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29 de jun. de 2016

Minha máquina de overloque - Singer Ultralock 14SH754 - 2 anos depois

Olá!

Aqui estou eu para contar como foi o segundo ano de uso da minha máquina de overloque. Os posts sobre máquina de costura são sempre bastante acessados aqui no blog, então resolvi manter esta avaliação periódica!

Estou com a minha Encantada em uso há um pouco mais de dois anos (o post sobre os primeiros meses de uso é este e sobre o primeiro ano de uso é este), sendo que o nome oficial dela é Ultralock 14SH754, da Singer.

Aproveitei para dar uma olhada geral nos comentários destes primeiros posts sobre a overloque e também reunir algumas informações por aqui!

 Minha Singer Ultralock 14SH754


Manuseio

Neste segundo ano de uso, peguei o jeito de passar as linhas e acertar a tensão, que varia conforme os tecidos e também quantas camadas estão sendo passadas ao mesmo tempo. Nas fotos abaixo, o tricoline de algodão (azul claro florido) está duplo e a flanela de algodão (xadrez e vermelha) está com uma camada só. Continuo testando tudo com um retalho antes de passar a peça definitiva na máquina, para garantir e acertar algo quando preciso.

Eu diria que o maior "pulo do gato" deste segundo ano foi não usar mais fios de overloque e substituí-los por cones grandes de linha, já que consomem bastante. Os fios quebravam muito e, de vez em quando, eu tinha problemas para acertar a tensão deles quando passava tudo de novo.

Eu acredito que, para uso doméstico, os fios vêm em muita quantidade, aí eles acabam ficando velhos e sem resistência. No ano passado, eu já havia me queixado dos fios vermelhos que quebravam o tempo todo. E, para dar uma ideia, em praticamente dois anos de uso, eu nunca usei um cone de fio até o final. Imagina se estes fios que tenho em casa já não estão velhos?

Desde que passei a usar linha no lugar dos fios (que algumas amigas das costuras já faziam e me recomendaram, inclusive), tudo ficou mais fácil e sob controle!

Quando eu fazia aulas de corte e costura com a Lurdes, eu levava quatro retrózes pequenos de linha na cor do tecido para usar a overloque do ateliê, assim não corria o risco de não ter fios e linhas na cor correta. Quando você achar que a cor é muito específica, é algo que você pode fazer!

Já se é uma cor que você vai usar um pouco mais, você pode colocar dois cones grandes de linha nos lugares onde se passam os fios e dois retrózes pequenos de linha onde já se usam linhas.

Agora, para as cores bem básicas, como preto e branco, por exemplo, você pode colocar quatro cones grandes de linha!

Para o overloque em preto, até alguns dias atrás, eu estava usando dois cones grandes de linha no lugar dos fios e dois retrózes pequenos onde já usava linha. Mas isso foi até as linhas pretas que eu tinha acabarem, pois agora ficarão com quatro cones grandes.

Overloque em uso só com linhas.

Ficou mais fácil de deixar os pontos certinhos!

Aqui dá para ver a frente e o verso do tecido com acabamento apenas com linhas.

As dicas básicas de uso, passagem de linhas, limpeza e lubrificação da máquina que mencionei nos outros dois posts continuam valendo!


A Overloque Substitui uma Máquina Reta?

Esta pergunta já apareceu nos comentários e eu resolvi dar uma atenção para ela aqui. Existem três itens que respondem a esta questão:
1. Para costurar malhas, você pode unir partes diretamente com a overloque. Ou seja, a overloque vai costurar e arrematar ao mesmo tempo, mantendo a elasticidade da malha.
2. Para tecidos planos, o ideal é usar a overloque apenas para o acabamento das bordas. Então, neste caso, ela não substitui uma máquina reta. 
3. Para dar acabamento nas peças de malha, é necessário ter outra máquina para costurar as barras (uma galoneira, se o uso for industrial) ou uma reta/doméstica com agulha dupla.


Avaliação Geral

- A máquina é resistente, forte e muito estável, não apresentou nenhum problema desde que a comprei.
- É uma máquina mais barulhenta que as concorrentes, mas só me dei conta depois de usar uma outra overloque em aulas em outro ateliê. De qualquer forma, o barulho não interfere no desempenho da máquina.
- Tive problemas com o uso de fios, mas depois que passei a usar linhas, não tive mais problemas.
- Costurei malhas variadas neste período, com uma ou mais camadas e deu tudo certo!
- O ajuste de tensão das linhas continua sendo feito conforme cada projeto, não há uma regra ou tensão "padrão". Então o teste antes de passar a peça definitiva é fundamental. Se alguma das linhas não está certinha, o jeito é ir ajustando aos poucos, até o ponto ficar correto.
- Usei a máquina para fazer acabamentos de tecidos planos, normalmente passando uma camada só de tecido e deu tudo certo também. O tecido mais grosso que passei foi o jeans, mas também fiz acabamento em veludo, por exemplo.
- A manutenção e a limpeza têm sido fáceis e a máquina atende bem o que eu costumo costurar.


Espero que a minha Encantada continue cumprido bem a sua função aqui no ateliê!

Beijos e boas costuras!

26 de mai. de 2015

Minha máquina de overloque - Singer Ultralock 14SH754 - 1 ano depois

Olá! 

Já tem um pouco mais de um ano que comprei minha máquina de overloque, carinhosamente chamada de Encantada, rs!

Assim como já fiz com a minha máquina de costura (aqui e aqui), estou aqui hoje para contar como foi o primeiro ano de uso da overloque. Acredito que seja legal para quem está pensando em adquirir uma máquina como essa ter a informação de como ela se comporta ao longo do tempo!

O primeiro post que fiz sobre a overloque, com poucos meses de uso, está aqui. Vale a pena dar uma olhada pois lá eu conto como escolhi esta máquina e também tem um vídeo muito útil na hora de passar as linhas e fios. A Ana também tem uma máquina destas e recentemente deixou as primeiras impressões dela a respeito da máquina neste post.

Bom, vou seguir os mesmos pontos que usei para avaliar a máquina de costura, acredito que assim eu não esqueça nada!

 
Minha Singer Ultralock 14SH754.

Instalação:
- A instalação foi bem simples e não tive nenhum problema nessa parte. No meu quartinho de costura eu deixei uma tomada exclusiva para a máquina.

Manuseio:
- O manuseio inicial não foi muito simples, mesmo que eu já tivesse usado uma overloque antes. Deixei para fazer isso depois de dar uma boa olhada no manual de instruções e no vídeo da Singer que está no outro post com link indicado acima. Atualmente já está sendo mais fácil esta parte, fui pegando o jeito.
- Os ajustes de tensão das linhas e fios eu faço conforme necessário em cada projeto, testando sempre em um retalho. Se vou unir dois ou mais tecidos com a máquina, testo desta forma. A máquina veio com um retalho escuro costurado na borda com linha branca. Ele é minha referência para ver se os pontos estão corretos ou não.
- Tenho problemas toda vez que preciso usar os fios vermelhos que eu tenho em casa. Acredito que eles não sejam de boa qualidade ou mesmo que estejam velhos. Eles quebram muito, ao contrário do que acontece com os fios de outras cores que eu usei por aqui. Para não ter fios de overloque em uma infinidade de cores (até porque precisa ter dois cones de cada cor), eu só tenho aqui em preto, natural e vermelho. Com os fios da cor natural e da cor preta eu nunca tive problemas.

Acessórios:
- A pinça que vem com a máquina é essencial para a passagem de fios e linhas, uso sempre.
- A chave de fenda bem pequena que veio junto é necessária para a troca de agulhas, que já fiz e foi bem simples.
- A única ferramenta que não usei é uma peça que serve para isolar um dos loopers (laçadores, que ficam na parte de dentro da máquina e usam fios apropriados), pois sempre deixo os dois em uso com seus respectivos fios.

Manutenção e problemas:
- Neste primeiro ano eu não tive nenhum problema com a máquina a ponto de ter que levá-la para uma assistência técnica, o que é ótimo.
- Segui o que estava no manual a respeito de limpeza e lubrificação da máquina. O processo é bem simples. Eu uso o mesmo lubrificante para todas as máquinas de casa e o pincel pequeno que veio com a Novinha eu uso para limpar a overloque também.
- Semana passada a máquina estava fazendo uns barulhos pontuais e aí uma das linhas quebrava. Depois de parar tudo para limpar e lubrificar a máquina, aproveitei para trocar as agulhas dela, o que eu nunca tinha feito. A máquina voltou a funcionar perfeitamente.
- A lâmpada nunca queimou, mas no manual explica como trocar.

Dúvidas:
- Eu tive muita dificuldade para acertar a passagem dos fios e das linhas, assim como acertar a tensão de cada um. O manual possui um bom tanto de informações, mas o vídeo da Singer e o retalho com o exemplo do ponto perfeito é que mais me ajudou. Hoje em dia está sendo mais fácil o manuseio.

 
Três camadas de moletom fino sendo costurados com a overloque. 
Usei dois fios e duas linhas.

Avaliação geral:
- A máquina é resistente, forte e muito estável, não apresentou nenhum problema. 
- Não é das mais práticas para levar de um lugar a outro por ser um pouco pesada, mas possui uma alça para transporte. 
- O ponto fraco inicialmente foi a passagem de fios e linhas, assim como o ajuste das tensões, mas hoje em dia não tenho mais problemas.
- Neste período costurei principalmente malhas com esta máquina, o resultado é sempre muito bom, tanto sendo malha mais fina ou mais grossa. Cheguei a costurar três camadas de malha com ela e deu tudo certo!
- Usei a máquina para fazer acabamentos de tecidos planos, normalmente passando uma camada só de tecido e deu tudo certo também. Para tecidos muito delicados, preferi usar um ziguezague fininho, mas hoje em dia eu tentaria fazer o acabamento na overloque também.
- O uso de uma máquina como esta não é tão simples quando o uso de uma máquina de costura, mas está cada vez mais fácil. A manutenção e a limpeza têm sido fáceis e a máquina atende bem o que eu procurava.

 
Top de moletom produzido com a overloque. 
Apenas os acabamento dos punhos e do decote foram feitos em outra máquina.

Espero que seja útil!
Beijos!

6 de mai. de 2015

Minhas máquinas novas - Singer Industrial 191D-70 e Singer Ultralock 14SH754

Olá, pessoal!

Como fui uma menina muito bem comportada em 2014 o Papai Noel (lê-se o maridão) foi mais que generoso e me fez uma surpresa incrível.

Estava eu fazendo o curso "Costuras e fofuras para bebês" da EduK e quase me afogando na baba pela máquina que as meninas estavam usando durante o curso. Acho que el maridon se cansou de tantas blasfêmias e decidiu me presentear com nada mais, nada menos que uma Singer Industrial 191D-70!

Singer Industrial 191D-70

Se eu ia bem na costura com meu fusquinha (que aliás, continua na melhor forma, post aqui) imagina agora com uma Ferrari?

Fiquei igual criancinha no dia do Natal, mas tive que esperar até entregarem a máquina. Como é industrial, ela vem com uma mesa e achamos que seria melhor que o técnico instalasse para não haver problemas.

Mas é claro que Murphy resolveu agir e minha máquina foi entregue justamente no único dia em que eu não estava em casa e, portanto, não consegui pegar as manhas dela, pois sequer vi o tal técnico.

Tentei várias vezes passar a linha (as instruções não são didáticas como as caseiras; eles partem do princípio que você já tem treinamento no equipamento) e nada de conseguir fazer funcionar. Procurei tutoriais na internet, fucei tudo quanto foi fórum e nada! Tristeza e frustração total. Na parte de cima o ponto ficava perfeito, na parte de baixo, apareciam todos os problemas imagináveis (bolo de linha, ponto frouxo, linha que arrebenta, um horror!)

Como isso aconteceu após o Natal e logo depois vieram as férias, não consegui agendar uma visita técnica para aprender a manejar minha linda Ferrari e ela acabou ficando parada um tempão.

Dias atrás, minha mãe veio nos ver. Resolveu tentar mexer na máquina e záz! Não é que a bonita está funcionando que é uma beleza?

É muita emoção! O que posso dizer? Estou apaixonada! Ela é linda, super robusta, tem os pontos mais bonitos que eu já vi, costura até 6 camadas de tecido, inclusive jeans (não é muito amor?) e produz os meus tão sonhados acabamentos perfeitos. Não posso querer mais!

Quer dizer, posso sim: preciso agora domar a minha queridinha. Como toda máquina industrial, ela é super veloz e preciso pegar o jeito para não fazer besteira.

Comecei o treino por uma regatinha que já estava cortada. Fiz as costuras retas nela mas a costura dos acabamentos acabei fazendo com o fusquinha, que devagar vai ao longe!

Regata costurada na industrial e com acabamentos feitos na overloque.

Além dessa linda novidade, queria contar para vocês que finalmente fiz as pazes com minha overloque e ela está funcionando lindamente. A minha é uma Singer Ultralock 14SH754 (igual a da Katia, post aqui).

Desde que comprei a overloque, não conseguia ajustar o ponto de jeito nenhum, isso também me deixou frustrada, já que queria usar a maquininha principalmente para meus acabamentos.

Nesses dias de teste com a industrial, estava fazendo um vestido que tem a saia godê para a sobrinha e decidi me arriscar a fazer o acabamento das barras (a saia é dupla) na overloque. E qual não foi minha surpresa: ficou ótimo! Não vou dizer que é o ponto de overloque mais certinho que eu já vi, mas como acabamento ficou muito bom e me poupou um trabalhão!

Vestido com acabamento na overloque.

Fiquei bem animada e acabei terminando as costuras da regatinha que fiz na industrial, também na overloque e deu super certo!

Aos poucos vou me acostumando com a Ferrari e venho de novo mostrar os resultados para vocês.

Beijoca!
Ana

4 de mai. de 2015

Costuras da Semana e #mmm15!

Olá!

Semana passada foi quase toda para colocar várias coisas em ordem, por isso não consegui costurar muito. Ainda por cima teve feriado, super produtivo para um tanto de coisas que me deixaram longe da máquina de costura como, por exemplo, ajeitar os moldes das próximas produções.

Na aula de Patchwork, terminei a capa da overloque. Deu trabalho chegar aos ajustes finais desta peça, já que a overloque não é retangular como uma máquina de costura, as larguras e alturas variam em cada lado da máquina, é uma maravilha, hehehe!

Ainda assim, com a ajuda da Tati, chegamos a um ótimo resultado, com tecidos que "conversam" com outras peças lá do meu quartinho:


Capa pronta e em uso!


Detalhes: quilt que acompanha o chevron em Patchwork, viés temático e botões fofos!

Agora vamos fazer uma base com bolsos para esta máquina. No final do projeto, minhas duas máquinas da bancada terão capa e base, adorei!

Uma das coisas que resolvi fazer de última hora foi participar do "Me Made May" deste ano, um mês inteiro dedicado a usar as nossas produções e mostrá-las. Quem criou o desafio foi a Zoe do blog "So, Zo... What do you know?" e vale usar roupas e acessórios... assim como pode ser costurado, de tricô ou crochê e assim por diante.

O objetivo é encorajar as pessoas a usarem suas produções e também para pensar um pouco mais sobre o que temos no armário e ver novas possibilidades de uso para as peças que fazemos com tanto carinho. Também acaba sendo uma ótima desculpa para correr com alguns projetos para estreá-los a tempo do desafio, né?! Hehehe!

Ano passado eu fiquei sabendo do Me Made May enquanto ele já estava rolando (e se esse ano eu tivesse lembrado antes e resolvido participar com um pouco mais de planejamento, eu teria avisado aqui - ponto para melhorar no ano que vem). Agora em 2015 eu resolvi participar depois de ver as queridas Vivi Basile e Rachel iniciarem as participações delas. Já vi que a Francine Lacerda também está participando!

 
Dia 1 do #mmm15.

No dia 1o de maio eu já tinha programado usar a peça que costurei por último, então já postei lá no Instagram (é o @katialinden, segue lá!). Daqui alguns dias eu reunirei as fotos dos primeiros dias e vou postar aqui no blog, estou super animada! Que tal você participar também? Se você procurar por #mmm15 nas redes sociais, aposto que vai se animar também!

Por enquanto é isso!

Beijos e boas costuras!

15 de out. de 2014

Molde Tilly and the Buttons + Dicas para costurar malhas

Olá!

Já tem um tempinho que fiz a primeira peça usando um molde da Tilly and the Buttons, a blusa Coco. Ela tem mangas 3/4 com pala e a golinha afunilada que deu uma cara bem dos anos 60 à peça. (fotos aqui e aqui).

Top Coco, feito parte na overloque (fechamento das laterais, dos ombros e das mangas) e parte na máquina de costura (encaixe das mangas na blusa e acabamentos)

Na época eu não escrevi sobre o que achei do molde mas, como resolvi repetir a dose fazendo a versão do vestido na semana que passou, fui preparando este post à medida que ia montando a nova peça.


O molde vem da Tilly and the Buttons, lá do Reino Unido, então está em inglês. Uma parte boa em relação aos moldes americanos é que na "terra da Rainha" também se usa o sistema métrico, como nós, eliminando a parte chata de ficar fazendo as conversões de polegadas e jardas para centímetros e metros. Na verdade as instruções contêm os dois sistemas de medidas, uma maravilha!

Imprimir o molde e as instruções foi fácil. Como já fiz isto algumas vezes antes, não tive problemas.
Partindo para o corte do vestido, escolhi aumentar em um tamanho o que eu tinha feito para a blusa pois a malha que usei desta vez é um pouco mais fina, muito mais clara e bem menos elástica do que o tecido que eu usei na blusa. Assim eu não terei problemas mais adiante quando estiver usando.

Quanto à montagem da peça, ela é bem simples. As instruções que eu imprimi são só em texto, mas há um tutorial com bastante imagens no blog. (Começa aqui)

A parte boa e que eu imagino que possa animar muita gente é que a autora costura a peça toda usando uma máquina de costura comum e não uma overloque. Sim, isso é verdade! Dá para se aventurar no mundo das malhas usando os pontos reto e ziguezague, além de usar uma agulha dupla para fazer os acabamentos.

Como eu e a minha overloque Encantada estamos "de bem" de novo, segui a instruções todas mas usando a overloque.

Optando por usar overloque, tem que tomar cuidado com o uso de alfinetes, que nunca podem passar perto da agulha e lâmina de corte de tecido, ok?

Se a peça estiver alfinetada, não deixe os alfinetes chegarem perto do pé calcador e da lâmina de corte!

A parte de unir as mangas com o vestido me pareceu interessante, então resolvi tentar. Primeiro uni a parte curva dos ombros com a parte da cava do vestido. Depois fechei a manga e a lateral do vestido de uma vez. Foi tenso por conta que a peça estava alfinetada e porque tem curva para fazer, dá para notar nesta foto acima. A dica que eu dou aqui, para quem vai usar overloque, é ficar de olho onde a faca está cortando o tecido, para manter aquele tantinho cortado num tamanho uniforme.

Estou falando isso pois na máquina de costura a gente se habitua a olhar o que está acontecendo na região da agulha e numa máquina de overloque o olho tem que estar na região da faca. Se cortou certo, a costura lá na frente tende a sair certa também.

De olho na quantidade de tecido cortada por igual!

Fechada a peça, lá fui eu para os acabamentos, agora na máquina de costura. Eu usei o mesmo método para decote, mangas e barra: marquei as margens de costura bem certinho, alinhavei e depois usei a minha dupla infalível para os acabamentos perfeitos em malha: guia de costura (fiz post sobre ele faz pouco tempo, lembra?) e agulha dupla. Tudo isso na máquina de costura.

Barra alinhavada e depois costurada com agulha dupla.

Eu particularmente não gostei da maneira que o decote canoa foi feito, com pontos ziguezague aparentes no direito da peça. Optei por fazer também com a agulha dupla.


Decote


 Barra

Barra da manga

Deixei tudo o que tinha que receber acabamento já passado no overloque também, mas dá para pular essa parte se você finalizar a peça em malha como eu fiz com a agulha dupla, pois no verso sempre forma um ziguezague que dá acabamento.


Barra virada para cima, para mostrar como fica por dentro. 
O overloque está bem na beiradinha abaixo e o ziguezague estreito acima é resultado da costura com agulha dupla.

Terminada esta parte dos acabamentos, é foi só tirar os alinhavos, passar tudo a ferro e o vestido estava pronto!

Eu gostei bastante do resultado das duas peças e tenho mais dois moldes da Tilly na fila para fazer.
Espero que eu tenha animado quem está com vontade de costurar malhas! E tem mais um post meu sobre como escolher a malha para seu projeto de costura no Superziper (aqui).

Beijos!

11 de jul. de 2014

Minha Máquina de Overloque - Para odiar (de vez em quando) e para amar (sempre)

Olá!

Eu lembro bem quando usei uma máquina de overloque pela primeira vez lá na Lurdes. Era uma terça-feira calma, em que só eu estava fazendo aula. As bordas do vestido de crepe verde esmeralda entravam esfiapadas e saíam lindas e arrematadas. A Lurdes tinha colocado Frank Sinatra para ouvirmos (e naquele dia eu disse pra ela o quanto eu gosto destes clássicos).

Naquele dia eu concluí que fazer o overloque tinha algo de terapêutico. Sim, a Lurdes passou as linhas para mim, ajustou as tensões e testou para ver se o ponto estava bom. Eu só tive que acelerar e cuidar de conduzir o tecido direitinho na máquina.

O primeiro overloque terapêutico a gente nunca esquece!

Mais ou menos um ano depois, com uma bela produção de roupas no período, resolvi comprar uma máquina dessas para mim. E pra escolher? Assim como a escolha de uma máquina de costura é bem pessoal, escolher a overloque também teve seu trabalho.

Fiquei entre as opções domésticas da Singer e da Brother. Optei pela Singer Ultralock pela facilidade de assistência técnica, pelos bons vídeos da empresa quanto ao manuseio, pelo preço bom que encontrei na internet e pelo suporte de linhas que é todo de metal (dei uma atenção a isso quando vi que uma das máquinas da Lurdes - da Brother - tem o suporte de plástico e com o tempo quebrou, o que pode ser bem chato quando se trata de uma máquina que usa até quatro linhas).

Singer Ultralock

Depois de muita dor de cabeça com o atendimento do Magazine Luiza para receber meu pedido (não recomendo comprar lá, o barato acabou saindo caro, contei um pouco do que passei neste post), a Encantada chegou em minha casa, ufa!

O nome dela é este porque eu pensava a cada dia de atraso da entrega "mas essa minha máquina está Encantada mesmo, quanto trabalho para recebê-la!", e porque sim, coisa encantada essa do tecido entrar todo grosseiro de um lado e sair arrematado e até costurado do outro!

Então, parece que o meu conjunto de máquinas está completo. Por um bom tempo, não devo precisar de mais nada do tipo.

Chegada a máquina em casa, procurei dar uma lida no manual para entender a diferença de pontos que ela oferece. Mas devo confessar que o que eu usei mesmo até agora são o ponto que usa dois fios de overloque e duas linhas de costura (com duas agulhas) e o ponto que usa dois fios de overloque e uma linha de costura (com uma agulha). Usei a máquina para costurar malhas apenas, ainda não usei em tecidos planos.


 Peças que eu fiz na minha máquina de overloque:  

A passagem das linhas é meio chatinha, mas acho que deve ser assim em todas as máquinas do tipo. Apenas usando as cores que indicam a passagem na máquina ou mesmo vendo o manual eu não conseguia. Sempre que alguma coisa dá errado eu vejo este vídeo da Singer:

Vídeo muito útil!

O vídeo não é longo, mas mostra bem como é a máquina, como é o suporte de metal para os fios e linhas e os pontos que ela faz. Para mim, o principal é quando mostra como passar as linhas e fios.

Resolvida a passagem de linhas, tive que aprender como regular a tensão de cada uma. Isso eu consegui resolver olhando o manual. Aí eu comparo o retalho que estou testando com um outro que veio junto com a máquina e que tem os pontos perfeitinhos.

Coisas que eu acho importantes, já que estamos tratando de uma máquina que faz acabamentos e que também corta um pouco do tecido:
- Não usar alfinetes ou deixá-los bem longe da área que vai ser passada a costura de acabamento. Na máquina de costura normal não tem a faca, então o risco de acidentes é menor.
- Cuidar na hora de fazer curvas para não perder o traçado original. Eu quase perdi uma parte de um macacão por não atentar em fazer a curva do gancho direitinho (tem que olhar lá pertinho da faca). Sorte que deu pra salvar, rs!
- Se for usar a máquina para unir tecidos ao mesmo tempo que faz o acabamento, testar em um retalho dobrado ao meio para ver se a tensão de fios e linhas está ok. Eu já testei os pontos com um retalho simples e na hora de costurar mais de uma camada eu quase fiz um estrago, rs!

Instalar, limpar e lubrificar foram partes bem simples até agora. Das ferramentas que vieram eu só usei a pinça, sem ela eu não consigo fazer a passagem dos fios e linhas direitinho. 
Depois, quando eu usar para fazer acabamento em tecidos planos, eu conto como foi!

Beijos e boas costuras!

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