30 de abr de 2013

Fazendo peças cortadas no viés

Olá!

Vocês acreditam que coincidências não existem?
Eu não só acredito como tenho isso quase que como um lema de vida, sério!

Na segunda-feira passada eu contei aqui no blog o "causo" do corte das nossas blusas em tecidos levinhos. Faltou eu contar que além do tecido ser levinho e deslizar, a blusa era cortada em viés, o que só dificultava mais um pouco, rs!

Na terça-feira eu recebi um newsletter por email com dicas de como fazer uma peça cortada em viés, vejam só!

Mas antes de entrar no assunto das dicas, o que é cortar em viés?
Aqui está um um esquema simples de um tecido plano para ajudar a visualizar:

Ourela (destacadas em vermelho): bordas mais rígidas do tecido, usadas como referência para o corte.
Trama: Perpendicular às ourelas, também é conhecida como o "contra-fio" do tecido.
Urdume: Paralela às ourelas, também é conhecido como o "fio" do tecido. As peças que não são cortadas em viés geralmente são cortadas respeitando este sentido.
Viés: corte a 45 graus da ourela, da trama ou do fio.

Ou seja, o tecido cortado em viés, a 45 graus em relação ao fio do tecido, tem mais elasticidade e caimento que o tecido cortado no sentido do fio ou no contra-fio.

Isto posto, compartilho com vocês (traduzidas, adaptadas e comentadas por mim e pela Ana) as dicas que eu recebi no newsletter Snippets, da Colette Patterns:


O newsletter original (em inglês) pode ser visto aqui.

Dicas para tornar fácil a costura de peças cortadas no viés

Costurar peças cortadas em viés pode ser um pouco complicado. Porque as peças em viés são cortadas na diagonal, elas esticam. Isso permite ter um caimento que corresponde às curvas do corpo, o que deixa a peça mais ajustada ao corpo e confortável.

Porém, este mesmo estiramento do tecido pode tornar a costura dele um desafio. Tente algumas destas dicas para ajudar você a dominar o corte em viés:
  • Escolha o tecido certo. Escolha um tecido leve com um bom caimento para uma blusa. Para vestidos, aposte tanto nos tecidos leves ou de leves a médios. 
  • Faça uma peça de prova. Certifique-se de solucionar todos os desafios de modelagem antes de cortar seu tecido. Isso é uma regra para quase toda peça e é especialmente importante trabalhar as torções do tecido ainda na prova quando se usa um molde em viés. Tente usar um tecido similar em peso e caimento ao seu tecido final. 
  • Estabilize. Use um estabilizador para tecidos esvoaçantes ou escorregadios. O favorito do autor é o Sullivan's Spray Stabilizer (Nota: A gente não conhece nada equivalente aqui no Brasil. Este spray deixa o tecido duro, como congelado. Depois, ao amassá-lo, ele sai do tecido como se fosse uma poeira. Inclusive ficamos na dúvida sobre deixar esta dica, já que não conhecemos nada parecido no Brasil, mas quem sabe alguém dá uma dica nova? O mais próximo desta dica seria borrifar uma solução para engomar o tecido...
  • Use pesos. Use pesos para segurar os moldes ao invés de alfinetes quando for cortar um tecido no viés. 
  • Não estique o tecido enquanto corta. Por estar cortando no viés, você precisa se assegurar que seu tecido não está esticando enquanto corta. Cortar uma camada só é a melhor forma de manter o tecido sem esticar. (Nota: a gente só conseguiu cortar os tecidos de maneira mais decente depois de montar um “sanduíche” de tecido+molde+tecido, por ter ficado mais estável, então achamos isso subjetivo, rs! Mas a parte sobre não esticar o tecido durante o corte permanece consenso!
  • Marque com marcadores. Use caneta ou lápis para marcar no lugar de cortar os “piques” de referência dos moldes ou os traçados que formam as pences. 
  • Faça um “Staystitch” nas partes curvas. É uma boa ideia passar uma costura reta em todas as curvas (decotes e cavas) assim que você cortar as peças (antes de pendurá-las por uma noite). Essa costura reta quando feita imediatamente irá ajudar a manter as curvas sem esticar e previne distorções. (Nota: Não traduzimos o termo por não conhecermos algo equivalente em português. Neste post, a autora recomenda fazer o staystitch com uma distância de 1cm da borda e comprimento do ponto de 1,5. Com algum tempo mais de experiência, eu diria que esta é uma costura de estabilização das curvas, eu costumo fazer com o ponto 2,5 e com uma distância de um pé calcador da borda do tecido. Isso realmente ajuda a manter o tecido sem esticar!). 
  • Pendure para permitir esticar. Depois de cortar as peças, deixe-as penduradas durante uma noite em um cabide. Isto ajuda a esticar um pouco o tecido antes da costura, o que diminui o franzimento. 
  • Experimente usar pregadores. No lugar de alfinetes, que podem distorcer o tecido, experimente estes pregadores da Clover para segurar suas camadas de tecido na hora de costurar. (Nota: Eu tenho destes clipes e são muito úteis para várias situações de costura. Já contei sobre eles aqui, onde também coloco onde comprar no Brasil. Eu acho que também dá para substituir por aqueles pregadores pequenos para papel.
  • Guarde corretamente. Dobre, ao invés de pendurar, sua peça feita no viés para mantê-la sem esticar inadvertidamente. 
Eu alterei a ordem das dicas para deixá-la numa sequência mais lógica, próxima ao que seria feito na prática.

Sobre o que eu já aproveitei delas... bom... eu li por cima logo que o newsletter chegou, fiquei super empolgada e pendurei as peças no cabide antes de fazer o tal “staystitch”. Ainda não consegui começar a montar a peça, então não sei como vai ficar. Mas foi por isso que eu alterei a ordem das dicas antes de publicar aqui.

Ainda assim, acho que nunca é tarde para colocar estas dicas em prática, mesmo que em uma outra peça. Se as blusas que eu e a Ana começamos não derem certo, o jeito será tentar de novo usando estas dicas!

Espero que elas sejam úteis para você também!
Beijos!

OBS: post atualizado em 14/03/16 - algumas das observações que colocamos nas dicas acima sofreram alteração depois de alguns anos a mais de experiência na costura, yay!

29 de abr de 2013

Costuras da Semana!

Olá!

Na semana que passou eu não tive aula de costura, então meu vestido verde não progrediu muito... Ainda assim, fiz a lição que trouxe pra casa: fechei as pences, as laterais e os ombros do vestido, cortei e fechei o forro de cetim nos mesmos pontos e fiz algumas alterações no molde. Como o vestido terá mangas e será forrado, vai acabar sendo uma peça mais quentinha, boa para usar no frio que está chegando, oba!

Vestido ficando com cara de vestido!

A blusa que eu e a Ana começamos na semana anterior ficou parada pois não conseguimos nos juntar para continuá-la. Como rolou aquele sofrimento todo na hora de cortar o tecido e um newsletter muito bom sobre o assunto chegou nesta semana, trabalhamos a 4 mãos para absorver as novidades e transformar num post que vai entrar aqui no blog amanhã (aliás, muito obrigada, miga!).

A maior novidade da semana é que eu comecei o meu curso de Patchwork. Adorei a primeira aula e também o fato de ser aqui pertinho de casa! Sim, o ateliê Fon Fin Fan é praticamente um oásis no deserto costurístico da região do Autódromo! Lembra do post em que eu contava o problema todo de não ter material pra venda por aqui (isso continua) e também a sensação de achar que mais ninguém costurava no bairro? Acabou!

Na primeira aula eu recebi meu material contendo um pouco da história das técnicas de Patchwork e Quilting, esquemas para a composição dos primeiros tipos de bloco (usando quadrados e retângulos) e já iniciei o primeiro projeto: fazer o primeiro bloco que será incorporado a uma bolsa, usando os materiais que eu já tenho em casa (ótimo, tô mesmo precisando "desovar" um pouco dos meus tecidos, rs!)

Materiais impressos.

 Primeiros quadrados de tecido em 3 estampas diferentes na disposição certa para serem costurados.


Primeiro bloco quase pronto no fim da primeira aula.
Falta só unir as três "linhas" que estão formadas!

Então nesta semana o vestido deve progredir mais um pouco e a bolsa em Patchwork também. Se eu e a Ana conseguirmos nos juntar, a blusa tb vai dar mais um passinho. E meu cantinho de reparos está bem cheio, alguns são meio que urgentes, preciso dar um jeito neles também!

Ah, você viu a novidade aqui no canto superior esquerdo?
Agora o blog tem uma página "Sobre"!
Tava sentindo falta de colocar uma apresentação pessoal, contar porque este blog existe, porque tem este nome e deixar este conteúdo em local fixo!
Espero que goste!


Por último, mais uma orquídea nasceu de um dos vasos que ficam na janela do meu quartinho.
Fiquei muito contente com a surpresa ao abrir a janela hoje!

 
Quartinho florido de novo!

Beijos e ótima semana com feriado no meio!

26 de abr de 2013

Burda - Moldes ao alcance de todos

Olá!

Desde que me conheço por gente e entendo o que é uma revista, lembro de existirem revistas com moldes para roupas.

Minha mãe costumava comprar algumas, apesar de saber traçar os próprios moldes. Acredito eu que era para ter ideias, ver as novidades na modelagem, saber mais sobre a costura ou mesmo se alguma coisa havia mudado, já que ela fez o curso de corte e costura nos anos 60. E as revistas estavam lá na banca, "olhando pra ela", então por que não comprar?

No final do ano passado comprei um molde da Burda para fazer uma blusa com peplum e, quando vi que as marcações do molde estavam em inglês, alemão e em outra língua que eu imagino ser russo, além do rodapé em alemão, eu resolvi pesquisar. Como eu estou aprendendo alemão, metade da família é alemã, enfim, fiquei curiosa.

Blusa com peplum

Cheguei ao resultado da editora alemã que tem revistas com moldes desde os anos 50!
"Todas as mulheres querem ser belas." Uma frase simples, uma verdade irrefutável de validade atemporal. Foi esta a afirmação de Aenne Burda quando percebeu que, mesmo nos anos difíceis que se seguiram à Segunda Guerra Mundial - tempo em que se iniciou um processo de mudança também no vestuário - as mulheres queriam se sentir bonitas. Em qualquer parte do mundo, independentemente da idade, do status social e da forma do corpo. Na vida cinzenta da Alemanha pós-guerra, os modelos de seda da alta costura parisiense eram um sonho inatingível. Extravagantes, complicados e, principalmente, de custo proibitivo. Até que surgiu Aenne Burda. Em 1949, esta mulher de 40 anos tomou as rédeas da editora de moda falida do seu marido Franz, chamou-a de Burda Moden e lançou a primeira edição com uma tiragem corajosa de 100.000 exemplares: moda bonita que você mesma pode fazer. Dez anos mais tarde, a Burda era a revista de moda mais importante da Europa, com uma venda de 1,5 milhões de exemplares. Qual a receita do sucesso de Aenne Burda? "Em geral, sou uma mulher prática. E sabia o que as mulheres comuns queriam." Quer fosse o New Look dos anos 50, quer a moda Flower Power dos anos 70: Aenne Burda trouxe para a sua revista as tendências de moda de Paris e Milão - modificadas de acordo com o ideal prático desejado pelas mulheres, incluiu moldes com medidas perfeitas, instruções simples e detalhadas e dicas de estilo de fácil compreensão. Modelos especiais sem requinte demasiado, sofisticados mas, acima de tudo, dirigidos a costureiras iniciantes. Um conceito que funciona até os dias atuais e com o qual ela lançou a ideia que viria a maravilhar o mundo inteiro: a primeira revista de moda feminina do mundo ocidental a ser distribuída na União Soviética. Em 1987, a maior revista de moda do mundo teve a sua Première em Moscou sob estrondoso aplauso - um gigantesco evento midiático com um espetáculo grandioso e nomes importantes do mundo da moda. A revista, que até então só era possível encontrar a preço extremamente elevado no mercado negro, tornou-se acessível a todos e converteu-se num motor de mudança social. "Aenne Burda teve mais sucesso em Moscou do que três embaixadores antes dela.", afirmou na época o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros Hans-Dietrich Genscher. Desenho de moda, criação de estilos, livros: Tudo isso esta mulher poderosa produziu, com garra, a pulso. E através das suas criações demonstrou a milhões de mulheres que não precisam de muito para se sentirem belas. Na maior parte das vezes, um vestido confeccionado por nós é suficiente.
(Extraído e adaptado de Burda Style Portugal, edição 01/2013, página 17)

Aqui no Brasil não temos uma edição da Burda, mas a edição mais próxima de nós é a da Burda portuguesa, o que facilita muito na hora de executar os projetos. O que seria um "porém" é o fato das estações do ano estarem invertidas, mas eu vejo como uma vantagem já que, por exemplo, dá pra fazer com calma agora um projeto para a próxima primavera ou verão e, quando o calor voltar, ele estará prontinho para usar.

Atualização: A revista Burda Style conta com uma edição brasileira desde agosto/2014. Fiz um novo post a respeito, contando as minhas impressões sobre a primeira revista editada no Brasil neste post.

Todo o conteúdo da revista é tradução para o português da Burda original editada em alemão, então vale mesmo a pena comprar a edição portuguesa! Só se você quiser aprofundar os seus conhecimentos costurísticos em outra língua, rs!

Existe também um site da Burda de Portugal, que tem:
- Loja virtual com máquinas, acessórios e assinaturas de revista*
- Arquivo das edições anteriores das revistas
- Download para impressão de moldes
- Notícias sobre as tendências de moda
- Dicas para costura


* Sobre a assinatura: Eu fiz as contas e uma edição portuguesa com envio para fora da Europa (provavelmente recebendo com um pouquinho de atraso, tipo 1 mês) sairia por cerca de 8,60 Euros - R$ 22,55 - e que parece não incluir a taxa do correio.
Se você comprar na banca aqui do Brasil uma Burda de Portugal, com 3 meses de atraso em média, você paga R$ 9,90. Na minha opinião, não compensa assinar, principalmente pelas estações do ano invertidas.
De vez em quando, você pode encontrar edições mais antigas por preço mais em conta. Eu já comprei um pacote com 2 revistas do final de 2011 por R$ 9,90.

Semana passada eu comprei numa banca no bairro do Sumaré a revista de janeiro de 2013, a mais recente por aqui neste momento:


O que eu mais gostei foi a parte em que eles estão reeditando alguns modelos publicados nos anos 50 e 60, a sessão chama-se "Coleção Aenne Burda". São lindos!

Eu adorei este, de 1963!
"Estilo intemporal: o vestido de corte clássico chama a atenção pela vista amovível bordada e o cinto delicado com laço."


Adoro ler em Português/PT, rs! Em pouco tempo a gente acostuma com os termos que são um pouco diferentes dos nossos e o estilo de redação!

As revistas sempre possuem muitos modelos, divididos em sessões, como:
- Moda infantil
- Moda plus size
- Projetos para fazer à mão
- Uma das peças com explicação mais detalhada, ideal para iniciantes
- Moda Retrô
- Roupas confortáveis para usar em casa
- Acessórios e customização
- Roupas de festa

Alguns outros links legais da Burda:
Em alemão:
Facebook
Site
Modelos Vintage (entendi quase nada, mas gostei de praticamente tudo, rs!)



Em inglês:
- Site
- Loja de moldes
Livro "BurdaStyle Sewing Vintage Modern: Mastering Iconic Looks from the 1920s to 1980s" (com 14 projetos e 5 moldes de base. Esse eu tenho, comprei na Amazon inglesa, em breve vai virar post!)
- Livro "The BurdaStyle Sewing Handbook" (com 15 projetos e 5 moldes de base)



Em português/PT:
- Livro "A Costura Tornada Fácil" (Esse eu tenho, paguei R$ 29,90 numa Livraria Cultura, post sobre ele aqui)
Uma última observação: Os moldes à venda em geral já saíram em alguma edição da revista Burda. Então se você já comprou alguma revista, vale a pena dar uma olhada antes de gastar US$ 5,40 (no site americano) ou de 1,99 a 4,99 Euros (no site alemão) em um molde só!

Beijos e boas costuras!

24 de abr de 2013

Tecidos nas embalagens para presente e cartões

Olá!

Eu adoro dar presentes!
Seja no aniversário, no Natal ou sem nenhuma data específica, só porque encontrei algo que uma amiga ia adorar, por exemplo. Sempre que posso procuro eu mesma fazer o presente, apesar que neste ano eu não estou conseguindo manter isso...

De qualquer forma, mesmo quando o presente é algo comprado pronto, eu gosto de dar o meu toque fazendo o pacote para presente. Sempre uso o papel craft, já que tenho de monte aqui em casa e acaba sendo bem neutro e arremato com uma fita bonita ou mesmo um lacinho de algum tecido legal que rendeu uma fitinha na hora de cortar...


Além disso, eu tinha aqui em casa faz tempo vários materiais de Scrapbook, que eu usaria para montar um álbum "alternativo" de casamento, mas nunca aconteceu. Os materiais são bonitos e eu comecei a usá-los para fazer cartões. Aproveito também a estampa do retalho de algum tecido para enfeitar o cartão. Essas menininhas do tecido que usei para fazer vestidos para as pequenas da família ficaram lindas coladas na capa dos cartões!
Pra não mandar o cartão sem envelope, comprei na Kalunga uma caixinha com envelopes amarelos, bem alegres!

A graça das menininhas no vestido...

...E no cartão!

Agora que a querida amiga Camila já ganhou seu presente e cartão, eu posso colocar aqui no blog, rs!
Não queria estragar a surpresa!

Beijo!

22 de abr de 2013

Costuras da Semana!

Olá!

Essa semana foi emocionante... e verde!

Na aula de costura, comecei o meu vestido verde de crepe, que eu acho que vai ficar muito lindo!
Não adiantei nenhum passo em casa, como cortar o tecido, pois a professora quer ver o tanto que eu realmente sei sobre fazer uma peça e se tem algo a ser melhorado em cada um dos passos.
Isso tem sido ótimo, pois ela me ensinou a alinhavar direitinho e mais rápido, o que ajudou muito!
Para a próxima aula, na semana que vem, eu levarei o vestido com as pences fechadas, ombros, laterais e costas costuradas, além do molde ajustado (1cm a menos de cada lado, eeehhh!).

Meu vestidinho verde está tomando forma, estou animada!

Nesta semana, comecei com a Ana uma blusa transparente, daquelas que a gente usa em cima de um vestido ou de uma regata, sabe? Seguindo a sugestão de tecidos indicada no livro "The Colette Sewing Handbook", eu comprei chiffon verde/azul petróleo (continuo na dúvida de como definir esta cor, rs!) e a Ana comprou musseline.

A gente tirou os moldes de cada uma em casa e nos juntamos para repassar se já estavam ok para cortar e daí começar a fazer nossas blusas. Mas foi tão difícil para riscar e cortar os tecidos! Levamos muito tempo! Eles deslizavam muito e, no caso do meu chiffon, as ruguinhas são meio que elásticas, então qualquer movimento no tecido era uma esticada que a gente não conseguia controlar...

Nunca tive tanta dificuldade para trabalhar num tecido, mas também até hoje eu só costurei praticamente algodão, que não "mexe"... Aliás, a proposta de fazermos essa blusa era de exatamente começar a usar outros tecidos...

Depois que a Ana pensou em fazer um "sanduíche" prendendo o tecido dobrado, com o papel do molde no meio para dar um suporte, a gente teve um pouco menos de dificuldade para terminar de cortar. Ainda assim, estou com medo da minha blusa acabar ficando assimétrica, rs!

Sai um sanduíche de chiffon e papel de sedaaa!!!

Se alguém tiver uma dica sobre o manuseio desses tecidos mais delicados, pode contar nos comentários?

Bom, vamos aguardar os próximos capítulos da novela destas peças nas próximas semanas!

Beijos e uma linda semana!

19 de abr de 2013

A louca dos tecidos

Já faz um tempo que eu percebi isso, mesmo assim não consegui controlar por completo: comprar tecidos em velocidade maior do que eu consigo costurá-los. Alguns foram comprados em viagens recentes nas quais eu não queria perder a oportunidade, mas outros são nacionais e mais acessíveis.

O mais engraçado é que ao separar dois tecidos novinhos para um projeto que estava parado (e eu tenho vários, que medo!), eu comecei a perceber que não só eu tenho muito tecido parado pro meu gosto como eu sigo alguns padrões:

* A mania do azul, cor clássica, linda e eterna, me perseguiu por 2012 inteiro e ainda deixa resquícios:
Algodão estampado Liberty, algodão japonês estampado comprado na Paulínia e popeline com estampa de Paisley da Liberty

* Pra deixar de comprar tecido azul, passei a comprar tecidos vermelhos e vermelhos com pink (na foto parece tudo vermelho, nhé...):

Algodão para Patchwork com estampa floral vermelha da FabriQuilt, algodão com estampa floral da Liberty, algodão vermelho liso nacional, algodão com estampa de sakuras da Liberty.

* Não contente, juntei uns verdes pelo caminho:
Chiffon verde/azul petróleo da GJ, algodão verde estampado importado, crepe verde da GJ e algodão estampado de plantas Liberty

O que me aliviou é que ao olhar pra todos eles mesmo depois de um tempo que foram comprados, nenhum causou arrependimento. Outra coisa boa foi ver que eles podem ser coordenados entre si, o que pode ajudar a aproveitá-los melhor.
O verde com motivos pequenininhos ia pra um dos vestidos que tenho o molde esperando. Por causa da largura menor (1,15m) não vai rolar. Procurei outra opção e o pink e vermelho com sakuras passou raspando, mas usando o vermelho liso no mesmo projeto, vai dar certo!

Alguns foram comprados pra serem usados quase que imediatamente, então não me preocuparam.
O crepe verde liso já está virando vestido na aula de costura e o verde (ou azul?) petróleo já foi cortado e vai virar uma blusa.

Como tenho planos de começar a fazer aulas de Patchwork em breve, comecei a juntar aqueles conjuntinhos de pequenos cortes de tecidos coordenados:

Conjuntos comprados no 7o Brazil Patchwork Show

Acima, conjunto de retalhos English Roses da John Lewis e conjunto de lona de algodão Cath Kidston, comprados em Londres
Abaixo, conjunto de tricoline do Fernando Maluhy

Estou com dó de cortar os tecidos dos conjuntinhos que comprei em Londres (por quê, meu Deus?!). Mas é só eu encontrar o projeto certo pra cada um eles que a tesoura vai trabalhar bastante!

Detalhe: note que a pessoa só compra praticamente motivos florais. Hahahaha!

Os tecidos novos cabem todos em uma caixa organizadora grandinha, os conjuntos para Patchwork estão lá também. Os retalhos estão em duas caixas menores. Pra uma pessoa só costurar, eu acho bastante, mas tenho pensado bastante em forma de conseguir dar conta deles antes de comprar outros.

Continuar a procurar uso para os tecidos e projetos parados em 3... 2... 1!!!

Beijos e ótimo final de semana!

16 de abr de 2013

As costureiras contemporâneas

Um dia você aprende a costurar e a sua mãe (referência maior do assunto) acha legal, mas não parece se relacionar tanto logo de cara, pois as costuras de cada uma são bem diferentes.

Você não entra num curso de corte e costura tradicional, mas chega num ateliê onde aprende um tanto sobre máquinas e técnicas, perde o medo de usar uma máquina de costura e logo se aventura a presentear as amigas queridas com organizadores de bolsa, faz capa com matelassê pro iPad, encontra um molde fofo na internet pra fazer vestido pras pequenas da família (usando tecido comprado numa loja virtual dos Estados Unidos).

Você percebe que o método de usar uma máquina e o mais básico da costura permanece o mesmo como saber identificar frente e verso de um tecido, o fio do tecido, as ferramentas, mas nota que a cabeça das costureiras de hoje parece ser muito diferente. A gente quer fazer muito mais e fazer diferente, mas sem perder os aspectos "de sempre" que valem muito a pena.

Tempos atrás, eu não sabia de mais ninguém que tinha um cômodo da casa só para costurar, não só pela questão do espaço disponível em si, mas pela prioridade em reservar um espaço da casa para uma máquina de costura e seus apetrechos.

Ao passear pelo meu pequeno quarto de costura, dá pra ver que convivem harmoniosamente o telefone de disco (que hoje funciona só pra receber ligações, graças à linha da Net que é só digital), a máquina de costura de 51 anos de idade, o Grande Livro da Costura de 1979 e também o iPad, o Dock do iPhone, a câmera digital, e os achados proporcionados pela internet e viagens de uns anos pra cá.


A amiga de costura proporciona belas desculpas para uma saída de casa com moldes e tecidos dentro da mochila. Outras amigas de costura te dão a deixa para viajar e conhecer lugares novos e, sim, costurar fora de casa.

Todas essas amigas têm casa pra cuidar, responsabilidades do trabalho, cuidar de filhos, bichos e maridos e ainda assim costuram sempre que dá um tempinho. Felizmente, algumas delas conseguiram transformar o hobby em trabalho, o que eu acho incrível.

Ainda assim, com tanta coisa prontinha e resolvida em uma rápida ida ao shopping, a satisfação de ter, usar ou dar algo que foi feito por você mesma é uma delícia!

Agora que estou aprendendo modelagem feminina e tenho uma máquina com recursos mais parecidos com a máquina da minha mãe, nós duas estamos sempre trocando figurinhas sobre como usar isso ou aquilo, como fazer um ajuste naquela roupa que já é bonita pra ficar ainda melhor...

Eu considero a costura uma terapia, pois não dá pra comer enquanto se costura (sim, o regime agradece!), dá pra ocupar muito bem o tempo e sair com algo lindo no final.

A internet ajuda muito a encontrar novidades para costurar, tecidos lindos vindos de longe, dicas para deixar o projeto perfeito, mas ainda não dispenso uma boa aula, hoje em dia acontecem num ambiente com cara de casa e jeitão offline...

Também não dispenso os livros e revistas, adoro folhear calmamente e encher de post-its os que mais me agradaram e que podem ser feitos no futuro!

Enquanto eu costuro eu costumo ouvir música, geralmente Punk (Ramones, The Clash, New York Dolls), alguma artista maravilhosa de Soul (Aretha Franklin, Etta James, Amy Winehouse) ou minhas bandas de Rock favoritas (Red Hot Chilli Peppers, Foo Fighters). Mas quando o dia não está aquela maravilha eu procuro algo calminho e um sonzinho da Norah Jones ou do Eddie Vedder, junto com o barulho do motor da máquina, vai me deixando melhor.

Aí na pausa para o café, uma passada rápida nas redes sociais, uma fotinho da produção do dia pra postar no instagram e uma anotação no caderninho de uma ideia nova de post.
Pois é, as costureiras contemporâneas são assim... E eu sou muito feliz por ser uma delas!

Ponto cruz moderninho virou quadro!

Beijos e até o próximo post!

15 de abr de 2013

Costuras da Semana!

Olá!

Semana passada, continuei a trabalhar na minha base de corpo, que na verdade é uma base de vestido reto, ajustada às minhas medidas e contornos. Cada corpo tem suas particularidades e assim também eu pude conhecer cada uma das minhas, hehehe!
Estou bem animada, pois agora poderei criar variações diversas que terão um bom caimento!
Dá um trabalho danado fazer, mas vale muito a pena!

Aprendi também a fazer manga (eu acho até que aquele problema da blusa com peplum que eu contei na semana passada deve ter a ver com o fato que eu nunca tinha feito uma manga na vida, rs!)

Manga "em andamento"!

Aqui a base com corte princesa e manga, ainda em andamento, eu tinha costurado em casa e estava provando na aula para marcar os ajustes finais a serem feitos.
(A roupa de baixo escura é pra dar um toque especial, só que não, hehehe!)

Na aula de amanhã começarei um vestido reto num tecido verde esmeralda (que eu amo bem antes de ter esse nome incrementado, rs)!

Acabei não conseguindo costurar mais coisas na semana que passou pois eu também estudo alemão (aprender coisas fáceis: não trabalhamos, rs!) e eu tive prova, então um fiquei um bom tempo em cima dos livros...

Mas passada a correria da prova de alemão, fui visitar o 7o Brazil Patchwork Show (por que Brasil com "z" gente?). Muita coisa bonita, muitos tecidos que eu já conhecia e alguns novos também.
Não tirei fotos de nada, a não ser do espaço lindo da Lu Gastal





Voltei pra casa com uma maçã perfumada da Lu Gastal, já foi direto pro cantinho vermelho da minha casa...

 ...e alguns conjuntos de tecido para Patchwork que vão esperar as aulas chegarem para serem usados!

Além disso, aproveitei para pegar contatos das lojas que tinham tecidos bacanas, para poder visitar pessoalmente depois. 
Outra coisa que eu achei legal: ao visitar o stand da Singer, expliquei que estava tendo dificuldades com os pontos da Novinha e recebi um cartão para fazer contato com uma assistência técnica autorizada que dá um curso completo sobre o manuseio da máquina, inclusive na parte dos pontos! Quero fazer isso o quanto antes, depois conto aqui!

Não é costura, mas me deixou feliz: Desde que meu cachorro mais novo veio aqui pra casa, muitas coisas tiveram que mudar de lugar para que ele não destruísse, como as minhas orquídeas que foram morar na janela do meu quartinho de costura... Todas elas chegaram lá semi-destruídas pelo "rapaz", rs!

As plantinhas gostaram muito dos novos aposentos e semana passada abriu uma flor em uma delas (note que ela quase não tem folhas, não sei como não morreu, mas lá está a orquídea linda)!

Está sendo uma delícia costurar com a orquídea nova na janela!

Hoje, vou tirar o molde de um projeto que estou fazendo junto com a Ana, uma blusa fofa saída de um livro mais fofo ainda (que com certeza vai render post de "Livro do Mês"!). Os materiais já estão comprados, esperando apenas que a gente coloque as mãos na massa!

Desejo a você uma linda semana!
Beijo!

12 de abr de 2013

Livro do mês - Um Pedaço de Tecido

Olá!
Como eu comecei a comprar livros de projetos de costura e também já ganhei de presente, resolvi inaugurar este post mensal!
Assim, eu faço algum projeto de um dos meus livros e conto pra vocês depois!

O primeiro livro é o "Um Pedaço de Tecido", que ganhei da minha querida amiga Ana e usei para fazer aquela blusa que eu adorei!


Entrando um pouco mais em detalhe sobre o livro, são 15 projetos, sendo:
  • 2 saias e 1 saia-calça
  • 2 bolsas
  • 2 golas avulsas
  • 2 blusas
  • 2 biquinis
  • 2 vestidos
  • 1 cinto
  • 1 paninho de mesa de festa
As peças são básicas e modernas, com algum toque para deixá-las interessantes e serem usadas por muito tempo.
Todos os projetos não exigem muitos materiais, os moldes são quadriculados e estão na escala de 1:6 (ou seja, para chegar ao tamanho natural precisam ser ampliados em 600%). Os moldes acompanham notas como folgas/margens de costura, que já estão inclusas.

Em cada projeto, detalha bem quais os materiais necessários, os equipamentos e as técnicas utilizadas, com explicação em um glossário mais para o fim do livro.

Estes pontos são ótimos para quem está começando, mas também para quem já costura um tanto e precisa de alguma ajuda específica (como aconteceu comigo, ao chegar no acabamento na faixa de renda de algodão. Era recomendada uma costura rebatida, que eu não sabia o que era e o glossário resolveu facilmente).

Algumas imagens também ilustram o passo-a-passo de cada projeto.

Em geral pedem algodão de diferentes tipos (dos leves aos mais pesados) ou cetim de seda.

Quando eu fiz a minha blusa, o único ponto negativo foi a ampliação do molde, pois não queria aumentar "na mão" com receio de não conseguir fazer as curvas exatamente como as do molde original e só consegui fazer uma cópia ampliada em 600% numa gráfica rápida que tinha copiadora maior que o tamanho A3.
Na verdade, lá escanearam a página do molde, aumentaram em algum editor de imagens até ficar no tamanho necessário e imprimiram em papel grande.
Se você não tem uma gráfica destas à disposição ou não tem como fazer isso tudo em casa (escanear, ampliar e imprimir mesmo que emendando as folhas depois), o método de aumentar através do quadriculado será mais fácil.

Imagem do projeto "Blusa com Laço de Renda"

Aqui a minha blusa prontinha!

No início do livro tem uma explicação rápida sobre tecidos e dicas sobre ferramentas e instrumentos para costura.

O glossário no final é muito bom e ilustrado, separado por tipos de costura (como a costura francesa, ideal para dar um bom acabamento à peça, principalmente quando só uma máquina de costura reta estiver disponível), tipos de ponto (invisível, chuleado...), aplicação de elásticos, técnicas de costura (franzir, fazer bainha...), aplicação de fechos (zíper invisível, zíper comum...).

Existe também a versão em inglês do livro, já que a autora é brasileira mas mora em Londres, onde trabalha como estilista.

Adorei o presente e recomendo muito!

Serviço:
Livro: Um Pedaço de Tecido - 15 Projetos para Você Mesmo Fazer
Autora: Lena Santana
Editora: Cobogó
Ano: 2010
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Ampliação em 600%:
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Rua Gomes de Carvalho, 1277, Vila Olímpia
Telefone: (11) 3849-0077
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Beijo!

11 de abr de 2013

Feliz Aniversário!


Nossa, passou tão rápido!
Um mês atrás eu estava começando este blog e agora estou eu aqui comemorando!

Neste período tão pequeno recebi mensagens muito motivadoras das amigas que costuram, recebi outras mensagens fofas de quem não costura mas admira este mundo, uma grande amiga resolveu aprender a costurar, eu tenho uma máquina de costura nova, minha mãe está sempre por perto me ajudando e, eu acho que esta foi a maior mudança, eu passei a ler mais, pesquisar mais e costurar mais para ter sempre o que contar por aqui.

UAU! Quanta coisa boa! Espero que você esteja curtindo tanto quanto eu!
Por isso tudo muito obrigada por acompanhar o blog e pelo carinho!

Um beijo!

(Vou comemorar dando um pulo no 7o Brazil Patchwork ShowHoje é o último dia! Aqui tem o que as meninas do Superziper acharam de bom e também fotos do evento, caso você se anime a ir!)

10 de abr de 2013

Manutenção e Agulhas para Máquina de Costura

Olá!

Enquanto eu pesquisava sobre os pontos da máquina de costura (post aqui), encontrei esses dois vídeos, sobre as opções de agulhas existentes e também como limpar e lubrificar a máquina.

A agulha que veio com a Novinha é a 90/14, a mais comum e que atende bem a maioria dos trabalhos, principalmente costurar tecido plano de algodão. Veio uma já colocada na máquina e um pacotinho com mais três unidades iguais para reposição.

Como a agulha é meio que de uso "universal" eu vi que já tinha um pacotinho destas mesmas agulhas aqui em casa, que eu usava na Velhinha. (Então posso concluir que agora eu tenho um pequeno estoque de agulhas 90/14, rs!)


Depois de ver o vídeo, acabei me interessando sobre o acabamento feito com a agulha dupla. Acabei comprando na minha última visita à 25 de março, mas ainda não consegui testar. Quando eu usar, eu conto e também completo o conteúdo daqui.

Encontrei num manual da Elgin uma tabela que relaciona qual agulha usar para cada tipo de tecido enquanto preparava o post da escolha da máquina de costura e aqui vai:


Aqui, um vídeo sobre como limpar e lubrificar a máquina. Eu estava pensando em como fazer isso, pois a Velhinha tem alguns furinhos no corpo dela e era só colocar uma gotinha de óleo em cada uma (sempre após limpar e cuidando para não confundir com algumas aberturas um pouco maiores que ela tem para visualizar o funcionamento interno). A Novinha não tem esses furos "à moda antiga" e eu estava na dúvida de como fazer para lubrificá-la! Resolvido!


Quanto mais nós conhecemos a máquina que temos em mãos, mais podemos tirar proveito dela! 
E também temos que cuidar dela direitinho! 
Espero que tenha gostado!

Beijos!

9 de abr de 2013

Ferramentas para Costura - Tesouras

Olá!

Dia desses mandei afiar uma das minhas tesouras de cortar tecido e aí me ocorreu que eu poderia escrever sobre as ferramentas que a gente usa para costurar, como escolher, manter funcionando direitinho... Então, começo pela tesoura.

Imagine: Você comprou um tecido lindo, está louca para usá-lo e a tesoura sem corte vai "mastigando" o tecido todo... Ai que aflição! Não pode, né?!

Dicas "de ouro" a respeito das tesouras:
- Cada tesoura tem um uso específico: cortar papel, cortar tecido, cortar linha... A sua tesoura para cortar papel não deve ser usada para cortar tecido e assim por diante.
- Suas tesouras de costura não devem ser usadas pra outros fins, como cortar embalagens plásticas ou longa vida (o que faz um belo estrago na tesoura, tenha uma só para uso na cozinha).
- Se você conhece um bom profissional que afie, por exemplo, seu alicate de cutícula, leve para ele afiar também suas tesouras. Se você não conhece um, veja um contato com aquela manicure ótima que sempre está com os alicates afiadinhos e que nunca lhe tira um "bife". Foi assim que eu conheci o moço que afia minhas tesouras e meus alicates há anos!
- Tenha mais de uma tesoura principalmente para o corte dos tecidos, pois se uma ficar "ceguinha" numa hora de correria, você pode usar a outra que estará afiada!
- Faça o possível para não deixar sua tesoura cair, assim ela não estraga a ponta e não entorta, mantendo o corte por mais tempo.

Para assegurar sempre o uso correto, conheci pessoas que não emprestam suas tesouras e eu até compreendo isso, sabe? Assim como chefs de cozinha possuem seus conjuntos de faca e não emprestam para ninguém e por aí vai...

Eu tenho algumas tesouras, nada muito espetacular, são todas das marcas Tramontina ou Mundial, facilmente encontradas. São estas aqui (da esquerda para direita):

Tesoura de Picotar - Tesoura Multiuso (para tecidos) - Tesoura para Costureira (para tecidos) - Tesoura para Floricultura (que eu uso para cortar papel) - Tesoura de Tecelão / de Arremate / "Mosca Branca"

- Tesoura de Picotar (da Linha Practical Red Dot da Mundial Creative): o corte em forma de ziguezague ajuda os tecidos a não desfiarem. Uso pouco, mas já foi útil.
- Tesoura Multiuso (da Linha Practical Red Dot da Mundial Creative): foi a primeira tesoura que separei só para cortar tecidos, minha mãe que me deu.
- Tesoura para Costureira (da Linha Supercort/Extracort da Tramontina): esta é a mais recente, também uso só para cortar tecidos. A vantagem desta para a Multiuso é o formato mais curvado e anatômico, deixa a mão em posição confortável na hora de cortar os tecidos.
- Tesoura para Floricultura (da Linha Supercort/Extracort da Tramontina): Tenho faz tempo, antes de começar a costurar. Fiquei surpresa quando achei o modelo no site, pois a última coisa que eu faria com essa tesoura aqui em casa seria usar nas plantinhas, rs! Eu uso a minha exclusivamente para cortar papel, fundamental para os moldes!
- Tesoura de Tecelão (também conhecida como Tesoura de Arremate ou "Mosca branca", a minha é da Linha Practical Cortfácil da Mundial Creative): fica sempre pertinho da máquina, uso para cortar as linhas que sobram no começo e no fim da costura. A tesourinha fica sempre aberta por conta de uma mola interna e o movimento que fazemos sempre é o de fechá-la para cortar, o contrário de uma tesoura normal. 

Depois que soube que a tesoura de tecelão também tinha o nome de Mosca Branca, só ficava pensando no movimento do Mestre Miyagi pegando mosquinhas com o hashi no Karatê Kid, hahaha!

Com certeza existem outras marcas e modelos de tesouras, até de uso mais profissional. Estas que eu tenho eu cuido direitinho (o que pode ser mais importante do que ter uma ferramenta cara ou de marca conhecida) e para o meu uso elas têm sido suficientes.

Todas guardadinhas na minha caneca do casamento de Kate e William, comprada em Londres.

Gostou?
Em breve vem mais post sobre ferramentas!

Beijos!

8 de abr de 2013

Costuras da Semana #3

Olá!

Essa semana que passou teve costura sim, mas nada terminado para eu mostrar agora...
Ainda assim, vou mostrar as costuras "em progresso"!

Na aula de modelagem, levei preparado o que se tornou a minha base de corpo (Podia ter foto dessa parte, mas esqueci...). Lá ela foi alfinetada, riscada, descosturada e virou molde em papel com duas variações de pences. Esta semana eu espero que isso tudo vire um vestido reto no crepe verde esmeralda que eu comprei!

Detalhe do corte princesa tomando forma, adoro este nome!

Ajustes em andamento:
- Barra em um vestido vermelho que eu adoro, minha mãe marcou a altura para mim. Vou encurtar um pouco para ficar melhor quando usar sem salto.
- Ajustes na cava e decote de uma blusa azul marinho com peplum que eu costurei no final do ano passado. A peça vai ficar sem mangas porque eu e a minha mãe cismamos com ela, rs! Essa blusa foi "cobaia" feita em um tecido baratinho de algodão. Depois de ajustada, vai ganhar versão nova em tecido lindo!

Vestido e blusa na fila para os ajustes.

Testes dos pontos de Novinha: ao fazer o post sobre a escolha da máquina de costura, vi o quanto o manual da máquina da minha mãe é mais completo que o manual da minha. Não sei qual o uso e como ajustar a máquina para boa parte dos pontos que ela faz.
Estou reconhecendo os pontos da minha máquina testando um a um em um pedaço de algodão, vai virar uma cola para mim e um post no futuro!

Quebrando a cabeça...

Por enquanto é isso!
Semana que vem tem mais costuras!

Beijos!

4 de abr de 2013

A Escolha da Máquina de Costura

Olá!

Estava aqui preparando alguns outros posts, mas resolvi passar o assunto "Máquina de Costura" na frente. Explorar o assunto inicial, sobre como escolher e como usar uma máquina me pareceu muito importante!

Eu comprei minha Novinha, conhecida também por Singer Facilita Pró 4423 há menos de um mês mas... como cheguei à conclusão de que esta era a máquina a ser comprada?

Pois é, não vou dizer que escolhi rapidinho, tive muitas dúvidas e perguntei bastante antes de resolver comprar. Olha, eu acho que eu levei uns dois meses pra bater o martelo mesmo!

Eu percebi que a escolha e a compra de uma máquina de costura é algo muito pessoal, assim como muitas coisas na vida.
A primeira vez que participei de um processo de compra de uma máquina nova foi quando a minha mãe resolveu dar descanso para a Velhinha (que lá na casa dos meus pais não tinha esse nome, rs!) e comprar uma máquina nova e mais moderna.
Isso foi no começo de 2007 e o critério de escolha da minha mãe foi que se uma Elgin a atendeu tão bem por 45 anos, naturalmente a seguinte também seria uma Elgin, só que agora mais moderna e com mais recursos, ainda que doméstica.
Não tínhamos outras pessoas para perguntar e pedir sugestões na época, então buscamos na internet quais eram as máquinas Elgin disponíveis.

Elgin Genius - JX 4000

Minha mãe escolheu a Elgin Genius, compramos pela internet (acho que no site do Magazine Luiza) e poucos dias depois estava lá a máquina nova.
Ela gosta muito da máquina e resolve bem o que ela queria: fácil de guardar, com pontos para acabamento (se bem que eu acho que ela só usa o ponto reto e o ziguezague). Eu já usei algumas vezes e gostei também, só acho um tiquinho barulhenta, rs!
Um ponto positivo é que, além de um manual de instruções muito bem ilustrado e bem explicativo, vem junto um DVD com as instruções em vídeo. Ela tem 14 pontos, faz casa de botão e pesa 7Kg (Sim, o peso é importante se você pensa em levar a máquina para algum lugar, ou mesmo para movimentá-la dentro de casa!).
E olha só, olhando hoje o manual que peguei no site da Elgin, vi que a máquina da minha mãe faz boa parte das coisas que minha Novinha faz (como os pontos flexíveis), não fazia ideia!

Um tempo se passou, comecei a ter aulas de costura em 2011 e em outubro minha mãe deu a Velhinha pra mim... Ai que emoção!
Além de herdar uma peça que tem história, eu não gastei muito para colocar a Velhinha em uso de novo. Foi só uma revisão que incluiu limpeza e lubrificação. Não tinha nada quebrado, só a chapa da agulha foi trocada por estar meio detonada e instalei um motor.
Quem fez esse serviço pra mim foi o pessoal da Mari Máquinas, em Pinheiros. Recomendo muito!
Lá me ensinaram a lubrificar a máquina e saí com bobinas e agulhas compradas também.

Minha Velhinha (Elgin Standart) da década de 60!

Fiquei surpresa ao encontrar no site da Elgin o modelo da Velhinha!
Tem o modelo da Velhinha "zero quilômetro" e motorizada de fábrica e também a Velhinha "zero quilômetro" como a minha, sem motor de fábrica e com móvel!
A Elgin Standart (agora eu sei o nome oficial!) só costura reto e pesa 12kg. Eu lembro bem do peso dela quando a levei pro mecânico, rs!

Elgin Standart

Aí, eu comecei a querer uma máquina nova no final do ano passado, quando fiz algumas peças de roupa que ficaram sem acabamento por dentro (que coisa feia, Katia, não podeee!)

Primeiro, eu pensei em comprar uma máquina "mini" porque eu guardaria facilmente e só usaria nas situações em que a Velhinha não poderia resolver. Mas depois fiquei com receio de ser muito frágil ou coisa assim. Descartei a ideia.

Passou pela cabeça comprar uma máquina industrial, pois é resistente e forte. Mas continuaria só com o ponto reto... Fora que ela ocupa bem mais espaço e eu não teria como acomodar uma industrial (e uma overloque provavelmente) no meu quartinho. Descartei também.

Perguntei então para a Ana, que tem uma Brother CE-4000, que ela adora!
A primeira vez que eu usei eu estranhei muito, mas eu é que não estava acostumada com máquinas computadorizadas, rs! Esse modelo tem 40 pontos e 5 estilos de caseado, uau!
Ela é bem leve, pesa só 5Kg, tanto que a Ana até levava para a aula em uma mochila!

Brother CE-4000

Eu acabei também perguntando para as pessoas que conheço e que dão aulas de costura quais máquinas elas tinham e se davam conta do recado. Além de serem utilizadas por muitos alunos, ainda tem a questão de "aguentar o tranco" de quem às vezes ainda não sabe manusear uma máquina direito, sabe?

Então, recebi as seguintes respostas:
- A Patrícia Cardoso, indicou alguns modelos da Singer (algumas eletrônicas e outras não, entre elas a Facilita Pro).
- A Vivi, do Ateliê Basile, tem uma Singer em casa, no ateliê todas são Janome 2008 e estavam indo muito bem lá. 
- A Isamara Freire, que já me deu aulas de modelagem, também indicou máquinas da Singer.

No fim, fiquei entre a Singer Facilita Pro 4423, a Singer Brilliance 6180 (eletrônica) e a Janome 2008, que é super fácil de usar, bem silenciosa, tem 8 pontos (que inclui o caseado), parece ser bem resistente (e promete costurar até 8 camadas de jeans) e pesa 7Kg.
Janome 2008

Mas o que me fez então decidir pela Facilita Pró 4423?
Olha, devo assumir que o site da Singer facilitou muito a escolha, já que as informações estão bem ordenadas e tem o recurso de comparação entre os modelos da empresa. Também tem como você clicar nos recursos que você quer ter em sua máquina e ela recomenda os modelos mais adequados.

Influenciou a Facilita Pro ter a estrutura interna toda de metal, por isso ela pesa um pouco mais que as máquinas domésticas que eu tinha pesquisado. Em compensação, faz com que ela seja mais resistente e estável. Além de ter os pontos que eu procurava para acabamento.

Alguns vídeos como este abaixo também ajudam na escolha:



Não me importei com o fato de ela não ser eletrônica e o valor dela cabia no bolso (R$ 746,10 à vista, no site do Magazine Luiza).

Então, aqui vão as especificações da escolhida, a Singer Facilita Pro 4423, conhecida por aqui como Novinha!
Minha Novinha (Singer Facilita Pro 4423)

  • Pontos Básicos (reto/ziguezague), Essenciais (3 pontinhos/bainha invisível), Flexíveis (para costurar malhas) e Decorativos.
  • Casas de botão em 1 passo.
  • Braço livre com base revestida em aço inox que facilita costura de mangas, punhos e barras.
  • Comprimento e largura do ponto ajustáveis.
  • 3 posições de agulha
  • Rebaixador dos dentes para bordados livres e pregar botões.
  • Ajuste da pressão da sapatilha para diferentes tipos de tecidos.
  • Costura várias camadas de jeans.
  • Velocidade de 1.100 pontos por minuto que torna a costura mais rápida.
  • Estrutura interna de metal que aumenta a estabilidade na costura.
  • Passador de linha na agulha.

Estou gostando muito da máquina, está se mostrando muito estável e o manuseio é fácil.
Só o manual de instruções que não é muito completo e eu estou quebrando a cabeça para desvendar como usar parte dos pontos com os quais eu não estou habituada a costurar.

(Atualização em 03/07/13 - Veja aqui o post sobre os pontos da minha máquina.)

Para encerrar, buscar informações com conhecidos e também pela internet é a melhor forma de pesquisa, pois as lojas de varejo que visitei (Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza) tem só um ou dois modelos expostos, geralmente num cantinho escondido perto dos eletrodomésticos portáteis (ai que tristeza!) sem que nenhum vendedor saiba explicar detalhes mais técnicos. 

A Mari Máquinas também vende máquinas usadas e revisadas por eles, o que pode ser uma opção!

Ufa!
Espero que tenha gostado e, se você estiver procurando uma máquina, que eu tenha conseguido contribuir com algo!

Teremos mais posts sobre máquina de costura, aguarde!

Beijos!

(OBS: A Singer Facilita Pro 4423 foi substituída em 2015 pela Singer Facilita Pro 5523. A comparação entre os dois modelos está neste post)

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