22 de abr. de 2014

Costuras da Semana!

 Olá!

Espero que você tenha tido um ótimo feriadão!

Entre momentos com a família, com o marido e a recuperação de um piriri que eu tive, praticamente não consegui costurar. Na verdade, só ontem. Por isso as costuras que andaram na semana passada foram só as das aulas.

Na aula de Patchwork, terminei o bloco em Foundation que formou um potinho (depois vou colocar alguns botões nele para enfeitar). Nesta semana comecei os trabalhos do bloco que vai formar uma tesoura.

Pote fofinho!

Na aula de costura, prosseguimos com a blusa de seda. Acertamos a gola e o decote para o meu corpinho nada delicado (rs), além de fazer um ajuste nos ombros. Falta pouco para acabar: fazer punhos e casas, colocar os botões e fazer a barra. Quero tanto usar!

Falta muito? Tá chegando?

Eu finalmente consegui separar um tempinho ontem para brincar na minha máquina de overloque. Consegui passar os fios e linhas com facilidade e, consultando o manual de instruções, consegui ajustar a tensão deles todos para costurar em uma malha.

 1, 2, 3, testandooo!

Primeiros passos dados com o brinquedo novo, já iniciei um projeto rápido usando malha para colocá-la de vez em uso, uma saia lápis (!!!), essa aqui:

 Saia nova a caminho!

E na 6a feira Santa eu usei meu vestido Crepe novo!
Gostei tanto quanto do primeiro, mas este ficou melhor acabado. Nada como praticamente um ano de diferença entre as duas peças para poder avaliar os progressos!

 Para relembrar, o primeiro vestido Crepe que eu fiz foi este aqui.
Gosto dos dois o mesmo tanto!

No sábado eu visitei a Ocupação Zuzu Angel, no Itaú Cultural. Vou ter que fazer um post só sobre esse assunto, mas adianto desde já que adorei e me emocionei muito!

 
 Moda e história

Ah, teve mais uma estreia! Ontem saí para jantar com o marido usando a saia de lã com babados, amei também!

Que tal? Eu adorei!
Beijos e boas costuras!

17 de abr. de 2014

A louca dos tecidos... Será?

Olá!

Um ano atrás eu fiz um post mostrando meu estoque de tecidos naquela época. Sim, quem costura sofre para ficar longe de novos cortes, rs! Eu mesma comprei vários tecidos recentemente, na feira de Patchwork, por exemplo.

Tecidos comprados na feira de Patchwork. 
O quarto tecido já entrou no projeto de Foundation das aulas de Patchwork.

Em vez de fazer um novo post sobre os tecidos "estocados" que eu tenho no momento, eu resolvi ver o que não saiu da caixinha de tecidos novos no período de um ano. Sim, eu meio que me conformei que um "estoque" sempre vai existir, porque aproveitei uma promoção, porque comprei numa feira, porque ganhei de presente, porque simplesmente achei lindo, porque comprei em uma viagem...

 Outros tecidos comprados na feira de Patchwork. 
O tecido de baixo já virou um quimono!

Aí é que está, o estoque permanece, mas tem rolado uma rotatividade: todos aqueles tecidos que mostrei um ano atrás saíram da caixa e viraram peças bem legais que eu gosto muito de usar! Assim pode, né?! Lá na retrospectiva de um ano do blog (aqui, aqui e aqui) dá para ver!

O bom de ver que o estoque foi girando (que papo de empresa, rs) é que as compras foram bem feitas, nas cores, texturas e estampas que eu ia adorar usar ou presentear.

E eu sempre fico de olho, se a caixa de tecidos novos está lotada, é sinal que não está na hora de comprar novos cortes. Hoje em dia, confesso, a caixa está cheia e "transbordou": fora dela tem uma sacola com os tecidos que vou precisar para terminar a minha colcha, um pacote com uma lã linda que vai virar uma capa de inverno e outro pacote com material para um próximo quimono. Ao menos, todos os tecidos que estão "a mais" já têm destino certo. E, não, não vai ter uma segunda caixa para guardar tecidos novos, assim eu não me habituo a comprar mais porque teria onde guardar.

Tecidos para terminar minha colcha de hexágonos. 
A hora deles vai chegar!

Então, deixo aqui a sugestão: Vamos olhar nossa caixinha de tecidos (e usar o que já temos) antes de comprar algum tecido novo?

Beijos, boas costuras e uma ótima Páscoa!

16 de abr. de 2014

A colcha do Noah - detalhes finais

Olá!

Para encerrar esta série de posts sobre a colcha do Noah (os outros posts são este e este), mostro como fiz o quilt e o fechamento da peça, como embalei para enviar para os papais ansiosos e sobre os cuidados com a peça.

Depois de feitos os bordados em Sashiko, parti para o fechamento da colcha, que contou com o recheio de manta resinada e com as costas no mesmo linho azul que usei nos quadrados que foram bordados.

Para o quilt cumprir a função de juntar todas as camadas e ainda permanecer discreto, já que a "emoção" toda eu quis deixar para o bordado, optei por quiltar apenas as partes em azul, assim combinariam com o fundo.

Resgatei a sapatilha de costura na vala, que contei aqui que eu ainda não tinha me adaptado muito. Depois que descobri como fazer alguns ajustes finos na posição da agulha, eu consegui tirar melhor proveito dele e o resultado ficou muito bom, do jeito que eu queria:

Pronta! Vivaaa!

Terminada a colcha, fui pensar em um embrulho que fosse útil quando a colcha não estivesse em uso e que não chegasse muito amassado ao destino (já que enfrentaria muitas horas dentro da mala da vovó Sonia).

Fiz um saquinho em tecido listrado e coloquei fitas decoradas com pespontos para amarrar na abertura. Para deixar com cara de presente, um cartão que seguiu dentro do pacote e por fora uma faixa de papel craft toda carimbada (estou viciada nesses carimbos, rs!)



Pode seguir viagem!

Tão importante quando pensar na construção e no transporte da colcha, pesquisei sobre como cuidar do linho para que ele conservasse ao passar por lavagem. Quando fazemos algo do tipo, é sempre bom pesquisar como e se pode lavar o material e também como passar. Se for para dar de presente, é legal fazer um bilhetinho avisando!

Como a colcha é feita em linho, pesquisei no meu livro da Burda, que tem uma parte muito boa falando sobre as características dos tecidos e quais cuidados devem ser adotados para cada um. Neste caso é indicado que seja lavada a seco ou então lavar com sabão para roupas delicadas. Por último, pode ser passada com ferro quente e com vapor, já que costuma amarrotar e o tecido suporta tanto o calor quanto o vapor.

Projeto concluído, presente já entregue, oba! Que delícia!

Vamos então para a última trilha sonora, inspirada pelo recente Lollapalooza. Noah, mais músicas de gente que adoro e assisti em festivais, pra você!

Audioslave, super banda formada por Chris Cornell (do Soundgarden) e por quase todos os integrantes do Rage Against The Machine. 
Vi as duas bandas separadamente em festivais, que delícia! E eu amo essa música!

Joan Jett, minha rainha! Emoção para a vida ter visto de pertinho!

Uma das minhas bandas do coração, Foo Fighters! 
Porque a gente merece música legal e vídeo divertido!
(Adoro os momentos: "quero batata frita sim, obrigado!" e "não, não roubem minha guitarra!")

Noah, Ane e Gu, espero que vocês recebam todo o amor dos titios postiços através da colcha e destes posts!

Beijos!

15 de abr. de 2014

Costurando para os pequenos!

Oi pessoal, como estão?

O post de hoje é sobre um assunto que eu amo de paixão: costurar para os pequenos.

Para quem se encanta com as pequenas pecinhas de roupas feitas para bebês e crianças, a boa notícia é que falaremos bastante sobre isso aqui no blog.

Vou falar sobre os meus blogs preferidos, fazer reviews de moldes que eu compro pela internet e de livros sobre costura de peças infantis além, é claro, de mostrar minhas criações aqui pra vocês! Assunto é o que não falta!

Os projetos infantis são muito interessantes para quem quer começar a costurar pois são pequenos e de finalização rápida. Mas o que mais me atrai nesses trabalhos é que são extremamente divertidos porque você exerce sua criatividade e literalmente brinca de bonecos(as)! A costura pode ser simples, mas você pode criar mil embelezamentos e com isso, praticar diversas técnicas de costura, avançando gradualmente para projetos mais elaborados.

Outra grande vantagem é que com o mínimo de tecido e material você consegue criar maravilhas. Minha filha está com 3 anos e eu ainda consigo fazer blusas e saias com apenas um quarto de metro! E se você for "mão de vaca" ainda vão sobrar retalhinhos para detalhes em projetos futuros! Como sou doida por tecidos (que costureira não é?) vivo fuçando os sites gringos em busca de preciosidades para confeccionar as roupas da minha pequena (falarei disso mais adiante) e com pequenos pedaços consigo fazer a festa!

Pequenas peças são também um ótimo treinamento para quem quer fazer peças para adultos. É claro que para vestuário adulto são necessários conhecimentos costurísticos mais avançados, mas a experiência em seus projetos para pequeninos certamente contribuirá para sua autonomia em confeccionar vestuário adulto.

Em especial costurar para as suas crianças é um jeito muito bacana de demonstrar carinho que, dependendo da idade, a pessoinha presenteada pode até participar da confecção da peça, o que faz TODA a diferença...elas se animam e ficam extremamente orgulhosas de suas produções, além de conhecer e se interessar por um assunto novo... acredite, esses presentes terão outro valor!

Alguém empolgada em começar a fazer roupas para os pequenos??


Evolução dos Coletes! Descobri esse molde no inicio do aprendizado de costura e gostei tanto que saí costurando coletes para todos os bebês que conhecia e como resultado melhorei minhas costuras e recebi um montão de carinho e elogios de volta! 

Beijoca!
Ana

14 de abr. de 2014

Costuras da Semana!

Olá!

Depois de uma semana de algumas costuras concluídas (yay!) semana passada foi uma semana de continuar costuras mais detalhadas.

Na aula de Patchwork, prosseguimos com os trabalhos em Foundation. Terminei o bloco com os dois carretéis:

Fofura!

Agora estou no segundo bloco, que formará um pote decorado com botões, logo mostro!

Na aula de costura, retomei a minha blusa preta de seda. Fechar a blusa foi rápido, já os detalhes de gola e punhos consumiram a aula toda... A gola vai precisar ser refeita pois ficou muito alta e repuxou a blusa para cima. Igual aconteceu com a minha blusa Sencha, lembra? Pois bem, está confirmado que, além do meu pescoço não ser fininho, toda a parte de cima, do pescoço ao final do ombro é larga e alta. Essa questão da minha anatomia é que causa esse "problema". Provavelmente por isso sempre me senti melhor com roupas não muito fechadas no pescoço (momento de descobertas, rs). Nesta semana, vamos fazer uma nova gola e não deixá-la muito alta, aí vai dar tudo certo!

Em casa, voltei para o meu vestido Crepe, que ficou parado por vários dias. Resolvi terminá-lo esta semana pois não gosto de ficar com trabalhos parados e porque quero usar em alguma das reuniões da minha família nesta Semana Santa.




A segunda versão do vestido ficou bem melhor que a primeira, não vejo a hora de usar!

Com essas peças em dia, finalmente vou dedicar um tempo para testar e treinar na minha máquina de overloque, já estava mais do que na hora! Comprei mais linhas e fios porque sem eles eu não tenho como começar...

Por enquanto é isso!
Boa semana mais curta e boas costuras!
Beijos!

11 de abr. de 2014

Das antigas: aparelho de ziguezague automático Singer

Olá!

Eu contei dia desses (aqui) que eu comprei um apetrecho vintage para a minha Velhinha, um aparelho para fazer ziguezague. Eu sempre tive curiosidade como é que uma máquina que só costura reto passaria a costurar "para os lados", sabe?

Pois bem, dia desses, a imagem da caixinha me saltou aos olhos no Instagram do Superziper. Eu já tinha ouvido falar do aparelhinho antes, mas naquela hora me deu um estalo de ir atrás (detalhe, no mesmo dia que comprei minha máquina de overloque). A Andrea me deu o contato, liguei lá e pedi para reservar.

Comprei feliz da vida em uma loja de antiguidades na Lapa, pertinho do Senac de lá. Fui super bem atendida e acabei trazendo também duas caixinhas extra de discos-matrizes:


Em casa, antes de sair costurando com as pecinhas lindas, li o manual de como instalar e como manusear os discos.


Como máquinas bem antigas originalmente só costuram reto, elas só possuem ajuste de comprimento do ponto. O aparelho passa a oferecer a regulagem de largura do ponto (entre W, M e N, que compreendi como sendo Wide, Medium e Narrow - Largo, Médio e Estreito). A outra variação é o desenho formado pelo ponto, que você consegue ao trocar os discos.

O encaixe do aparelho lembra muito o encaixe do pé para quilt reto, que usamos para que camadas grossas deslizem por igual. Prende-se no parafuso que segura a agulha (à direita) e no parafuso que prende o pé calcador (à esquerda).

1 - Parafuso que segura o ajuste da largura do ponto (placa de metal vazada)
2 - Braço que prende o aparelho ao parafuso da agulha
3 - Parafuso que prende o aparelho à coluna do pé calcador
4 - Disco matriz, já instalado.

O manual veio super explicado (#ficaadicasinger #volteaosbonstempos), tanto para montar o aparelho na máquina de costura e trocar os discos quanto para mostrar os pontos que cada disco faz e em que tipo de costuras podem ser usados.



  
 Olha que graça a explicação deste ponto e as sugestões de uso?

À medida que você acelera a máquina para costurar, a engrenagem comandada pelo disco direciona o pé calcador de forma a montar o desenho pretendido. Por isso o disco vai girando enquanto o pé calcador desloca para a esquerda e para a direita. Uma engenhoca muito interessante!

Nos primeiros testes, usei um tecido de algodão bem fininho. Como a minha máquina trepida um pouco por ter motor elétrico, achei difícil controlar e deixar os pontos bonitinhos e sem franzir o tecido mais delicado. Ainda assim, fiz este primeiro vídeo:


Depois, retomei os testes dos discos em um pedaço de linho, um pouco mais grosso. Consegui um resultado um pouco melhor, que dá para ver nesta amostra:

Só faltou fazer mais reto, rs!

Numa terceira rodada de testes, que eu fiz com a intenção de gravar um outro vídeo, só que com a câmera, mas não tinha ângulo para segurar a câmera ou prendê-la enquanto pilotava a máquina.... Produzi um "catálogo"com amostras (onde anotei as combinações de largura e comprimento de ponto), caso eu queira repetir. Ficou assim:
 

No fim das contas, não queria deixar esse post sem alguma coisa além das amostras para mostrar. Peguei um quadrado de linho, colei uma entretela atrás e fiz a volta com o disco do "ponto dominó". Acabou virando um porta copos, rs!


Minha Velhinha foi comprada pela minha mãe e meu avô em 1962. Será que eles imaginavam que ela estaria em pleno funcionamento em 2014, com peças legais como essa e com motor?

Como admiradora de certos tipos de antiguidades, inclusive as que estejam ligadas à costura, fiquei bem feliz por encontrar este aparelho em ótimo estado, praticamente novo (se não estava sem uso) com manual de instruções e até os certificados de compra do ano de 1959!


Muito legal, né?!
Eu amei!

Beijos!

10 de abr. de 2014

Ferramentas de Costura - Fita métrica e réguas

Olá!

Para este novo post sobre ferramentas de costura, o assunto é a medição. São poucas coisas (ou praticamente nenhuma) que conseguem ser costuradas sem ter que tomar alguma medida. Então, precisamos ter instrumentos de medição à mão quase que o tempo todo!

Neste post eu conto os que eu tenho em casa e como tenho usado. Vamos lá?

1. Fita métrica

Acredito que seja o mais versátil deles, por ser flexível e portátil. Enrolou, está pronta para ser levada em um kit de costura para qualquer lugar. É imprescindível para tirar as medidas do corpo para fazer roupas e serve em tantos outros casos. É importante que ela seja de material resistente e que tenha as pontas de metal. Até um tempo atrás eu não sabia para o que estas pontas serviam, até que a mestra Isa mostrou para mim que com ela podemos traçar curvas facilmente, por exemplo. É só furar onde está vazado, encaixar o lápis no buraquinho e movimentar conforme preciso.

Eu gosto mais das fitas que têm a escala dos dois lados, com a contagem começando cada uma em um sentido. Assim em qualquer lado que você pegar a fita ela poderá ser usada.


Uma opção também é ter uma fita métrica que funciona como uma trena, com caixinha e mecanismo retrátil. Se bem que eu tenho uma dessas, mas como não sou muito delicada, acabei quebrando o mecanismo. Para não perder a fita, que é muito boa, arranquei da caixinha retrátil que quebrei, rs!

2. Régua com esquadro

Existem esquadros grandes, com régua em um dos lados e com uma das pontas formando um ângulo de 90 graus. É imprescindível para a construção de retângulos e quadrados corretos, assim como acertar cantos de moldes que estejam sendo ajustados ou desenhados.

Eu não tenho nenhum como estes abaixo, mas tenho uma régua quadriculada que tem as marcações dos ângulos nela, então acaba também cumprindo esta função.


3. Régua quadriculada

Além de ter a medição habitual em milímetros, uma régua quadriculada ajuda facilmente a marcar margens de costura e fazer esquadros, pois já vem tudo marcado nela. Tenho uma há algum tempo e uso muito.



4. Régua para Patchwork

Os recursos dela se assemelham aos da régua quadriculada (marcações dos centímetros e dos ângulos), mas é de material mais pesado e grosso, para ficar bem estável na base de corte e ser usado com o cortador circular sem danificar a régua.

A régua de Patchwork costuma ser mais larga (a minha tem 15cm de largura), para ajudar na medição e também para aumentar a superfície onde se apoia a mão para mantê-la no lugar na hora do corte:


5. Régua de metal

Eu tenho duas, a menor muito antes de começar a costurar. Gosto de usar quando preciso usar em conjunto com estilete para cortar papel, assim não corro o risco de estragar alguma das minhas réguas plásticas.


Um detalhe final que eu gostaria de acrescentar é de comprar este tipo de instrumento sempre que possível feitos por empresas especializadas em instrumentos de precisão, como a Trident por exemplo. Infelizmente alguns "genéricos" possuem erros na escala e podem alterar o seu projeto. Não deveria acontecer, mas acontece...

Bora medir tudo no detalhe?
Beijos!

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