha máquina tem um painel eletrônico onde você seleciona os pontos, o tamanho desses pontos e em alguns casos (como bordados) a largura também aparece indicada. Todos esses parâmetros possuem botões de ajuste onde você pode aumentar e diminuir. No painel eletrônico você também encontra a indicação de qual calcador deve usar para o ponto selecionado, o que ajuda bastante; basta apenas selecionar o ponto e a máquina já diz qual pé calcador deve ser colocado. Além dessa parte eletrônica, ela tem um disco manual de ajuste da tensão do fio que varia de 1 a 9 e você ajusta simplesmente girando esses disco, como nas máquinas mais antigas.


- Como eu uso cones de linhas grandes, como a Katia, eu deixo em pé atrás da máquina e uso o pino apenas como apoio para a linha que passo pelos outros pontos indicados na máquina sem problemas.

- As bobinas ideais para usar nesse modelo de máquina são as altas de plástico. Vieram algumas junto com a máquina, mas eu comprei uma dúzia delas na 25 de março e recomendo, pois utilizamos muito e é bacana você ter uma para cada cor e mais que uma para cores muito utilizadas como branco e preto.

- Logo de início quebrei a agulha e consegui trocar facilmente com o auxílio do manual, que é bastante didático também para a troca dos pés calcadores e para qualquer modificação necessária como a utilização de um “guia”para o pé calcador que faz casas para botões ou o abaixamento dos “dentinhos” que fazem o tecido deslizar ao ser costurado, quando você quer fazer uma costura de quilt livre, por exemplo.

Acessórios:
- Eu tenho utilizado praticamente todos os acessórios que vieram com minha máquina. Desde bobinas, escovinhas de limpeza, pés calcadores etc. Todos são de fácil utilização e nunca tive problemas. A vendedora da loja me explicou que esse modelo possui uma espécie de “cera” que lubrifica a máquina, não sendo necessária a utilização de óleo em sua manutenção, portanto ela veio sem óleo e eu nunca utilizei óleo para lubrificar minha máquina.

Manutenção e problemas:

- Ano passado eu tive um problema com minha máquina e levei para o conserto em uma loja autorizada no bom Retiro. O problema era bastante simples: o plug que liga o pedal à maquina descolou uma argolinha de metal que o mantinha preso e, por isso, não conseguia mais mantê-lo plugado a máquina. Isso aconteceu não porque ela não seja resistente, mas porque a máquina sofreu um acidente e o tranco acabou soltando essa tal argolinha. Enviei para o conserto, a peça foi recolocada e a máquina voltou a funcionar sem problemas.

- Eu sempre tento dar uma limpeza geral na máquina, principalmente nos pontos onde se junta sujeira porque sei que isso prejudica bastante a costura (já falei sobre isso no post sobre as 4 dicas de ouro da costura, aqui).

Avaliação geral: 
De modo geral fiquei bastante satisfeita com minha máquina. Faz 4 anos que a uso e ela nunca apresentou algum problema (a historia do plug foi causada pelo acidente e não um defeito do equipamento). Uma das principais vantagens desse modelo é o peso: menos de 5 kilos! Isso foi uma super vantagem quando eu ia para o atelier aprender a costurar e podia levar minha máquina na mochila!!! Isso me permitiu aprender bastante sobre o equipamento e ir ganhando confiança, o que no começo é bem importante para que você consiga fazer seus projetos. Ao meu ver, a principal desvantagem dessa máquina é que ela não costura mais do que 3 camadas de tecido sem fazer um barulhão e muitas vezes não sair do lugar. Assim, não considero que ela seja muito resistente nem indicada para costuras mais pesadas. Tive bastante dificuldade quando resolvi fazer bolsas, projetos em que, alem das várias camadas de tecido, você ainda tem que costurar uma entretela pesada e algum material acolchoado como forrobel. Mas para costura de roupas, coisas para casa, bonecas e outros projetos com tecidos finos eu super recomendo!

Tem mais alguma dúvida? Comenta aqui no post e a gente conversa mais!

Beijoca,
Ana

14 de abr. de 2014

Costuras da Semana!

Olá!

Depois de uma semana de algumas costuras concluídas (yay!) semana passada foi uma semana de continuar costuras mais detalhadas.

Na aula de Patchwork, prosseguimos com os trabalhos em Foundation. Terminei o bloco com os dois carretéis:

Fofura!

Agora estou no segundo bloco, que formará um pote decorado com botões, logo mostro!

Na aula de costura, retomei a minha blusa preta de seda. Fechar a blusa foi rápido, já os detalhes de gola e punhos consumiram a aula toda... A gola vai precisar ser refeita pois ficou muito alta e repuxou a blusa para cima. Igual aconteceu com a minha blusa Sencha, lembra? Pois bem, está confirmado que, além do meu pescoço não ser fininho, toda a parte de cima, do pescoço ao final do ombro é larga e alta. Essa questão da minha anatomia é que causa esse "problema". Provavelmente por isso sempre me senti melhor com roupas não muito fechadas no pescoço (momento de descobertas, rs). Nesta semana, vamos fazer uma nova gola e não deixá-la muito alta, aí vai dar tudo certo!

Em casa, voltei para o meu vestido Crepe, que ficou parado por vários dias. Resolvi terminá-lo esta semana pois não gosto de ficar com trabalhos parados e porque quero usar em alguma das reuniões da minha família nesta Semana Santa.




A segunda versão do vestido ficou bem melhor que a primeira, não vejo a hora de usar!

Com essas peças em dia, finalmente vou dedicar um tempo para testar e treinar na minha máquina de overloque, já estava mais do que na hora! Comprei mais linhas e fios porque sem eles eu não tenho como começar...

Por enquanto é isso!
Boa semana mais curta e boas costuras!
Beijos!

11 de abr. de 2014

Das antigas: aparelho de ziguezague automático Singer

Olá!

Eu contei dia desses (aqui) que eu comprei um apetrecho vintage para a minha Velhinha, um aparelho para fazer ziguezague. Eu sempre tive curiosidade como é que uma máquina que só costura reto passaria a costurar "para os lados", sabe?

Pois bem, dia desses, a imagem da caixinha me saltou aos olhos no Instagram do Superziper. Eu já tinha ouvido falar do aparelhinho antes, mas naquela hora me deu um estalo de ir atrás (detalhe, no mesmo dia que comprei minha máquina de overloque). A Andrea me deu o contato, liguei lá e pedi para reservar.

Comprei feliz da vida em uma loja de antiguidades na Lapa, pertinho do Senac de lá. Fui super bem atendida e acabei trazendo também duas caixinhas extra de discos-matrizes:


Em casa, antes de sair costurando com as pecinhas lindas, li o manual de como instalar e como manusear os discos.


Como máquinas bem antigas originalmente só costuram reto, elas só possuem ajuste de comprimento do ponto. O aparelho passa a oferecer a regulagem de largura do ponto (entre W, M e N, que compreendi como sendo Wide, Medium e Narrow - Largo, Médio e Estreito). A outra variação é o desenho formado pelo ponto, que você consegue ao trocar os discos.

O encaixe do aparelho lembra muito o encaixe do pé para quilt reto, que usamos para que camadas grossas deslizem por igual. Prende-se no parafuso que segura a agulha (à direita) e no parafuso que prende o pé calcador (à esquerda).

1 - Parafuso que segura o ajuste da largura do ponto (placa de metal vazada)
2 - Braço que prende o aparelho ao parafuso da agulha
3 - Parafuso que prende o aparelho à coluna do pé calcador
4 - Disco matriz, já instalado.

O manual veio super explicado (#ficaadicasinger #volteaosbonstempos), tanto para montar o aparelho na máquina de costura e trocar os discos quanto para mostrar os pontos que cada disco faz e em que tipo de costuras podem ser usados.



  
 Olha que graça a explicação deste ponto e as sugestões de uso?

À medida que você acelera a máquina para costurar, a engrenagem comandada pelo disco direciona o pé calcador de forma a montar o desenho pretendido. Por isso o disco vai girando enquanto o pé calcador desloca para a esquerda e para a direita. Uma engenhoca muito interessante!

Nos primeiros testes, usei um tecido de algodão bem fininho. Como a minha máquina trepida um pouco por ter motor elétrico, achei difícil controlar e deixar os pontos bonitinhos e sem franzir o tecido mais delicado. Ainda assim, fiz este primeiro vídeo:


Depois, retomei os testes dos discos em um pedaço de linho, um pouco mais grosso. Consegui um resultado um pouco melhor, que dá para ver nesta amostra:

Só faltou fazer mais reto, rs!

Numa terceira rodada de testes, que eu fiz com a intenção de gravar um outro vídeo, só que com a câmera, mas não tinha ângulo para segurar a câmera ou prendê-la enquanto pilotava a máquina.... Produzi um "catálogo"com amostras (onde anotei as combinações de largura e comprimento de ponto), caso eu queira repetir. Ficou assim:
 

No fim das contas, não queria deixar esse post sem alguma coisa além das amostras para mostrar. Peguei um quadrado de linho, colei uma entretela atrás e fiz a volta com o disco do "ponto dominó". Acabou virando um porta copos, rs!


Minha Velhinha foi comprada pela minha mãe e meu avô em 1962. Será que eles imaginavam que ela estaria em pleno funcionamento em 2014, com peças legais como essa e com motor?

Como admiradora de certos tipos de antiguidades, inclusive as que estejam ligadas à costura, fiquei bem feliz por encontrar este aparelho em ótimo estado, praticamente novo (se não estava sem uso) com manual de instruções e até os certificados de compra do ano de 1959!


Muito legal, né?!
Eu amei!

Beijos!

31 de mar. de 2014

Costuras da Semana!

Olá!

Olha, se eu fosse colocar em detalhes num único post tudo o que aconteceu nesta semana que passou, viraria um livro, rs! Algumas coisas merecem um belo destaque e vão ganhar posts nos próximos dias, adianto.

Na aula de Patchwork, fizemos os últimos passos da montagem da frasqueira. Ficou para casa só terminar de colocar o viés à mão (mas que ainda não consegui fazer...). O bom da aula foram algumas dicas que a Tati deu sobre costura em curvas (unindo partes curvas a partes retas de uma peça, tarefa difícil) para facilitar esta etapa. Espero usar muito depois!

Lição de casa dada, partimos para o próximo projeto, um kit de costura feito na técnica de Foundation. Logo terei alguma coisa para mostrar!

Na aula de costura, prossegui com a saia de lã (aquela que foi modelada e cortada quase que no escuro) e com a minha blusa de seda. Ainda não consegui terminar nenhuma delas, mas falta bem pouco para acabar a saia.

Nos últimos dias dois "brinquedinhos" muito legais passaram a habitar no meu quartinho: um aparelho de ziguezague para máquinas como a minha Velhinha e a minha tão esperada máquina de overloque. Sobre o primeiro, já deu para fuçar um pouco e vai render um post. Sobre a segunda, vou precisar testar e pegar as manhas dela para contar mais, mas estou empolgada!

  
Aparelho antigo e aparelho novo!

Já que continuei de castigo em casa esperando a entrega bem atrasada da máquina de overloque, corri para terminar a colcha do Noah. Fiz os últimos blocos de bordado e terminei a colcha. Ficou linda, modéstia a parte, rs!

Colcha preparada para o quilt, projeto de costura terminado na cozinha!

O meu novo vestido Crepe ficou parado em função da bagunça que foi a semana passada, mas acho que agora conseguirei retomar!

Ufa! Foi corrido, estressante em vários momentos, mas ainda muito gratificante!
Ah, não esqueça de conferir amanhã o post novo da Ana!

Beijos e boas costuras!

26 de mar. de 2014

Minha máquina de costura - Singer Facilita Pró 4423 - 1 ano depois

Olá!

Quem acompanha o blog desde o começo sabe que em março do ano passado eu comprei uma Singer Facilita Pró 4423. Portanto, já fez um ano que a minha Novinha está aqui em casa. Depois que ela chegou, um bocado de costuras aconteceram em função de coisas que ela consegue fazer e que a minha Velhinha não conseguia.

 Singer Facilita Pró 4423

Decidi fazer este post contando como tem sido o uso dela e tudo mais, fazer uma avaliação mesmo. Acredito que possa ser útil para quem estiver procurando uma máquina como esta e também para pensarmos a respeito de alguns aspectos na hora de escolher e comprar uma máquina de costura (o post que fiz sobre como escolhi a minha máquina é este aqui).

Instalação
- A instalação foi bem simples e não tive nenhum problema nessa parte. No meu quartinho de costura eu deixei uma tomada exclusiva para a máquina.

Manuseio
- Quanto a encher bobinas e passar as linhas na máquina o manual explica bem. Minha máquina tem passador automático de linha e funciona direitinho.
- Eu tinha dúvida sobre o uso dos seletores, mas era falta de hábito mesmo. No começo eu colei post its para lembrar qual era o seletor de largura e qual era o de comprimento do ponto, já que estava em inglês e eu vivia confundindo. Agora já sei tudo de cabeça. Também não tive problemas para usar os seletores de tensão da linha e de posição da agulha.
- Tenho usado cones grandes de linha deixando atrás da máquina e usando um ganchinho na prateleira acima da máquina para a linha desenrolar do cone sem que ele caia (truque neste post). Nunca uso o pino inclinado que fica no meio da máquina para os carretéis pequenos, acabo usando o pino removível na vertical mesmo. Eu acho que essa parte é questão de gosto e adaptação.

Linha no pino vertical removível e bobina de metal.

- A máquina veio com 4 bobinas plásticas transparentes das mais altas. Eu já tinha várias bobinas altas de metal que eu usava na Velhinha e que também servem nesta máquina.
- A troca de agulhas e sapatilhas é fácil e vem bem explicada no manual.

Acessórios
- Dos acessórios que vieram na máquina, eu nunca usei a sapatilha para bainha invisível (eu confesso que cheguei a testar mas não entendi como usa e também porque gosto de fazer à mão). Também não usei a sapatilha para pregar botões, nem o guia de costura.
- Os outros acessórios (sapatilha para costura geral, para pregar zíper, para casear, desmanchador de costura/abridor de casas, escovinha de limpeza, chave para parafusos da máquina) eu usei normalmente e não tive problemas.
- Por conta dos projetos de Patchwork, comprei uma sapatilha para costura na vala mas não me adaptei totalmente a ela, acabo usando a sapatilha de uso geral mesmo ou o pé calcador para quilt reto.
- Comprei também um pé calcador para quilt reto, que veio com um manual de como instalar e tem sido muito útil para projetos grossos ou com muitas camadas. Em geral, juntamente com o pé, eu altero a tensão da máquina para uma ou duas a mais (posição 5 ou 6) do que uso habitualmente (posição 4).

Pé calcador para quilt reto.

- Cheguei a comprar também uma sapatilha de uso geral mais estreita, pois sempre tinha alguma diferença entre a largura dos projetos feitos nas aulas de Patchwork e os feitos em casa. Descobri depois que um ajuste fino pode ser feito no ponto reto, colocando o seletor de largura do ponto mais para esquerda ou para direita. Faço isso deixando o seletor de posição da agulha sempre no meio.

Manutenção e problemas
- Neste primeiro ano eu não tive nenhum problema com a máquina a ponto de ter que levá-la para uma assistência técnica, o que é ótimo.
- Segui o que estava no manual e também um vídeo da Singer a respeito de limpeza e lubrificação da máquina (tem neste post). No começo eu não tirava a caixa de bobina porque estava bem dura e eu tinha receio de quebrá-la. Depois que eu consegui tirar e colocar de volta pela primeira vez, faço o procedimento completo.
- A lâmpada nunca queimou, mas no manual explica como trocar.

Dúvidas
- Eu tive muita dificuldade para saber o uso dos pontos que a máquina faz, pois o manual nesta parte é muito fraco. Só o uso dos pontos reto e ziguezague são bem explicados. Para fazer casas de botão o manual também tem boa explicação. Fiz testes e pesquisas por conta própria para descobrir para que serve e como ajustar cada um. Acabou virando o material deste post aqui.

 Pesquisando e testando os pontos da máquina.

Avaliação geral:
A máquina é resistente, forte e muito estável, não apresentou nenhum problema. Não é das mais práticas para levar de um lugar a outro por ser um pouco pesada, mas possui uma alça para transporte. Como pontos fracos eu aponto o design (vamos combinar que existem máquinas mecânicas bem mais bonitas que esta, rs) e o detalhamento dos pontos no manual que deixa a desejar. Eu uso para costurar roupas, acessórios e coisas para casa, dos tecidos mais grossos aos mais finos, e ela tem dado conta do recado. O uso e a manutenção têm sido fáceis e a máquina atende bem o que eu procurava.

Espero que seja útil!
Beijos!

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